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Leticia Camargo

Leticia Camargo

Editora de Conteúdo na Empiricus, formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) e pós-graduada em Comunicação e Marketing Digital pela ESPM.

oportunidade na crise

Este fundo imobiliário pode pagar 9,65% ao ano em dividendos e ainda se valorizar 10%, na visão de Alexandre Mastrocinque; entenda

Alexandre Mastrocinque abriu em sua coluna um fundo imobiliário que tem boas chances de retorno positivo mesmo com o cenário incerto; confira aqui

Leticia Camargo
Leticia Camargo
31 de julho de 2020
13:00 - atualizado às 12:52
gráfico com prédios mostra variação do mercado de fundos imobiliários
Imagem: Shutterstok

O atual momento dos fundos imobiliários, para falar a verdade nua e crua, não anda nada bem. Como você deve estar acompanhando, neste mês o Santander arrumou uma confusão ao entrar com ação judicial para baixar o valor dos aluguéis dos imóveis de suas agências.

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Só a ameaça de um bancão foi suficiente para assustar o mercado. As cotas de fundos imobiliários sofreram uma queda no mês de julho de -2,59%, considerando os dados do Ifix (índice de fundos imobiliários da bolsa brasileira) até o dia 30. Os papéis de fundos que têm imóveis alugados para bancos caíram até mais, podendo chegar a -16% em um exemplo que vou detalhar abaixo. Isso em um mês em que a bolsa brasileira subiu mais de 10%.

No entanto, no ponto de vista de Alexandre Mastrocinque, não há motivo para tanto desespero. Na coluna para o SD Premium de ontem (30/07), ele falou sobre o que os fundos imobiliários reservam para o próximo trimestre de 2020.

Para ele, a queda nas cotas dos fundos em julho foi exagerada. Elas ficaram baratas demais, e esse pode ser um bom ponto de entrada para o investidor.

Ele enxerga potencial, mais especificamente, em um fundo imobiliário com imóveis alugados para outro grande banco. Mastrocinque fez as contas e, considerando o fechamento do papel no dia 29/07, ele vê potencial de rendimentos anuais de 9,65% só com proventos.  

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Isso sem falar na possibilidade de recomposição dos preços da cota do fundo. Na sua visão, há potencial de alta de cerca de 10% no médio prazo.

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Isso até já começou a acontecer. No mesmo dia em que o Alexandre deu a sua recomendação, as cotas desse fundo imobiliário subiram 3% na bolsa brasileira.

Sim, como todo investimento em renda variável, há um risco envolvido. Mas vou te explicar nas linhas abaixo o porquê Alexandre acha que esse investimento vale o risco.

O que está em jogo

Para ilustrar a sua certeza em apostar nos fundos imobiliários, o Alexandre trouxe dois casos de bancos muito conhecidos para a sua coluna. E em ambos, tudo girou em torno do rendimento com aluguéis.

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O caso é o seguinte: com a pandemia da Covid-19, apesar dos bancos seguirem trabalhando, o fluxo de clientes dentro das agências diminuiu e houve limitação do horário de expediente dos funcionários.

Com isso em mente, o Santander solicitou a revisão dos valores cobrados nos contratos de aluguéis. No entanto, estes contratos são firmados com natureza atípica, o que significa que, basicamente, pouco importam as circunstâncias e não há correção de preços caso não se trate da inflação.

Dessa forma, ele ficou sem muitas alternativas a não ser entrar com ação judicial reivindicando o reajuste. E isso gerou um grande pânico para o mercado de fundos, que já imaginou outros bancos tendo a mesma atitude.

Mas, para Alexandre, é pouco provável que isso se concretize.

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O motivo disso é bastante simples: as gestoras dos fundos imobiliários farão de tudo para defender os interesses dos cotistas, e também do próprio fundo.

Assim, apesar do risco de o Santander conseguir baixar o seu aluguel pela Justiça, o economista acredita que a redução tem pouca chance de acontecer e, caso realmente aconteça, não terá tantos impactos como o previsto.

Então vale a pena investir?

De acordo com o Alexandre, vale. Mas também é preciso lembrar que, ao mesmo tempo em que pode haver retorno, não se pode ignorar o risco. Assim a sua principal recomendação é: investir estando ciente do que pode acontecer.

Como eu disse lá no começo, a sua coluna de ontem fez uma recomendação de um fundo que pode gerar um yield (dividendos) de até 9,65% ao ano. O que é bastante atraente para a realidade atual do mercado.

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Lembre-se: a taxa básica de juros da economia brasileira está na mínima histórica, de 2,25% ao ano. E há grandes chances de cair ainda mais.

Por isso, eu aconselho você que está lendo a acessar a coluna do Alexandre para descobrir o fundo do qual estou falando aqui. Todo mês o Alexandre dá uma indicação do que comprar na bolsa exclusiva para os assinantes do Seu Dinheiro.

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Esse é sem dúvidas o menor (e melhor) investimento que você pode fazer em sua vida financeira hoje.

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Não fique aí parado esperando as coisas acontecerem. Você pode estar deixando uma oportunidade, como a que contei aqui hoje, passar diante dos seus olhos.

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