Após chegarem às mínimas desde 2011, ações da Cielo disparam mais de 20%
Desde o começo da semana, os papéis da Cielo já sobem mais de 25%, aproveitando a onda de otimismo vista na bolsa para se afastar das mínimas

A Cielo passou nesta quarta-feira (8) por um momento de tranquilidade em meio ao inferno astral — pelo menos, na bolsa. As ações ON da companhia (CIEL3) dispararam 22,14% hoje, a R$ 5,02, e lideraram os ganhos do Ibovespa. Mas o que explica esse movimento?
Não há novidades oficiais por parte da empresa ou novos boatos a respeito de uma possível fusão com a Stone — no mercado, há quem diga que a novata teria interesse em adquirir as fatias detidas pelo Bradesco ou pelo Banco do Brasil na Cielo.
Também não há qualquer visão mais otimista por parte das grandes casas de análise. Pelo contrário: o UBS cortou hoje o preço-alvo para os papéis, de R$ 7,50 para R$ 4,50, mantendo a recomendação neutra para as ações da companhia.
O setor de pagamentos, afinal, tende a sofrer com a redução no volume de serviços e nas atividades de varejo por causa do surto de coronavírus — um cenário que traz ainda mais dificuldades à Cielo, que já vinha sofrendo com o aumento da concorrência.
Resta, então, olharmos para o lado técnico das ações da companhia — e é aqui que encontramos a chave para esse salto tão expressivo nesta quarta-feira. Ao olharmos para a série histórica das ações da Cielo, vemos que as quedas recentes levaram os papéis a um nível particularmente baixo.
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Na última sexta-feira (3), as ações ON da Cielo fecharam a R$ 3,98 — foi a primeira vez desde fevereiro de 2011 que os papéis terminaram uma sessão abaixo do nível de R$ 4,00. E, ao romper esse patamar, muitos investidores passaram a olhar com mais atenção para os ativos da companhia.
Desde então, foram três altas consecutivas — somente nesta semana, os papéis acumulam valorização de 26,1%, aproveitando a onda de calmaria que tomou conta das bolsas globais nos últimos dias. Apesar disso, as ações da Cielo ainda caem quase 40% desde o começo do ano.
Em 2019, Cielo ON já esteve entre as piores ações do Ibovespa, fechando o ano com uma baixa acumulada de 0,87% — vale lembrar que, no ano passado, o índice disparou 31,58%.

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