O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A equipe do Seu Dinheiro ouviu gestores de fundos e analistas de corretoras e traz um panorama de como o mercado financeiro está encarando a violenta queda das ações
Se levarmos a definição ao pé da letra, entramos oficialmente no território de “bear market” na bolsa, que representa uma queda de pelo menos 20% das ações.
A fronteira para o mercado dos ursos (bear, em inglês) – como são conhecidos os investidores vendidos – foi cruzada depois da queda de 28% do Ibovespa desde a máxima histórica alcançada menos dois meses atrás.
O principal índice de ações da B3 despencou 12,17% apenas nesta segunda-feira e fechou aos 86.067 pontos. Trata-se do menor patamar desde o dia 27 de dezembro de 2018. Essa também foi a maior queda em único dia desde setembro de 1998.
O que fazer agora? A equipe do Seu Dinheiro ouviu gestores de fundos e analistas de corretoras para trazer um panorama de como o mercado financeiro está encarando o “bear market”.
Depois do susto, vamos contemporizar. Quedas violentas e abruptas fazem parte da dinâmica do mercado de ações e ocorrem de tempos em tempos. A grande questão agora é quanto tempo os ursos vão prevalecer na bolsa.
Em momentos de otimismo como o que vivemos até o fim do ano passado, os investidores tendem a minimizar os riscos no horizonte. O contrário acontece agora, com a fuga dos investidores de todo e qualquer ativo de risco diante do medo de uma recessão global.
Leia Também
O Ibovespa atingiu a máxima histórica aos 119.527 pontos no dia 23 de janeiro, quando a epidemia do coronavírus ainda estava restrita à China e parecia controlada. Foi a proliferação da doença pelo mundo logo depois do Carnaval que provocou a primeira onda de venda na B3.
A situação, que já inspirava muita cautela, se tornou dramática no domingo à noite depois do desentendimento entre os principais países produtores de petróleo. Como resultado, as cotações internacionais registraram a maior queda diária desde a guerra do Golfo, em 1991.
Aqui na bolsa brasileira, a grande vítima da disputa que derrubou os preços da commodity foi a Petrobras, que perdeu mais de R$ 125 bilhões em valor de mercado em apenas dois pregões.
Como costuma acontecer em momentos de alta incerteza como o atual, existem opiniões para os dois lados.
Há quem veja o atual momento como uma correção pontual em meio aos riscos ligados ao coronavírus e à queda de braço entre Arábia Saudita e Rússia. Para os otimistas, assim que tais pontos de atrito forem superados, os mercados voltam a subir.
Mas também há quem enxergue um futuro mais pálido para as bolsas globais. É o caso de Eric Hatisuka, gestor da Rosenberg Asset Management.
Em conversa com o Victor Aguiar, ele contou que já tinha uma visão pessimista dos mercados desde o ano passado.
“Vejo uma correção de 30% a 50% em relação às máximas de janeiro” – Eric Hatisuka, Rosemberg Asset.
Fazendo algumas contas rápidas: 30% de baixa jogaria o Ibovespa para a faixa de 83 mil pontos; 50% de queda empurraria o índice para perto dos 60 mil pontos.
E, de fato, Hatisuka acredita que o Ibovespa deverá cair aos 70 mil pontos em 12 meses, caso concretizado o cenário do bear market. “Eu vendo bolsa [com o Ibovespa] acima de 95 mil pontos, e compro abaixo dos 80 mil.”
Quem também espera a continuidade do atual cenário negativo é Luis Salles, analista da Guide Investimentos. Em entrevista ao repórter Kaype Abreu, ele afirmou que a forte queda do petróleo pode levar a uma crise de crédito das empresas que atuam no setor.
“O bull market como a gente estava vendo acabou. Estamos recomendando aos nossos clientes a redução de exposição à bolsa.” – Luis Salles, Guide Investimentos
O experiente gestor Cesar Mikail, da Western Asset, já perdeu a conta de quantas crises já viveu no mercado acionário. “Todas parecem ser o fim do mundo, mas passam”, ele me disse, em uma conversa por telefone ontem à tarde.
Mesmo antes da forte queda de ontem, o gestor já apontava a reação dos mercados à crise provocada pelo coronavírus como exagerada.
“Eu não vejo o Ibovespa abaixo 100 mil pontos no fim deste ano, não trabalhamos aqui com esse cenário” – Cesar Mikail, Western Asset
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
No curtíssimo prazo, porém, ele avalia que o comportamento do mercado deve continuar imprevisível.
Alguma correção nos preços de fato era esperada diante da incerteza sobre os impactos do coronavírus na economia global.
Mas o movimento foi amplificado pelo movimento de fundos que venderam ações para fazer frente a eventuais resgates. Esse não é o caso da Western. “Eu não estou vendendo nesses níveis”, disse Mikail.
Diante do aumento da incerteza sobre o alcance da epidemia do coronavírus, Ricardo Kazan, sócio-gestor da Novus Capital, disse para a repórter Bruna Furlani que decidiu reduzir as posições do fundo em bolsa na semana passada.
Mas ele não se diz pessimista com o mercado de ações apesar do cenário externo complicado. O gestor afirmou que a queda abriu oportunidades de compra e que está de olho em alguns ativos que estão com o preço mais atrativo, apesar de não citar papéis específicos.
Apesar de não fazer projeções, Kazan diz que há alguns fatores que devem fazer com que a bolsa volte a subir no médio e longo prazos. Um deles é a taxa básica de juros (Selic) nas mínimas históricas, que deve sustentar a migração de recursos que hoje estão na renda fixa.
“Continuamos vendo um estrutural de Brasil melhor, por isso seguimos confiantes em bolsa no médio e longo prazos” – Ricardo Kazan, Novus Capital.
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público
Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa
Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais
Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global
As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice
Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento
Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação
Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano
Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias
No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários
Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias
A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente
Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima
Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores