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2020-03-09T18:19:53-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Pânico nos mercados

Petrobras perde mais de R$ 125 bilhões em valor na bolsa com tombo do petróleo

Estatal perdeu 36% de valor na bolsa com guerra de preços do petróleo entre a Rússia e os países da Opep liderados pela Arábia Saudita

9 de março de 2020
12:56 - atualizado às 18:19
Petrobras
Imagem: Shutterstock

A ação da Petrobras é a principal vítima na bolsa brasileira da guerra de preços do petróleo entre a Rússia e os países da Opep liderados pela Arábia Saudita.

Em reação à forte queda das cotações internacionais da commodity, os papéis da estatal registraram a maior baixa entre as empresas que compõem o Ibovespa nesta segunda-feira (9).

As ações preferenciais (PETR4) despencaram impressionantes 28,95%, a R$ 16,22, enquanto os papéis ordinários (PETR3) desabaram 28,60%, a R$ 17,18. Leia aqui nossa cobertura completa de mercados nesta segunda-feira.

Na sexta-feira, as ações já haviam caído aproximadamente 10%, diante da falta de acordo sobre a reação dos países produtores de petróleo ao surto do coronavírus.

Com isso, a estatal acumulou uma perda de 36,8% do valor de mercado em apenas dois pregões — o que representa pouco mais de R$ 125 bilhões.

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Os investidores reagiram ao impasse entre os principais países produtores na produção de petróleo. A Opep buscava cortar a produção em reação à desaceleração da economia global com o surto do coronavírus, mas a Rússia se opôs a um acordo. Em um movimento surpreendente, a Arábia Saudita decidiu então aumentar sua produção.

Em comentário para clientes, os analistas do BTG Pactual afirmaram que não esperam que esse movimento seja sustentável. "Tudo se resume a quanto tempo essa forte crise pode durar."

O banco decidiu não revisar as estimativas para a Petrobras, mas forneceu alguns cenários para o comportamento das ações dependendo das cotações do dólar e do petróleo.

No cenário-base do BTG, de preços médios do barril a US$ 57,50 e câmbio a R$ 4,25, os papéis da estatal estão sendo negociadas abaixo de cinco vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

"Mas reconhecemos que o risco agora está claramente inclinado para o lado negativo", escreveram os analistas.

No momento em que o BTG divulgou o comentário, o petróleo era negociado a US$ 36 o barril. Nesse valor, os papéis eram negociados a 9,2 vezes o Ebitda projetado para a Petrobras, o que é "muito mais do que esperamos que os investidores paguem".

Comentários
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