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O mercado reagiu positivamente às novidades anunciadas pela Azul em sua gestão de frota — e, como resultado, as ações da companhia aérea dispararam. Já a Cielo teve um dia intenso na bolsa, em meio à divulgação do balanço trimestral da companhia
A terça-feira (28) foi marcada pela recuperação do Ibovespa após as perdas expressivas de ontem. E, nesse cenário de maior tranquilidade, algumas ações se destacaram, como Azul PN (AZUL4), que disparou 8,58% hoje — os papéis da JBS, da Cielo e da Petrobras também chamam a atenção.
No caso da companhia aérea, o bom desempenho das ações se deve a um anúncio feito nesta manhã. A Azul irá subarrendar 53 de suas aeronaves E195, de modo a abrir espaço em sua frota para a chegada dos jatos E2 da Embraer — aviões mais modernos e que consomem menos combustível.
"O preço do combustível no Brasil é cerca de 35% mais caro do que em outras partes do mundo, por isso é essencial que a Azul passe a operar com aeronaves da próxima geração o quanto antes", disse John Rodgerson, presidente da Azul, em mensagem aos acionistas.
Com o subarrendamento das aeronaves E195, a Azul agora projeta que 100% de sua malha doméstica será atendida por aviões de nova geração — sejam eles da família E2 da Embraer ou do tipo A320neo, da Airbus.
Quem também terminou em alta foi JBS ON (JBSS3), com ganhos de 3,26% — mais cedo, os papéis chegaram a avançar 5,24%. E, assim como a Azul, o frigorífico também divulgou uma novidade que animou os investidores.
A companhia brasileira assinou um acordo com a chinesa WH Group para viabilizar o fornecimento e distribuição de carne in natura para o país asiático. Segundo a JBS, a parceira pode movimentar até R$ 3 bilhões em negócios ao ano.
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"Será uma oportunidade de evoluirmos em nossa cadeia de suprimentos em um modelo de negócio inédito para a JBS", diz em comunicado Renato Costa, presidente da Friboi. Os primeiros embarques para a China acontecerão ainda no primeiro trimestre de 2020.
As ações ON da Cielo (CIEL3) tiveram uma sessão volátil: no início do dia, chegaram a cair 5,57%, a R$ 6,61, mas viraram e fecharam o dia em alta de 3,57%, a R$ 7,25 — os investidores digeriram os resultados trimestrais da companhia, divididos entre os pontos negativos e positivos do balanço.
O desempenho financeiro da Cielo foi decepcionante — e olha as expectativas do mercado já eram baixas. O lucro líquido da empresa ficou em R$ 242,4 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 68% na base anual.
No ano, os ganhos da Cielo ficaram em R$ 1,58 bilhão, muito abaixo do montante projetado pela própria companhia no início de 2019, de lucro entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,6 bilhões.
No entanto, a Cielo também anunciou uma renegociação nos acordos com seus controladores — Bradesco e Banco do Brasil —, criando termos mais favoráveis para a operadora de maquininhas de cartões. Essa novidade trouxe algum ânimo aos agentes financeiros, que, agora, esperam por números melhores em 2020.
Ainda no campo positivo, destaque para as ações da Petrobras, tanto as ONs (PETR3) quanto as PNs (PETR4), que avançam 2,35% e 2,75%, respectivamente.
Trata-se de um movimento de recuperação técnica após as fortes baixas de ontem, quando os papéis da estatal fecharam em queda de mais de 4%, em meio à tensão global em relação ao coronavírus.
E, por mais que a apreensão continue elevada no exterior, os mercados exibiram uma dinâmica mais favorável nesta terça-feira — entre as commodities, o petróleo WTI subiu 0,64% e o Brent avançou 0,39%.
Confira abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do índice nesta terça-feira:
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