Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

Subiu demais?

A bolsa na capa da revista é sinal de que chegou a hora de vender suas ações?

O Seu Dinheiro ouviu analistas e gestores de fundos para questionar se chegou a hora de sair da bolsa ou se tudo isso não passa de alarmismo – e preconceito

Ricardo Gozzi
10 de setembro de 2020
5:48 - atualizado às 19:07
Touro grande saindo de dentro do ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O sobrenome Rockefeller dispensa apresentações. Responsável por revolucionar o setor do petróleo nos Estados Unidos em fins do século 19, é provável que John Rockefeller tenha sido o homem mais rico de todos os tempos, feitas todas as atualizações monetárias pertinentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tamanha fortuna não teria sido sustentada sem um pezinho na bolsa de valores, obviamente. Mas como ela passou incólume pelo crash de 1929?

“Quando meu engraxate começou a me pedir dicas sobre ações, resolvi vender tudo”, teria respondido Rockefeller ao ser questionado sobre o assunto.

A atitude de Rockefeller, segundo essa versão da história, evitou que sua fortuna acabasse dragada pelo estouro da bolha de 1929 e resumiu em poucas palavras um daqueles momentos de irracionalidade que antecedem grandes rupturas nos mercados financeiros.

Existe uma outra versão dessa história controvertida e cheia elementos de lenda urbana. No lugar de Rockefeller entraria Joseph Kennedy, pai do ex-presidente norte-americano John Kennedy.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O patriarca da família Kennedy realmente se desfez de suas posições na bolsa dias antes da fatídica Black Thursday, preservando assim sua fortuna.

Leia Também

Hora de sair?

Preconceitos e protagonistas à parte – e seguindo a mesma lógica atribuída a Rockefeller e a Kennedy –, é corrente entre os participantes do mercado financeiro em São Paulo a seguinte máxima: “quando a bolsa vira notícia na Praça da Sé, é hora de sair”.

A frase começou a ser revisitada nos últimos dias depois de a revista Veja ter publicado reportagem com direito a capa sobre a entrada de quase 1 milhão de brasileiros na bolsa desde o início da pandemia do novo coronavírus.

O grande volume de novos CPFs na B3 é apontado como uma das razões para a rápida recuperação do Ibovespa depois da intensa queda registrada no começo da pandemia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na semana passada, ao saber da capa da revista semanal, um experiente operador de renda variável com quem eu conversei brincou: “vende, não falha!”

É prematuro falar em bolha

Dias depois, um susto: os preços das ações do setor de tecnologia desabaram em Nova York, derrubando o índice Nasdaq e arrastando consigo diversos mercados. Esta correção nos preços dos ativos começou na semana passada e seguiu firme mesmo depois do feriado prolongado.

A questão que se levanta é: estaria a bolsa formando uma bolha em um momento de irracionalidade nos mercados? Seria mesmo a hora de sair?

Para responder a estas perguntas, o Seu Dinheiro foi ouvir analistas e gestores de fundos para questionar se chegou a hora de sair ou se tudo isso não passa de alarmismo – e preconceito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Claro que esses sinais chamam a atenção, principalmente de quem está há mais tempo no mercado, mas é preciso levar em consideração os aspectos tangíveis dessa situação”, disse Alexandre Silverio, diretor de investimentos da AZ Quest.

Falar de bolha, por exemplo, é muito prematuro, prossegue ele. “No começo da pandemia, questionava-se a capacidade de sobrevivência de governos e empresas”, recorda Silverio.

Alexandre Silverio, executivo-chefe de investimentos da AZ Quest
Alexandre Silverio, diretor de investimentos da AZ Quest

Neste aspecto, as companhias listadas na B3 podem ter sofrido com a crise, mas são empresas que mostraram-se vencedoras, com grande capacidade de reagir e de atrair recursos para se financiarem.

“Além disso, a reação do Banco Central foi proporcionar um nível inédito de juros baixos no Brasil. Então não me parece que essa entrada de CPFs aliada à capacidade das empresas listadas em bolsa signifique uma bolha”, afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, também não acredita na existência de uma bolha no atual momento da bolsa brasileira. Há uma série de razões, inclusive, para que a renda variável continue em expansão no futuro próximo. “Os juros estão baixos no mundo todo. Na Europa o juro é negativo. Então o dinheiro não tem muito pra onde correr”, avalia.

Com juros baixos, bolsa é o caminho para quem busca mais rentabilidade

Galdi acredita que muito mais gente ainda vai entrar na bolsa nos próximos meses. “No isolamento da pandemia as pessoas foram fuçar e muita gente que ainda está na renda fixa só está percebendo agora que não vai ganhar quase nada se não migrar para a renda variável.”

“O retorno não está na renda fixa, mas na renda variável. Aqui no Brasil, temos à disposição os mercados de ações ou os fundos imobiliários. Mais pra frente vamos ter os BDRs, então tem espaço para crescer”, diz o analista. Além disso, acrescenta, “tem muito IPO vindo aí”.

Diante disto, ele não vê a formação de uma bolha neste momento. “A economia está voltando, em breve vai ter vacina. Tudo aponta para a bolsa continuar performando bem pelos próximos meses.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De qualquer modo, num relatório divulgado a clientes, o Banco Fator chama a atenção para as advertências levantadas recentemente pela Esma, sigla em inglês para a Autoridade Europeia de Valores Mobiliários, equivalente à nossa CVM.

Em um estudo sobre tendências, riscos e vulnerabilidades (TRV), a Esma lança dúvidas sobre a sustentabilidade da atual condição dos mercados financeiros ao destacar o “risco de potencial decoupling da performance do mercado financeiro da atividade econômica subjacente”, observa o Banco Fator.

Ponto de entrada não é o ideal

Com mais ou menos risco, o fato é que o pequeno investidor acaba se sentindo atraído pela perspectiva de ganhos mais elevados e de que essa expansão vá continuar indefinidamente.

Enrico Cozzolino, analista de ações do banco Daycoval, considera se tratar de um caso de finanças comportamentais. “Quando sai uma notícia assim, os múltiplos já estão caros. Então não é o ponto de entrada ideal”, explica ele, referindo-se à capa de Veja.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste processo, o investidor pessoa física acredita que vale a pena assumir o risco, às vezes acreditando que a bolsa vai continuar subindo, mas entra com o mercado caro. “Quando ocorre um ajuste mais forte para baixo, ele acaba se assustando e realiza o prejuízo”, diz Cozzolino.

Na avaliação do especialistas, “os múltiplos voltaram a ficar caros em agosto”, quando a bolsa recuperou o patamar dos 100 mil pontos, “sem que houvesse avanços que justificassem pagar mais por bolsa, seja em termos da pandemia ou de política local”.

Numa situação assim, o lucro da empresa precisa aumentar ou o preço precisa cair para se equiparar ao lucro que ela tem. “Historicamente é o que acontece. Mas o que me chama a atenção atualmente é ver cada vez mais clientes entendendo um pouco melhor essa queda sem entrar em pânico.”

Silverio, da AZ Quest, também chama a atenção para a necessidade de se observar cada período histórico a partir de um prisma adequado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“No passado, realmente, quando as pessoas estavam acostumadas com retornos elevados na renda fixa, esse tipo de situação acontecia. A pessoa podia até perder dinheiro correndo risco, mas depois voltava para uma renda fixa que remunerava muito bem.”

Entretanto, o momento agora é outro. “O mercado brasileiro atravessa neste momento um chamado financial deepening”, afirma ele. E esta expansão da renda variável, diz Silverio, parece ter vindo para ficar.

Em relação ao susto proporcionado pelas ações de tecnologia, Silverio enxerga no momento uma realização de lucros. “Nenhum dado mostra mudança estrutural”, afirma.

De acordo com o diretor de investimentos da AZ Quest, as empresas de tecnologia mudaram de patamar com base em percepções de longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Num ambiente de juro baixo e percepção de que vai continuar sendo assim por mais tempo, quando você olha o valor de uma companhia, quanto de retorno ela vai trazer, boa parte não vem do lucro de curto prazo, mas da capacidade de gerar lucro num prazo mais dilatado” Alexandre Silverio — AZ Quest.

No caso das empresas de tecnologia, isso foi antecipado e percebido como um desfecho mais provável. Mas o gestor afirma que em alguns momentos do ciclo esse movimento vai ser questionado.

E se Rockefeller ou Kennedy hipoteticamente vissem a capa de revista sobre a expansão da B3 cientes de todo este contexto, é improvável que saíssem da bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HASTA LA VISTA, BABY

Nova carteira: 4 ações devem dar adeus ao Ibovespa em maio, segundo Itaú BBA, e IRB(Re) (IRBR3) é uma delas

25 de março de 2026 - 15:10

Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo

PARA IR ÀS COMPRAS

Renda passiva: Allos (ALOS3) anuncia pagamento de R$ 438 milhões em JCP e dividendos; veja datas e valores por ação

25 de março de 2026 - 11:02

Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito

SINAL VERDE PARA INVESTIR

Itaúsa (ITSA4): ‘presente’ de R$ 8,7 bilhões e outros dois gatilhos podem impulsionar a ação, diz Bradesco BBI; o que está em jogo?

23 de março de 2026 - 19:57

Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026

ENTENDA O MOVIMENTO

Maior alta do Ibovespa: por que as ações da MBRF (MBRF3) dispararam hoje e o que Trump tem a ver com isso

23 de março de 2026 - 17:44

Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa

VEJA DETALHES DO NEGÓCIO

Parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) anima mercado e agrada BTG, mas há um ‘porém’; veja qual e o que fazer com as ações

23 de março de 2026 - 14:36

Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado

5° MELHOR DIA DESDE 2021

Trégua na guerra dá fôlego ao Ibovespa, que salta mais de 3%, enquanto dólar cai a R$ 5,2407; apenas uma ação ficou no negativo

23 de março de 2026 - 12:13

Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda

OS DESTAQUES DA SEMANA

Após ‘cumprir profecia’, Eneva (ENEV3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Minerva (BEEF3) é ação com pior desempenho na semana

21 de março de 2026 - 16:00

Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim

CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia