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Entenda a natureza de cada título de renda fixa privada e saiba como investir nesse tipo de aplicação financeira
Sempre que se fala em investimento em renda fixa, não é raro surgirem pessoas que ficam em dúvida sobre como proceder para ter acesso a essas aplicações. Muitas vezes eles já entendem perfeitamente como a modalidade funciona, mas não sabem muito bem o caminho das pedras. No artigo abaixo explicamos como investir em renda fixa, além de falar um pouco sobre o que significa cada uma das muitas siglas desse mercado:
A renda fixa é o investimento favorito do brasileiro. A lógica das aplicações de renda fixa está tão arraigada na mente dos investidores, que quando alguém fala de um fundo de investimento ou de ações, sempre aparece alguém perguntando qual a rentabilidade e a data de vencimento do ativo.
Mas quando se fala de renda fixa assim, genericamente, parece até que é tudo uma coisa só. Acontece que renda fixa é uma classe de ativos bastante plural. Apesar de os títulos funcionarem de maneira parecida, há diferenças em níveis de risco, rentabilidade, prazo e características.
Os investimentos de renda fixa são caracterizados como aqueles cujos fluxos de pagamento são incondicionais, ou seja, não dependem do desempenho econômico e financeiro do emissor do ativo. Eles tomam a forma, geralmente, de títulos de dívida, que permitem ao comprador emprestar dinheiro para o emissor em troca de juros.
Os títulos públicos federais, que a pessoa física geralmente negocia pelo Tesouro Direto, são um tipo de investimento de renda fixa que permite emprestar dinheiro para o governo.
Os demais títulos de renda fixa acessíveis à pessoa física são privados, pois são emitidos por instituições financeiras e outras empresas para financiarem as suas atividades. Ao comprar um título desse, você pode estar emprestando dinheiro para um banco — caso dos CDB, LCI e LCA —, para uma financeira — que é o caso das Letras de Câmbio, ou LC —, para empresas — como é o caso das debêntures —, ou então você adquire o direito de receber os pagamentos de financiamentos imobiliários ou do agronegócio — na figura dos CRI e CRA.
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Algumas regras variam bastante entre os títulos. Os títulos emitidos por instituições financeiras — CDB, LCI, LCA e LC — geralmente têm rentabilidade atrelada ao CDI, podendo, em alguns casos, ter remuneração prefixada ou atrelada à inflação.
Nesse universo, é bem fácil encontrar papéis de liquidez diária ou prazos curtos, de poucos meses, bem como títulos que vencem no curto e médio prazos, até uns cinco anos, mais ou menos.
Os títulos de instituições financeiras são as aplicações de menor risco na renda fixa privada, pois contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a mesma garantia da poupança.
Já as debêntures, CRI e CRA costumam ter prazos longos, além de uma remuneração atrelada a um índice de inflação. Esses papéis geralmente não permitem resgates e precisam ser levados ao vencimento.
Para quem quiser sair do investimento antes do fim do prazo, uma opção é vender o papel para outro investidor, no mercado secundário. Mas a liquidez pode ser baixa, o que pode tornar necessário aceitar um bom desconto no preço do título.
Debêntures, CRI e CRA também não contam com a proteção do FGC. Por essas razões, esses papéis têm um pouco mais de risco de calote e liquidez do que os títulos das instituições financeiras.
Para investir em CDB, LCI, LCA ou LC, você tem basicamente duas opções: abrir conta no banco ou financeira que emite o papel ou abrir conta em uma corretora de valores ou plataforma de investimentos que ofereça títulos de várias instituições financeiras.
Se você for comprar títulos de emissores de médio porte, lembre-se apenas de respeitar o limite de cobertura do FGC — de R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira, além do limite global de R$ 1 milhão para todas as instituições financeiras.
Já as debêntures, CRI e CRA são distribuídos por bancos, corretoras e plataformas de investimento, seja para aplicação direta, seja por meio de fundos.
Nem sempre esses títulos estão disponíveis para investimento. Você precisa ficar de olho nas emissões e na quantidade de papéis que vão ser distribuídos. Para pessoa física, o investimento via fundos é mais indicado, já que a diversificação e a gestão profissional reduzem o risco.
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