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Empresa já havia anunciado a contratação de Helisson Lemos, ex-Mercado Livre, como chefe da área digital
A Via Varejo contratou os serviços da consultoria McKinsey para ajudar a empresa em sua transformação digital. “A diferença de termos uma consultoria nesse momento é que trazer parceria estratégica”, disse Roberto Fulcherberguer, presidente da companhia.
As ações ON da companhia estavam em alta na manhã desta sexta-feira, 16. Por volta das 10h20, os papeis VVAR3 eram negociados a r$ 7,95, numa alta de 3,38%. No ano o ganho acumulado é de 81%. Veja mais na nossa cobertura de mercados.
O anúncio da contratação da consultoria foi feita pelo executivo durante teleconferência com analistas após a divulgação dos resultados trimestrais. “Estou 100% envolvido para deixar a transformação (digital) ligada ao nosso negócio principal, com o cliente em primeiro lugar.”
Há um mês, a empresa já havia anunciado a contratação de Helisson Lemos, ex-Mercado Livre, como chefe da área digital.
As mudanças na estrutura da Via Varejo começaram a ser feitas após o empresário Michael Klein retomar o controle da empresa - seu pai foi o fundador da Casas Bahia, que hoje faz parte da companhia. Até então, a Via Varejo tinha como principal acionista o Grupo Pão de Açúcar (GPA).
Além da contratação da McKinsey para a retomada dos resultados, a Via Varejo está avaliando os vendedores presentes no marketplace, área na qual abriga lojas de terceiros em sua plataforma online.
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A ideia, segundo Fulcherberguer, é qualificar esses vendedores e alinhá-los às práticas da nova gestão da Via Varejo. “Crescer os ‘lojistas’ a qualquer custo ou de maneira indiscriminada traz aumento das vendas num primeiro momento, mas, no médio prazo, há risco para a imagem do varejista”, afirmou Fulcherberguer.
“Hoje é muito simples virar ‘lojista’ em qualquer varejista. A checagem é quase nula. Vamos passar a checar os vendedores da mesma forma que fazemos com um fornecedor.”
Ele criticou, ainda, a política de incentivos que as varejistas dão aos vendedores, que vão desde zeragem de comissionamento até geração de verba para eles. “Não acho sustentável”, disse. “Vamos querer ter um marketplace de qualidade”.
Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo
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