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2020-07-09T15:58:11-03:00
Estadão Conteúdo
vice da república

Gestores dos fundos querem ver resultado na redução do desmatamento, diz Mourão

Após reunião com representantes de fundos estrangeiros, Mourão disse que eles não se comprometeram com investimentos

9 de julho de 2020
15:58
Hamilton Mourão
Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, durante entrevista ao canal CGTN, Espanhol. - Imagem: Adnilton Farias/VPR

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta quinta-feira que os investidores internacionais querem "ver resultados" na área ambiental para destinarem recursos para o Brasil. Após reunião com representantes de fundos estrangeiros, Mourão disse que eles não se comprometeram com investimentos.

"Eles querem ver resultados e os resultados que podemos apresentar é que haja redução do desmatamento", afirmou. "A ideia é que até 2022, dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro, vamos pouco a pouco arrinconando esses que cometem ilegalidades para chegar a um número de desmatamento aceitável", completou.

Mourão ressaltou que o Brasil tem 84% da Floresta Amazônica preservada e não precisa derrubar "nem uma árvore a mais". De acordo com o vice-presidente, foram retomadas conversas com dois grandes doadores do Fundo Amazônia, Noruega e Alemanha, e o Brasil aguarda uma resposta em relação às ações apresentadas para combate ao desmatamento. "Uma vez que consigamos apresentar dados consistentes, os recursos serão novamente abertos a projetos para a Amazônia. Não há prazo, mas nossa visão é que, conseguindo apresentar no segundo semestre um resultado positivo em relação às queimadas, podemos dizer que estamos cumprindo nossa parte, agora podem cumprir a de vocês", acrescentou.

Nesta manhã, o governo realizou uma reunião com investidores estrangeiros para tentar convencê-los de que tem atuado para reduzir o desmatamento na região da Amazônia Legal. Como mostrou o Broadcast/Estadão, a ideia é propor que a iniciativa privada invista financeiramente na preservação ambiental no Brasil.

Araújo

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que também participou da reunião, pontuou que os grandes acordos comerciais concluídos ou em negociação, em especial os com a União Europeia e com a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), possuem cláusulas de preservação ambiental.

"(Estes acordos) são vistos como um risco, como se fossem incentivar a degradação ambiental no Brasil", afirmou Araújo. Segundo ele, o governo procurou mostrar que os acordos têm regras e compromissos ligados à preservação.

"Estes acordos, que são vistos como instrumentos que incentivariam o desmatamento, na verdade reforçam os compromissos com a Amazônia", disse Araújo. "Existe um equívoco em relação à imagem do Brasil, em especial da Amazônia", acrescentou.

Araújo pontuou ainda que os instrumentos citados nos acordos comerciais reafirmam o compromisso ambiental do governo com a Amazônia. De acordo com o ministro, o esforço do governo é para mostrar ao exterior qual é a realidade do Brasil.

Em nota sobre a reunião com investidores, distribuída à imprensa, a Vice-Presidência da República disse que os investidores foram informados que o governo "está negociando acordos comerciais de última geração com vários parceiros - entre eles UE, EFTA e Canadá - que reafirmam os compromissos internacionais do Brasil em termos de desenvolvimento sustentável e respeito aos direitos humanos, incluindo os das populações indígenas".

O governo também disse aos investidores que o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), "uma vez efetivado, implicará a adesão do Brasil aos padrões ambientais daquela Organização".

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