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Segundo advogado, mineradora não tem responsabilidade “nem por culpa, imperícia, imprudência ou negligência” e pede desbloqueio de R$ 11,8 bilhões em bens
Após ter R$ 11,8 bilhões de seus bens bloqueados com a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, a Vale decidiu reagir.
A partir de seu advogado, a mineradora entrou na justiça pedindo a reconsideração do bloqueio e disse que "não vê responsabilidade" sobre o rompimento da barragem. O pedido ocorreu nesta segunda-feira, 28.
"A Vale não vê responsabilidade. Nem por dolo, que é infração intencional da lei, nem por culpa, que é infração da lei por imperícia, imprudência ou negligência. Ela atribuiu o acontecido a um caso fortuito que ela está apurando ainda", afirmou o advogado Sergio Bermudes ao "Broadcast", do Estadão.
Bermudes também fez críticas à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a qual afirmou que a Vale deveria ser responsabilizada "severamente" pelo caso.
"Parece não ter fundamento a declaração da procuradora-geral de que não há crime. A Vale tem todo o interesse em apurar a existência do crime, embora não haja nenhum elemento apontando nesse sentido", disse o advogado.
Após as declarações do advogado, a Vale afirmou, em comunicado, que o advogado não fale em seu nome.
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"A Vale não reconhece as declarações feitas à mídia pelo advogado Sergio Bermudes e afirma que seu mandato não o autoriza a dar quaisquer declarações sobre a Vale, seja em nome da empresa, seja para expressar a sua opinião pessoal sobre o tema do rompimento da barragem em Brumadinho (MG). A Vale volta a ressaltar, de forma enfática, que permanecerá contribuindo com todas as investigações para a apuração dos fatos e que esse é o foco da sua diretoria, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas. A Vale reitera o compromisso de reparação total dos impactos decorrentes do rompimento", disse a empresa
*Com Estadão Conteúdo
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