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Segundo a empresa, o resultado reflete principalmente os impactos decorrentes da ruptura da barragem de Brumadinho e da sazonalidade climática mais forte que a usual
A produção de minério de ferro pela Vale no primeiro trimestre de 2019 alcançou 72,870 milhões de toneladas, queda de 28% na comparação com o trimestre imediatamente anterior e 11% abaixo do reportado um ano antes. A perda, segundo a empresa, reflete principalmente os impactos decorrentes da ruptura da barragem de Brumadinho e da sazonalidade climática mais forte do que a usual.
No trimestre, a empresa disse que o teor de Fe do portfólio de produtos alcançou 64,3%; o de alumina, 1,2%; e o de sílica, 3,5%.
De acordo com a empresa, após Brumadinho, a produção de finos de minério foi impactada em cerca de 11,2 milhões de toneladas, como resultado da paralisação das atividades em Brucutu, da suspensão temporária da produção das plantas de concentração do Complexo de Vargem Grande, entre outros fatores.
A empresa destacou que fortes chuvas em São Luís do Maranhão em março e abril afetaram os embarques no porto de Ponta da Madeira e o transporte ferroviário na EFC, impactando assim os volumes de produção no Sistema Norte.
No relatório, a Vale reafirmou seu guidance de vendas de minério de ferro e pelotas em 2019 no intervalo entre 307 milhões de toneladas e 332 milhões de toneladas. "A expectativa atual é que as vendas fiquem entre o mínimo e o centro da faixa", disse a empresa.
A produção de pelotas da Vale fechou em 12,174 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2019, queda de 23% na comparação com os 15,812 milhões do quarto trimestre de 2018. Na comparação anual, o recuou é de 4,7%.
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De acordo com a empresa, o recuo foi reflexo das paradas nas usinas de pelotização dos complexos de Fábrica e Vargem Grande, além de manutenções programadas das plantas de pelotização de Tubarão e Omã.
A produção de pelotas do Sistema Norte apresentou a maior alta no período, 32,9% na comparação trimestral, para 1,2 milhão de toneladas, resultado do ramp-up da usina.
Já a produção do Sistema Sul caiu 58,3%, como resultado das manutenções programadas, "bem como à parada de cinco dias das usinas 1, 2, 3 e 4, após a interdição pela Prefeitura de Vitória de uma parte do tratamento de águas residuárias do porto de Tubarão, em Vitória (ES)", disse a empresa.
A participação dos produtos premium nas vendas totais da Vale foi de 81% no primeiro trimestre de 2019, ficando praticamente em linha com o reportado no trimestre imediatamente anterior, afirmou a empresa.
Segundo relatório de produção, os prêmios de qualidade de finos de minério de ferro e pelotas alcançaram US$ 10,7/t3 no trimestre contra US$ 11,5/t nos três meses anteriores.
O recuo, conforme a empresa, ocorreu sobretudo por causa dos menores prêmios de mercado para os finos de Carajás, "que foram parcialmente compensados pelo impacto positivo dos novos termos para os contratos de vendas de pelotas", afirmou a companhia.
A produção de níquel da Vale no primeiro trimestre de 2019 totalizou 54,8 mil toneladas, queda de 14,4% na comparação com o trimestre imediatamente anterior e 6,5% menor na comparação anual. "A redução deveu-se principalmente à menor produção de: (a) PTVI, devido à parada programada de manutenção na refinaria de Matsusaka, no Japão; (b) VNC, devido à manutenção programada na refinaria de Dalian, na China; e, (c) Sudbury, devido a diferenças temporais na cadeia de processamento de níquel", escreveu a empresa, em relatório de produção, divulgado ao mercado.
O volume de vendas de níquel foi de 50,3 mil toneladas no trimestre, ficando 15,4% menor que os três meses anteriores e 13% abaixo do reportado um ano antes.
Segundo a empresa, tais recuos refletem uma menor produção e a decisão administrativa de aumentar os estoques de níquel de alta qualidade devido a preços mais baixos da LME no início do trimestre, ações que, segundo a empresa, são consistentes com sua estratégia priorizar o valor em relação ao volume.
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