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Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

Tristeza sem fim...

Número de mortos em Brumadinho sobe para 110 e Vale deve ter o maior acidente trabalhista da história do Brasil

Até o momento 67 corpos já foram identificados. O número de desaparecidos é de 238 e o de resgatados é de 192.

Bruna Furlani
Bruna Furlani
31 de janeiro de 2019
18:43 - atualizado às 9:58
Bombeiros em local de resgate em Brumadinho - Imagem: Fernando Moreno/Estadão Conteúdo/Futura Press

Após o desabamento de um pavilhão que estava em fase de construção em Minas Gerais, em 1971, a tragédia da Vale deve ser o maior acidente trabalhista da história do Brasil. Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, 31, a Defesa Civil de Minas Gerais disse que há 110 mortes, sendo que 67 corpos já foram identificados.

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O número de desaparecidos é de 238 e o de resgatados é de 192. Além disso, 394 corpos já foram localizados. No acidente de 1971, 69 pessoas morreram.

Para evitar novos desastres do tipo, a Vale anunciou na última terça-feira (29) que vai eliminar todas as barragens a montante, tecnologia usada nas estruturas de Brumadinho e de Mariana, da Samarco.

O presidente disse que a companhia possuía 19 barragens do tipo e que todas já estavam inativas. Agora, o trabalho vai focar em acelerar a eliminação de rejeitos armazenados, o que levará entre um e três anos. O plano de segurança custará R$ 5 bilhões.

Ontem à noite, a empresa também anunciou que a ex-ministra do STF Ellen Gracie vai liderar comitê para apurar desastre de Brumadinho.

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Em nota, a empresa destaca que o comitê "foi criado para apoiar o Conselho de Administração na apuração de causas e eventuais responsabilidades no contexto do rompimento da Barragem I da Mina Córrego de Feijão, em Brumadinho (MG)".

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A empresa também está presente no Ibovespa. Lá, as ações ordinárias da Vale (VALE3) representam cerca de 9% da composição da carteira. Veja neste vídeo como o tombo da companhia arrastou a bolsa junto.

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