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As ações da Stone, que são negociadas na Nasdaq, também foram impactadas positivamente. Os papéis da companhia terminaram o dia cotados em US$ 33.49, com uma alta de 1,82%
A notícia de que duas gigantes do setor de pagamentos, a Stone (STNE) e Cielo (CIEL3) andaram de "conversinha" nas últimas semanas parece ter animado os investidores.
A publicação destaca que, apesar de o interesse entre Stone e Banco do Brasil (um dos controladores da Cielo, junto com o Bradesco) ter esfriado um pouco, as portas para uma retomada nas negociações estavam abertas.
Diante da notícia, os papéis ordinários da Cielo fecharam o pregão desta segunda-feira (16) no topo das altas do Ibovespa em R$ 8,10, o que representa uma valorização de 6,02%.
As ações da Stone, que são negociadas na Nasdaq, também foram impactadas positivamente. Os papéis terminaram o dia com alta de 1,82%, cotados em US$ 33,49.
As assessorias de imprensa da Stone e da Cielo foram procuradas para comentar as negociações, mas até o fechamento desta matéria não retornaram o contato.
Após mudar a postura e adotar uma estratégia de brigar por participação de mercado e não mais por rentabilidade, a Cielo anunciou no fim do mês passado que pretende ir além da maquininha de cartão de crédito.
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A companhia lançou um aplicativo de conta digital. Batizado de Cielo Pay, o app vai incorporar uma conta digital por meio da qual os clientes poderão receber os valores das vendas na hora mesmo sem contar com as maquininhas.
A empresa vai oferecer também alguns serviços bancários pelo aplicativo, como saques e transferências e, futuramente, crédito. Ou seja, pode ser o primeiro passo para a companhia virar um banco completo, ainda que o presidente da Cielo, Paulo Caffarelli, não confirme essa informação.
"Nós já acompanhamos a vida do cliente como vendedor e agora vamos acompanhar a jornada dele como consumidor", afirmou Caffarelli, que reuniu a imprensa para apresentar o novo produto.
O aplicativo começa em fase de testes para funcionários nesta semana. O lançamento para o público em geral está previsto para o dia 14 de outubro.
Com o novo serviço, a empresa controlada por Banco do Brasil e Bradesco espera abocanhar um mercado que cresce a taxas de 40% ao ano.
Na opinião dos especialistas ouvidos pela Bloomberg, mesmo com o novo serviço, ainda há uma série de incertezas com relação à Cielo.
Não é à toa que há cinco recomendações de venda, 11 de manutenção e quatro de compra dos papéis da companhia.
Para os especialistas ouvidos pelo serviço de notícias, o preço-alvo das ações da companhia pode chegar aos R$ 8,04, o que representaria uma valorização de 5,24% em relação ao fechamento da última sexta-feira (13/09). No ano, os papéis acumulam queda de 4,51%.
A Stone, por sua vez, apresenta resultados um pouco melhores. Segundo os analistas ouvidos pela Bloomberg, o número de recomendações de compra e de manutenção é o mesmo para cada uma. Ao todo, são sete.
Já o número de analistas que recomendam a venda dos papéis é de cinco. Para os especialistas ouvidos, o preço-alvo das ações em 12 meses é de US$ 36,29, o que representa uma valorização de 10,34% em relação ao fechamento da última sexta-feira (13). No ano, os papéis acumulam alta de 83,73%.
A Stone estreou na bolsa americana Nasdaq em outubro de 2018 e chamou a atenção por atrair investidores como bilionário americano Warren Buffet e chinesa Ant Financial, do chinês Jack Ma, fundador do site de comércio eletrônico Alibaba.
Em abril deste ano, a empresa fez uma nova oferta de ações e movimentou US$ 790 milhões (aproximadamente R$ 3 bilhões, nas cotações do dia).
Entre os acionistas que aproveitaram a operação para colocar no bolso parte dos ganhos estavam André Street e Eduardo Pontes, fundadores da Stone.
A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.
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