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Redações de veículos de comunicação especializados em Economia não costumam ser tão agitadas e barulhentas quanto as da imprensa mais generalista. Não que falte notícia, pelo contrário. Mas há uma certa tranquilidade inerente às pautas de macroeconomia, negócios e investimentos que não tem muito como competir com a agitação de uma cobertura policial, por exemplo.
Enquanto crimes e acidentes podem ocorrer a qualquer momento e causar grande impacto emocional no público e nos jornalistas, o noticiário econômico meio que tem expediente certo e, convenhamos, anúncios de fusões e aquisições ou notícias sobre os juros não costumam abalar corações.
Mesmo assim, nós, jornalistas de Economia, não estamos imunes aos dias cheios de notícias que podem abalar outro órgão igualmente sensível dos nossos leitores, o bolso. Todo trimestre, por exemplo, tem a tal temporada de balanços, que deixa os repórteres de Empresas e Negócios de cabelo em pé.
Hoje foi justamente o dia com mais anúncios de resultados de grandes empresas abertas da atual temporada. E, para quem investe em ações, esses números são a notícia que mais interessa, no fim das contas.
O dia começou com um resultado acima das expectativas divulgado pelo Banco do Brasil. O repórter Vinicius Pinheiro, que madrugou para cobrir o balanço do banco e por isso foi embora para casa mais cedo, fez um bem bolado com as avaliações dos analistas, que foram bem otimistas, no geral.
Nesta matéria, você pode acompanhar um resumão de todos os balanços do dia, com links para reportagens mais detalhadas. Até o horário de fechamento desta newsletter, já listávamos no nosso balanço dos balanços os resultados de Azul, BB, Telefônica, BTG, B3 e Suzano. Fique de olho, porque daqui a pouco acrescentaremos Vale, Rumo, Gafisa, entre outras programadas para divulgar seus números agora à noite.
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A quinta-feira foi mais um dia para o Grupo Pão de Açúcar apagar da memória. As ações da empresa apanharam feio na bolsa depois que novidades sobre os movimentos do Casino na América Latina vieram à tona. O grupo francês confirmou as especulações de que estaria avaliando novas opções de negócios por aqui e, mesmo sem confirmar nada, trouxe muita ansiedade para o mercado. Resultado: os papéis do GPA despencaram 4,42%. Você fica sabendo dos detalhes lá no Seu Dinheiro.
Não foram só as ações do GPA que sofreram duras perdas hoje. A bolsa como um todo passou o dia inteiro no vermelho graças a uma série de fatores negativos vindos do exterior, em especial China e Estados Unidos. É que rolou uma nova rodada de negociações comerciais entre os dois países e, quando o assunto envolve gigantes, todo mundo para pra ver.
O Ibovespa chegou a perder quase 2% no pior momento do pregão, mas se recuperou um pouco e fechou em queda de 0,83%, aos 94.807 pontos. O Victor Aguiar conta como foi o dia nos mercados e como as ações das companhias reagiram aos balanços divulgados ontem à noite e hoje de manhã.
Mais um pouco e a B3 conseguiria pedir música no Fantástico. Não, não estou falando dos gols da rodada do Brasileirão, mas sim dos dois recordes que o mercado financeiro quebrou em um único mês. Tanto a bolsa quanto o Tesouro Direto atingiram marcas históricas em abril e mostraram que o universo dos investimentos está finalmente começando a fazer parte do dia a dia de um grupo significativo de brasileiros. Quem acompanhou a novidade foi a Bruna Furlani, que conta tudo para você nesta matéria.
Uma Comissão do Congresso decidiu hoje que o Coaf, aquele órgão técnico que investiga movimentações financeiras, vai sair das mãos de Sergio Moro para cair no colo de Paulo Guedes. Para muita gente seria só mais uma daquelas decisões complicadas de Brasília. Mas, olhando mais de perto, o movimento pode significar muito mais em termos políticos do que se imagina. Estou falando daquelas jogadas e quedas de braço que podem afetar de alguma forma a economia e, por consequência, seus investimentos. Para entender melhor tudo isso, o Edu Campos preparou esta análise sobre a decisão do Congresso que tirou o Coaf de Moro e a reação negativa das redes sociais à medida.
Enquanto o impasse sobre o Coaf segue, o superministro da Economia ganha mais um filho para cuidar: a decisão sobre a entrada e o funcionamento de empresas estrangeiras no Brasil. Não bastasse o mar de subordinados que o posto Ipiranga já tem, ele ganha agora um poder extra que pode mexer diretamente com o desempenho das empresas que estão na bolsa. Entenda os detalhes dessa história com o Eduardo Campos.
É oficial: a Caixa registrou uma oferta de 241 milhões de ações ordinárias da Petrobras nos Estados Unidos. Essa já era uma bola cantada pelo menos desde abril, quando o presidente do banco, Pedro Guimarães, anunciou que pretendia se desfazer de até R$ 15 bilhões em participações em companhias antes de junho deste ano. O fim do prazo está próximo e, ao que tudo indica, a Caixa caminha em direção ao prometido.
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