Menu
2019-07-12T14:02:06-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Juros

Selic cai 0,25 ou meio ponto percentual no dia 31?

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, diz que avanço nas reformas, obviamente, faz com que cenário fique mais benigno para a inflação

12 de julho de 2019
11:18 - atualizado às 14:02
roberto Campos neto
Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto - Imagem: Raphael Ribeiro/BCB

Ao que parece, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, acenou uma mudança para melhor no balanço de riscos para a inflação ao falar sobre a aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência. Com isso, o corte da Selic do dia 31 vira quase certeza, só não se sabe se 0,25 ponto ou meio ponto percentual.

Na divulgação do Relatório de Inflação, Campos Neto e o diretor de Política Econômica, Carlos Viana, deixaram claro que não havia relação mecânica e direta das etapas de aprovação da reforma da Previdência com a retomada dos cortes na Selic, que está em 6,5% desde março do ano passado.

Já ontem, em entrevista à “GloboNews”, Campos Neto disse que os vetores acompanhados pelo BC melhoraram, incluindo a reforma, que era o fator preponderante. “Como nós tínhamos três fatores e dois melhoraram sensivelmente, nós passamos então a dizer que o fator preponderante ficou com as reformas. Então, nessa linha, obviamente um avanço nas reformas faz com que o cenário fique mais benigno para a inflação no futuro”, disse.

Segundo o presidente, o BC já tinha reconhecido a melhora no vetor externo, apesar do risco de menor crescimento mundial, e um aumento da capacidade ociosa e interrupção do crescimento doméstico, um “termo forte”, segundo ele.

Na entrevista, Campos Neto também voltou a reforçar que não troca inflação por crescimento de curto prazo e que entende que a taxa de juros atual estimula o crescimento. O quão estimulativa é um debate que será feito quando acontecer a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

No mercado as taxas de juros futuras, que são as que realmente importam para investimentos e para o setor produtivo, já embutem uma Selic menor. O trabalho do BC seria sancionar essa redução, que acontece sem que vejamos um descolamento das expectativas de inflação para cima. Sinal de que o BC tem credibilidade junto ao mercado.

Em todo caso, o Copom se reúne no dia 31 e Campos Neto tem até lá para fazer eventual correção de comunicação. Esse encontro também contará com voto da nova diretora de Assuntos Internacionais, Fernanda Feitosa Nechio.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Vítima da guerra das maquininhas

Lucro da Cielo cai pela metade em 2019 e despenca 68% no 4º trimestre

A estratégia deliberada da empresa controlada por Banco do Brasil e Bradesco é sacrificar as margens de lucro para defender a liderança do mercado de maquininhas de cartão. Os números refletem bem esse esforço, para o bem e para o mal

POLÍTICA

Moro diz que quem vai decidir o vice (em 2022) é o presidente; mas ideal é o vice Mourão

O ministro considerou que “pode ser que no futuro lá distante volte a se cogitar isso” e defendeu: “Não acho uma boa ideia”. “Os ministérios juntos são mais fortes.”

APROVADA SEM RESTRIÇÕES

Cade aprova compra da Embraer pela Boeing

A operação analisada pelo Cade prevê duas transações. Uma delas consiste na aquisição pela Boeing de 80% do capital do negócio de aviação comercial da Embraer, que engloba a produção de aeronaves regionais e comerciais de grande porte (operação comercial)

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Bolsa contaminada pelo coronavírus

Caro leitor, A semana começou mal para as bolsas do mundo todo. O avanço do coronavírus na China durante o fim de semana colocou os mercados de molho nesta segunda. Já foram confirmados quase 3 mil casos em mais de dez países, sendo a maioria deles na China. Até agora, foram computadas 82 mortes. Os […]

Cautela elevada

Em dia de queda de 3% do Ibovespa com alerta sobre coronavírus, ações de drogaria sobem

A disseminação do coronavírus elevou a aversão ao risco nos mercados financeiros, derrubando o Ibovespa e fazendo o dólar romper a marca de R$ 4,20. Apenas cinco ações do índice subiram, incluindo Raia Drogasil

DE OLHO NO CORONAVÍRUS

‘Índice do medo’ atinge patamar visto no auge da guerra comercial e sobe mais de 25%

Na máxima intradiária, o indicador chegou a bater a casa dos 19,02 pontos, valor que não era visto desde outubro do ano passado quando ele atingiu a marca dos 19,28 pontos

CONCESSÕES

Maia definirá até dia 30 quando lei de concessões vai a plenário, dizem deputados

“Se ele (presidente da Câmara) estiver convencido de que esse texto é um texto bom, que atende a sociedade, eu acho que a gente vota ele rápido”, disse também o deputado João Maria

CRÉDITO

Demanda por crédito do consumidor cai em dezembro e cresce em 2019, diz Boa Vista

Considerando os segmentos que compõem o indicador, o Financeiro apresentou elevação de 6,1% no ano, enquanto o segmento Não Financeiro registrou evolução de 2,5% na mesma base de comparação

primeira avaliação

Quão longe a XP pode ir? Para o BTG, ação da corretora já está bem precificada

BTG Pactual inicia cobertura das ações da corretora com recomendação neutra para os papéis.

DE OLHO NA REFORMA

Reforma administrativa quer acabar com promoções por tempo de serviço

O governo vai propor ainda a vedação das aposentadorias como forma de punição

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements