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2019-07-08T15:01:32-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Semana decisiva

Mais da metade da população se diz favorável à reforma da Previdência

Pesquisa XP Ipespe mostra que 56% concordam total ou parcialmente com a reforma. Bolsonaro mantém desempenho ótimo ou bom para 34%

8 de julho de 2019
14:56 - atualizado às 15:01
Bolsonaro, Maia Guedes
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, recebe texto da reforma da Previdência - Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Em semana decisiva para reforma da Previdência, como disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pesquisa XP Ipespe sobre o tema mostra nova melhora na percepção da população com relação ao tema.

O percentual daqueles que concorram total ou parcialmente com a reforma atingiu 56% agora em julho, avançando de 52% em junho e de 44% em maio. Já aqueles se posicionam contrariamente ao texto que será apreciado pelos deputados caiu a 39%, ante 42% em junho e 51% em maio.

A sondagem também mostra que a reforma é vista como necessária para 56% dos entrevistados (mesmo percentual de junho) e que 80% esperam a aprovação da reforma, sendo que 8% falam em aprovação integral, 47% com algumas alterações e 25% com muitas alterações. Em junho, esse percentual estava em 78%.

Bolsonaro e Congresso

A pesquisa também traz nova avaliação sobre o governo de Jair Bolsonaro. Pelo terceiro mês seguido, as avaliações ótimo e bom se mantêm em 34%, outros 35% anotam ruim e péssimo, pelo segundo mês, e 28% classificam como regular.

O resultado não destoa muito do resultado obtido pelo Datafolha e divulgado nesta segunda-feira, com aprovação e reprovação de 33% do eleitorado.

As expectativas com relação ao restante do mantado também não apresentam alterações significativas, com 47% de ótimo e bom (46% em junho) e 29% de ruim e péssimo (30% em junho).

A avaliação sobre o Congresso também apresentou variação dentro da margem, com 45% dizendo que o desempenho, até o momento, é ruim ou péssimo, contra 43% em junho. A avaliação regular variou de 40% para 39% e o ótimo e bom oscilou de 13% para 12%.

As redes sociais

Nesta rodada, os entrevistados foram perguntados sobre vetores que teriam muita, alguma, pouco ou que não têm influência no governo de Jair Bolsonaro. As redes sociais foram colocadas como fator de muita influência para 60%, seguidas pelos políticos, com 57%, militares, com 53%, mídia, com 48%, e igrejas evangélicas, com 41%.

Sergio Moro e Lava Jato

A pesquisa voltou a questionar sobre o conhecimento com relação ao vazamento da troca de mensagens entre o então juiz, Sergio Moro, e procuradores da Operação Lava Jato. Agora em julho, 84% dos entrevistados dizem ter tomado conhecimento do assunto, contra 77% em junho.

Perguntados se o episódio pode alterar a opinião da pessoas com relação à Lava Jato, 51% dizem que não alterará (47% em junho), outros 14% dizem que alterará para melhor (11% em junho) e outros 27% dizem que alterará para pior (31% em junho).

Para 43%, “a Lava Jato não cometeu excessos ao combater a corrupção”, contra 44% em junho. Para 33%, “a Lava Jato cometeu excessos e algumas decisões tomadas com base na Lava Jato devem ser revistas”, contra 30% em junho. Já para 15%, a “Lava Jato cometeu excessos, mas o resultado valeu a pena” (14% em junho).

Foram feitas mil entrevistas entre os dias 1º e 3 de julho. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

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