Olha como elas estão…Principais estatais federais registram lucro líquido 147% maior em 2018 em relação ao ano anterior
Dentre as principais estatais federais que apresentaram maior crescimento no lucro líquido está a Petrobras, que obteve lucro de R$ 26,7 bilhões em 2018, o que representa um aumento de 6.981,7%

No radar das discussões sobre privatização, o Ministério da Economia divulgou hoje (30) novo relatório sobre o tema. Segundo os dados apresentados, o lucro líquido das principais estatais federais fechou 2018 em R$ 70 bilhões, ante os R$ 28,3 bilhões do ano anterior. O resultado representa um aumento de 147,0%. Entre os conglomerados de estatais analisados estão Petrobras, Eletrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa.
De acordo com os dados fornecidos no Boletim das Empresas Estatais, o grupo que apresentou maior crescimento durante o período de análise foi a Petrobras. Na ocasião, o lucro líquido do grupo passou de R$ 377 milhões em 2017 para R$ 26,7 bilhões em 2018, o que corresponde a um aumento de 6.981,7%.
Ainda segundo o relatório, os principais motivos da variação estão relacionados ao aumento de R$ 66 bilhões nas receitas de vendas, em decorrência da alta do preço médio dos derivados e da desvalorização do real frente ao dólar.
Além disso, houve crescimento de R$ 33,2 bilhões nos custos dos bens e serviços do grupo, por conta da elevação das cotações internacionais. Outro ponto que impactou foi o aumento de R$ 5,3 bilhões no resultado financeiro e que está relacionado, na maior parte, à regularização de créditos contra a Eletrobras.
Na sequência, a companhia que apresentou maior resultado líquido entre 2017 e 2018 foi a BR Distribuidora, com alta de 177,4% durante o período. As razões para a variação no lucro líquido estão relacionadas à receita de recuperação de créditos do setor elétrico no valor de R$ 2,6 bilhões e redução de R$ 813 milhões nas despesas com financiamentos e empréstimos, o que representou uma queda de 74,3% no total de despesas.

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Menos funcionários
Além do aumento no resultado líquido, o boletim mostrou que houve redução de 13.434 no quadro de pessoas das estatais de 2017 para 2018. Os maiores cortes vieram de empresas como Caixa, com diminuição de 2.728 empregados, seguido pelos Correios com 2.648, e Banco do Brasil com 2.195 funcionários a menos do que no ano anterior.
Se compararmos em relação a dezembro de 2015, a redução de pessoal foi superior a 57 mil empregados, o que representa uma diminuição de 10,38% do quadro total. Grande parte está ligada a programas de desligamento voluntário de empregados (PDVs).
As reduções já impactaram despesas de pessoal. Entre 2015 e 2018, houve uma diminuição - em valores nominais - de R$ 2,46 bilhões, o que seria equivalente a 2,56% considerando apenas as empresas não dependentes. Em valores reais, ou seja, ajustados pelo IPCA, a redução foi de 14,67%.
Evolução dos dividendos
Outro ponto que aumentou desde 2016 foi o total de dividendos e do juros sobre capital próprio pagos (JCP) pagos pelas empresas de controle direto da União. No consolidado das empresas como Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa e BNDES, os valores passaram de R$ 3,7 bilhões em 2016 para R$ 11,6 bilhões no fim do ano passado.
Menos dívidas
O boletim também destaca que houve redução no total de endividamento das empresas estatais. De dezembro de 2015 - quando o valor chegou a R$ 544 bilhões - até o fim do ano passado, o total de dívidas que as estatais federais detinham diminuiu 29% e a conta fechou o ano de 2018 em R$ 386 bilhões.
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