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Ações que impactam na bolsa

Onze medidas provisórias perdem validade se não forem votadas em três semanas

Das normas assinadas pelo ex-presidente Michel Temer, oito caducam até o dia 3 de junho

jair Bolsonaro, emburrado
Jair Bolsonaro - Imagem: Shutterstock

Onze medidas provisórias correm o risco de perder validade se não forem votadas no Congresso nas próximas três semanas, três delas assinadas pelo presidente Jair Bolsonaro: a da reforma administrativa, a que impõe medidas contra fraudes em benefícios do INSS e a que trata sobre o pagamento de gratificações da Advocacia-Geral da União (AGU).

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Das normas assinadas pelo ex-presidente Michel Temer, oito caducam até o dia 3 de junho, entre elas a que abre o setor aéreo para o capital estrangeiro e a que altera o marco legal do saneamento básico no País.

A votação de medidas provisórias tem sido um teste de articulação política para o governo na Câmara e no Senado.

A MP da reforma administrativa, por exemplo, sofreu diversas alterações na comissão mista de deputados e senadores e está pendente de análise do plenário da Câmara dos Deputados.

Entre as alterações, os parlamentares votaram por tirar o Conselho de Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública e recriar dois ministérios: Cidades e Integração Nacional.

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O texto ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado e perde a validade no dia 3 de junho. Como essa data cai em uma segunda-feira, parlamentares calculam que a medida precisa ser votada até o dia 30 deste mês.

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"Na semana que vem, vai ter que desencalacrar e votar essas medidas na Câmara e no Senado", comentou o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP).

Na opinião do líder do bloco que reúne PP, MDB e PRB no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), a MP da reforma administrativa pode caducar se os líderes partidários e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliarem que o governo pode reverter a retirada do Coaf da pasta do ministro Sergio Moro.

"Acho isso uma demonstração de fraqueza, e não de força. Temos que votar. A pior de todas as implicações é um governo eleito com 57 milhões de votos não poder organizar seu governo", comentou o parlamentar.

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Líderes do Senado falam que, se a Câmara votar a MP da reforma administrativa, o texto não ficaria empacado na outra Casa.

"Ainda tem um prazo de dez ou 12 dias para resolver. Votando na Câmara, o Senado deve deliberar sobre o tema em 72 horas. É um tema que todos os senadores estão aptos a discutir e votar", afirmou o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM).

Outro texto que pode caducar daqui a três semanas, o que amplia o prazo de pagamento da gratificação de servidores da AGU, ainda não teve o relatório do senador Telmário Mota (PROS-RR) votado na comissão mista, o que deve ocorrer nesta terça-feira, 14.

Calendário

O Congresso não se programa para votar nenhuma das medidas provisórias em plenário nesta semana.

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Para semana que vem, há sete textos na fila da Câmara, cinco deles na frente da reforma administrativa: a abertura do setor aéreo, a criação da NAV Brasil, a extensão do prazo para adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), o novo marco do saneamento básico e as regras para proteger informações pessoais gerenciadas por empresas.

Depois da MP dos ministérios, a fila do plenário termina com a norma antifraude em benefícios previdenciários e assistenciais do INSS.

Nesta semana, o que pode ocorrer são medidas provisórias avançarem nas comissões, mas há entraves.

Como revelou o Broadcast/Estadão, parlamentares esvaziaram a composição do colegiado que votará o texto que proíbe o desconto da contribuição sindical em folha de pagamento, em uma estratégia para deixar a MP caducar no dia 28 de junho. A reunião da comissão está agendada para as 15h.

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Além disso, há outras MPs pautadas em comissões entre esta terça, 14, e quarta-feira, 15: a que trata sobre gratificações da AGU, a que aplica medidas de simplificação no registro de empresas e a que destina auxílio para famílias de Brumadinho (MG).

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