A era dos supersônicos vai voltar? American Airlines encomenda 20 jatos que poderão voar a mais de 2 mil km/h
O jato Overture é projetado para carregar entre 65 e 80 passageiros e deve ser lançado em 2025, com o transporte dos primeiros passageiros marcado para acontecer até 2029

Não é de se espantar que as grandes bilheterias dos cinemas influenciem o mundo real. Quando o filme Top Gun foi lançado, a Marinha americana viu o número de alistamentos disparar 500% no ano seguinte. Agora com o sucesso da continuação, Top Gun: Maverick, um antigo sonho voltou a chamar atenção — e, segundo os planos da American Airlines, ele logo pode se tornar realidade: os jatos supersônicos.
Depois de demonstrar interesse décadas atrás pelas viagens ultrarrápidas, a companhia aérea fez um pedido de até 20 aeronaves supersônicas Overture da Boom Supersonic, com opção de adquirir mais 40 jatos adicionais.
O valor do negócio não foi divulgado, mas a American afirmou que o depósito da encomenda das 20 naves iniciais não era reembolsável.
“Olhando para o futuro, as viagens supersônicas serão uma parte importante de nossa capacidade de atender nossos clientes. Estamos empolgados com a forma como a Boom moldará o futuro das viagens, tanto para nossa empresa quanto para nossos clientes”, disse Derek Kerr, diretor financeiro da companhia.
A empresa é a segunda grande companhia aérea dos Estados Unidos a retomar o sonho de viagens aéreas ultrarrápidas nos últimos dois anos.
No ano passado, a United Airlines também encomendou 15 aeronaves da Boom Supersonic por US$ 3 bilhões, com opção de mais 35 unidades.
Leia Também
Os jatos supersônicos da American Airlines
Segundo a American Airlines, o jato Overture é projetado para transportar de 65 a 80 passageiros, em uma velocidade maior que a do som, chamada de Mach 1.
O projeto da nave supersônica espera que ela viaje a Mach 1,7 — isto é, em uma velocidade de aproximadamente 2,1 mil quilômetros por hora.
“Espera-se que o Overture transporte passageiros em uma velocidade duas vezes maior que a das aeronaves comerciais mais rápidas de hoje”, disse a empresa, em nota.
O Overture da Boom Supersonic está programado para ser lançado em 2025. Já o transporte dos primeiros passageiros da nave deve acontecer até 2029.
Vale destacar que a operação ainda está sujeita a certas condições estipuladas em contrato.
Uma das determinações é o cumprimento, por parte da Boom, dos requisitos de operação, desempenho e segurança padrão do setor.
Viagens ultrarrápidas pelo mundo
A aeronave da Boom Supersonic ainda deve ser capaz de realizar mais de 600 viagens pelo mundo inteiro em metade do tempo.
“Voar de Miami a Londres em pouco menos de cinco horas e de Los Angeles a Honolulu em três horas estão entre as muitas possibilidades”, afirmou a companhia.
A própria American Airlines acredita que o novo jato da Boom deve introduzir uma importante vantagem para a frota da companhia aérea, que é a “mais simples, jovem e eficiente entre as operadoras de rede dos Estados Unidos”.
“Acreditamos que a Overture pode ajudar a American a aprofundar sua vantagem competitiva em rede, fidelidade e preferência geral de companhias aéreas por meio dos benefícios de reduzir os tempos de viagem pela metade”, disse Blake Scholl, fundador e CEO da Boom.
Uma pausa nas viagens supersônicas
É importante lembrar que as viagens aéreas supersônicas comerciais estão relativamente paradas desde o começo dos anos 2000, quando o mercado se decepcionou com o Concorde.
Na década de 1960, agências americanas, inglesas, francesas e até mesmo soviéticas queriam desenvolver uma aeronave supersônica para transportar passageiros.
Cada um dos países estava trabalhando no próprio projeto de jato supersônico. Porém, os custos eram elevados, e a Inglaterra e França decidiram unir forças na década seguinte para criar, em conjunto, uma nave desse tipo.
Esse acordo deu início à fabricação do modelo europeu Concorde, que inicialmente contou com pedidos das principais companhias aéreas do mundo.
Isso incluiu encomendas da Air France, Pan Am e BOAC. Outras empresas como a Japan Airlines e a American Airlines também demonstraram interesse pelo projeto.
Um voo de Nova York para Londres, que normalmente duraria em média sete horas, levou apenas três horas e meia com o jato supersônico Concorde.
Porém, após acidentes e gigantescos custos de manutenção e preços do petróleo, além de uma enorme poluição sonora e ambiental, a aeronave faliu em 2003.
Agora, com o interesse cada vez maior de investidores ricos por jatos particulares mais rápidos, companhias aéreas estão retomando os planos das viagens supersônicas.
*Com informações de The Verge e The Washington Post
SAÚDE NA BOLSA
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
13 de outubro de 2026 - 19:51DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
13 de outubro de 2026 - 19:21ESPAÇO PARA FATURAR BILHÕES
O jogo virou para o Magazine Luiza (MGLU3)? Itaú BBA eleva recomendação para compra com alívio nos juros e crise na Casas Bahia (BHIA3)
13 de outubro de 2026 - 12:45DESALAVANCAGEM EM FOCO
CSN (CSNA3) põe siderúrgica alemã à venda; negócio de R$ 3,1 bilhões vai resolver sua dor de cabeça bilionária?
12 de outubro de 2026 - 10:59ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
12 de outubro de 2026 - 10:03NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?
Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
10 de outubro de 2026 - 9:08ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Santander (SANB11) distribuirá R$ 1,5 bilhão aos acionistas; saiba quem mais paga
9 de outubro de 2026 - 19:34Conteúdo Market Makers
Bancos vão investir R$ 3 bilhões em inteligência artificial e soluções de dados em 2026: O que eles já descobriram que você ainda não aplica?
9 de outubro de 2026 - 13:00Conteúdo Empiricus
Qual a importância de saber o valor real da sua empresa? Conheça uma forma gratuita de calculá-lo
9 de outubro de 2026 - 12:00ENERGIA NA MIRA
Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco
9 de outubro de 2026 - 9:37NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs
9 de outubro de 2026 - 5:01RECOMENDAÇÃO
O pior já passou para a SLC Agrícola (SLCE3)? Bancos elevam projeções para 2027, mas fazem alerta aos investidores
8 de outubro de 2026 - 17:33Conteúdo Empiricus
Com R$ 210 bilhões em operações em 2026, mercado de M&A mira as médias empresas, mas este erro pode comprometer o valor da negociação
8 de outubro de 2026 - 17:01A VENCEDORA DOS JUROS BAIXOS
XP (XPBR31) pode ganhar um empurrão da Selic mais baixa; UBS BB eleva preço-alvo e vê até 25% de alta
8 de outubro de 2026 - 16:07AINDA ESTÁ BARATO?
A festa da bolsa ainda não acabou: BTG aponta onde a queda dos juros pode abrir espaço para mais altas
8 de outubro de 2026 - 13:33SINAL VERDE
GPA (PCAR3) vai virar a página? Justiça dá aval a plano de recuperação extrajudicial; ação dispara até 10% na B3
7 de outubro de 2026 - 14:17VAI VIRAR O JOGO?
Hora de comprar JBS (JBSS32)? Dor de cabeça pode virar trunfo — e fazer ação saltar até 70%, diz XP
7 de outubro de 2026 - 8:46O RALI ESTÁ SÓ COMEÇANDO
Bolsa brasileira disparou após o 1º turno; agora, UBS BB revela onde ainda pode haver espaço para ganhar
6 de outubro de 2026 - 19:43PROJEÇÃO PARA O BALANÇO