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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

TODOS A BORDO

A era dos supersônicos vai voltar? American Airlines encomenda 20 jatos que poderão voar a mais de 2 mil km/h

O jato Overture é projetado para carregar entre 65 e 80 passageiros e deve ser lançado em 2025, com o transporte dos primeiros passageiros marcado para acontecer até 2029

Camille Lima
Camille Lima
17 de agosto de 2022
11:57 - atualizado às 11:58
American Airlines encomenda 20 jatos supersônicos Overture, da Boom Supersonic,
American Airlines encomenda 20 jatos supersônicos Overture, da Boom Supersonic, - Imagem: Divulgação

Não é de se espantar que as grandes bilheterias dos cinemas influenciem o mundo real. Quando o filme Top Gun foi lançado, a Marinha americana viu o número de alistamentos disparar 500% no ano seguinte. Agora com o sucesso da continuação, Top Gun: Maverick, um antigo sonho voltou a chamar atenção — e, segundo os planos da American Airlines, ele logo pode se tornar realidade: os jatos supersônicos.

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Depois de demonstrar interesse décadas atrás pelas viagens ultrarrápidas, a companhia aérea fez um pedido de até 20 aeronaves supersônicas Overture da Boom Supersonic, com opção de adquirir mais 40 jatos adicionais. 

O valor do negócio não foi divulgado, mas a American afirmou que o depósito da encomenda das 20 naves iniciais não era reembolsável.

“Olhando para o futuro, as viagens supersônicas serão uma parte importante de nossa capacidade de atender nossos clientes. Estamos empolgados com a forma como a Boom moldará o futuro das viagens, tanto para nossa empresa quanto para nossos clientes”, disse Derek Kerr, diretor financeiro da companhia.

A empresa é a segunda grande companhia aérea dos Estados Unidos a retomar o sonho de viagens aéreas ultrarrápidas nos últimos dois anos.

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No ano passado, a United Airlines também encomendou 15 aeronaves da Boom Supersonic por US$ 3 bilhões, com opção de mais 35 unidades.

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Os jatos supersônicos da American Airlines

Segundo a American Airlines, o jato Overture é projetado para transportar de 65 a 80 passageiros, em uma velocidade maior que a do som, chamada de Mach 1.

O projeto da nave supersônica espera que ela viaje a Mach 1,7 — isto é,  em uma velocidade de aproximadamente 2,1 mil quilômetros por hora.

“Espera-se que o Overture transporte passageiros em uma velocidade duas vezes maior que a das aeronaves comerciais mais rápidas de hoje”, disse a empresa, em nota.

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O Overture da Boom Supersonic está programado para ser lançado em 2025. Já o transporte dos primeiros passageiros da nave deve acontecer até 2029.

Vale destacar que a operação ainda está sujeita a certas condições estipuladas em contrato.

Uma das determinações é o cumprimento, por parte da Boom, dos requisitos de operação, desempenho e segurança padrão do setor.

Viagens ultrarrápidas pelo mundo

A aeronave da Boom Supersonic ainda deve ser capaz de realizar mais de 600 viagens pelo mundo inteiro em metade do tempo.

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“Voar de Miami a Londres em pouco menos de cinco horas e de Los Angeles a Honolulu em três horas estão entre as muitas possibilidades”, afirmou a companhia.

A própria American Airlines acredita que o novo jato da Boom deve introduzir uma importante vantagem para a frota da companhia aérea, que é a “mais simples, jovem e eficiente entre as operadoras de rede dos Estados Unidos”.

“Acreditamos que a Overture pode ajudar a American a aprofundar sua vantagem competitiva em rede, fidelidade e preferência geral de companhias aéreas por meio dos benefícios de reduzir os tempos de viagem pela metade”, disse Blake Scholl, fundador e CEO da Boom.

Uma pausa nas viagens supersônicas

É importante lembrar que as viagens aéreas supersônicas comerciais estão relativamente paradas desde o começo dos anos 2000, quando o mercado se decepcionou com o Concorde.

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Na década de 1960, agências americanas, inglesas, francesas e até mesmo soviéticas queriam desenvolver uma aeronave supersônica para transportar passageiros.

Cada um dos países estava trabalhando no próprio projeto de jato supersônico. Porém, os custos eram elevados, e a Inglaterra e França decidiram unir forças na década seguinte para criar, em conjunto, uma nave desse tipo.

Esse acordo deu início à fabricação do modelo europeu Concorde, que inicialmente contou com pedidos das principais companhias aéreas do mundo.

Isso incluiu encomendas da Air France, Pan Am e BOAC. Outras empresas como a Japan Airlines e a American Airlines também demonstraram interesse pelo projeto.

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Um voo de Nova York para Londres, que normalmente duraria em média sete horas, levou apenas três horas e meia com o jato supersônico Concorde.

Porém, após acidentes e gigantescos custos de manutenção e preços do petróleo, além de uma enorme poluição sonora e ambiental, a aeronave faliu em 2003.

Agora, com o interesse cada vez maior de investidores ricos por jatos particulares mais rápidos, companhias aéreas estão retomando os planos das viagens supersônicas.

*Com informações de The Verge e The Washington Post

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