A AÇÃO QUE ESTÁ REVOLUCIONANDO A INFRAESTRUTURA DO BRASIL E PODE SUBIR 50%. BAIXE UM MATERIAL GRATUITO

2019-03-30T10:09:16-03:00
Estadão Conteúdo
Subsidiárias à venda

Petrobras vai deixar de consultar acionistas para agilizar privatizações

Roberto Castello Branco, presidente da estatal, vai assumir o programa de venda de ativos e acompanhar de perto as negociações

30 de março de 2019
9:59 - atualizado às 10:09
Roberto Castello Branco
Roberto Castello Branco durante entrevista em 2011 - Imagem: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A Petrobras vai alterar sua estrutura interna. No novo desenho, o conselho de administração e o presidente, Roberto Castello Branco, vão concentrar poder, principalmente, no que diz respeito à venda do controle de empresas do grupo.

Castello Branco vai assumir o programa de venda de ativos e acompanhar de perto as negociações, como as de refinarias. Quando fechar uma privatização, vai encaminhá-la para apreciação do conselho. O órgão, sozinho, vai poder aprovar a assinatura do contrato. A conclusão do negócio não dependerá mais do aval da União - controladora da estatal - nem dos minoritários, como acontece hoje.

Na nova Petrobras, Castello Branco assumirá diretamente a área de ‘Aquisições e Desinvestimentos’, hoje sob o guarda-chuva da diretoria financeira. Já o conselho de administração, ao ser definido como última instância de aprovação de processos de venda do controle de empresas do grupo, vai substituir a assembleia de acionistas.

O primeiro passo para essa e outras mudanças será dado na assembleia geral de acionistas marcada para 25 de abril, quando serão votadas as alterações no estatuto social que permitirão colocar em prática o novo desenho da cúpula da estatal.

Mais agilidade

Segundo fontes, a proposta de suspender o direito dos acionistas de analisar a venda do controle de subsidiárias gerou “um amplo debate” entre executivos da Petrobras envolvidos no desenho da estrutura. Houve quem se opusesse, por enxergar retrocesso na transparência. As resistências foram vencidas com o argumento de que é preciso agilizar processos, principalmente de privatizações e de que União e minoritários têm representantes no conselho.

A Petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que “as propostas de alterações visam reforçar o caráter estratégico do conselho de administração e aumentar a eficiência do processo decisório”. Afirmou ainda que esse modelo de gestão “se encontra em linha com a legislação aplicável à Petrobras, em especial à Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas), e com a prática do mercado”.

A avaliação do coordenador da pós-graduação de Compliance da FGV-Direito, Salim Saud Neto, é que esse desenho de organização é comum na iniciativa privada. “Só que a Petrobras não é uma empresa privada”, afirma. “Ela tem um perfil muito específico, por isso é difícil fazer qualquer comparação.” Ele diz que, entre empresas privadas, não é comum submeter a venda de subsidiárias a investidores, porque os conselhos de administração contam com representantes de minoritários.

Com a nova organização, os investidores também não vão mais poder opinar sobre a estrutura das diretorias e dos comitês de assessoramento. Detalhes da organização e atribuições deixarão de constar no estatuto social para fazer parte exclusivamente do plano básico da organização (PBO), a ser definido pelo conselho de administração e divulgado no site da empresa. Atualmente, essas informações estão no estatuto e qualquer alteração depende da análise prévia dos acionistas.

Mudanças

O novo PBO deve trazer quatro alterações na estrutura interna - redução do número de diretorias de sete para seis; deslocamento da área de aquisições e desinvestimentos da diretoria financeira para a presidência; deslocamento da área de riscos (inclusive socioambientais) da diretoria de estratégia, que será extinta, para a financeira; e o fim do comitê financeiro, que assessorava a respectiva diretoria.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

IMPASSE CONTINUA

Vitória do governo ameaçada? FUP vai à Justiça para anular resultado de assembleia que elegeu novo conselho da Petrobras (PETR4)

19 de agosto de 2022 - 20:20

A FUP vai centrar argumentação contra a eleição a conselheiros de dois nomes barrados pelo Comitê de Elegibilidade da estatal

1ª troca em 20 anos

Americanas (AMER3) anuncia Sergio Rial, ex-CEO do Santander, para o comando da companhia no lugar de Miguel Gutierrez

19 de agosto de 2022 - 19:17

Trata-se da primeira troca no cargo de diretor presidente da varejista em 20 anos; Rial assumirá cargo no início do ano que vem

Acionistas felizes

Dividendos: Telefônica (VIVT3) e Marfrig (MRFG3) pagam nova rodada de proventos. Veja as condições para receber

19 de agosto de 2022 - 19:14

A Telefônica não fixou data para o pagamento dos dividendos, mas segundo a companhia, os créditos serão realizados até 31 de julho de 2023

VAI DISPARAR?

Polo Capital aumenta participação na Tenda (TEND3) e se aproxima do gatilho para “poison pill”; construtora discutirá fim do mecanismo em assembleia

19 de agosto de 2022 - 18:36

O movimento ocorre poucos dias após a companhia anunciar que, atendendo a um pedido da gestora, vai convocar uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir a exclusão da “poison pill” de seu estatuto social

FECHAMENTO DO DIA

Frente fria chega ao Ibovespa e índice recua 1,12% na semana; dólar vai a R$ 5,16

19 de agosto de 2022 - 18:33

Apesar da semana calma, o Ibovespa refletiu a cautela com os juros americanos e a queda das commodities

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies