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2019-08-01T23:09:00-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Balanço

Venda da TAG puxa lucro da Petrobras no 2º trimestre, que atinge R$ 18,9 bilhões

E vem mais por aí. Com a privatização da BR Distribuidora, a Petrobras espera um ganho de capital antes dos impostos de R$ 14,2 bilhões no próximo balanço

1 de agosto de 2019
23:09
Petrobras
Petrobras - Imagem: Shutterstock

A venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) deu um impulso aos resultados da Petrobras no segundo semestre. O lucro líquido da estatal foi de R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre. Sem considerar esse efeito, porém, o lucro recorrente teve uma queda de 53%, para R$ 5,157 bilhões.

O resultado ajustado ficou abaixo da projeção média dos analistas, cuja média apontava para R$ 8,5 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg.

O programa de venda de ativos da Petrobras rendeu um total de R$ 21,2 bilhões para a Petrobras no trimestre. E vem mais por aí. Com a privatização da BR Distribuidora, realizada via oferta de ações na B3 em julho, a empresa espera um ganho de capital antes dos impostos de R$ 14,2 bilhões no próximo balanço.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado aumentou 7,5% em relação ao segundo trimestre de 2018, para R$ 33,4 bilhões.

A despesa financeira, porém, pesou e cresceu 191% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, para R$ 8,6 bilhões. As variações monetárias e cambiais reduziram o lucro em R$ 3,6 bilhões, segundo a companhia.

Dívida menor

A dívida líquida da Petrobras encerrou junho em US$ 83,7 bilhões, uma redução US$ 11,9 bilhões em relação ao 1T19. Com a queda, a relação entre o endividamento e o Ebitda ajustado caiu de 2,89 vezes no primeiro trimestre para 2,52 vezes.

Sem o efeito da mudança contábil ocorrida neste ano, a relação seria ainda menor, de 2,02 vezes. A meta da estatal é chegar a 2020 em uma relação dívida líquida/Ebitda de 1,5 vez.

Meta de produção reduzida

O aumento da produção de petróleo é uma das apostas dos que recomendam a compra das ações da Petrobras. Mas no segundo trimestre o desempenho ficou abaixo do esperado.

A produção da Petrobras alcançou 2,633 milhões de barris de óleo equivalente, com um crescimento de 3,8% em relação aos três primeiros meses do ano, mas uma redução de 0,4% na comparação com o segundo trimestre de 2018.

Após o resultado de produção, que foi divulgado na semana passada, a estatal reduziu a meta de produção para este ano de 2,8 milhões para 2,7 de barris de óleo equivalente, com variação de 2,5% para mais ou para menos.

Olha o dividendo

Junto com o balanço, a Petrobras anunciou que o conselho de administração aprovou a antecipação de distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) aos acionistas, no valor de R$ 2,6 bilhões, equivalente a R$ 0,20 por ação ordinária e preferencial. Trata-se do dobro dos R$ 0,10 por ação do trimestre anterior.

Os investidores com ações da estatal no dia 12 de agosto terão direito aos dividendos, que serão pagos no dia 4 de outubro.

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