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Em conferência com investidores em maio, o diretor financeiro da Oi chegou a mencionar que a operadora estava progredindo nas negociações e acrescentou que os ativos não estratégicos têm um potencial de gerar cerca de R$ 7 bilhões
A Oi poderá dar um passo importante no processo de venda de ativos, um dos pilares de sua recuperação judicial. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a tele recebeu duas propostas para vender a participação de 25% no capital na Unitel, maior operadora de telefonia móvel de Angola. Ambas vieram de outros acionistas da empresa.
Uma das propostas teria partido de uma das mulheres mais ricas da África, Isabel dos Santos, que também possui 25% da operadora angolana - o valor seria de US$ 850 milhões. A outra proposta partiu da Sonangol, estatal angolana do ramo petrolífero e também dona de 25% da operadora. O lance seria de US$ 1 bilhão, à vista.
Segundo fontes, as propostas foram levadas ao conselho de administração da Oi pelo diretor financeiro e de relações com investidores, Carlos Brandão, em reunião em 29 de maio.
Em conferência com investidores em 14 de maio, Brandão chegou a mencionar que a operadora estava progredindo nas negociações e acrescentou que os ativos não estratégicos têm um potencial de gerar cerca de R$ 7 bilhões, mas sem um prazo definido de conclusão.
A Oi afirmou, ontem, que não recebeu proposta da estatal Sonangol. A companhia disse ainda que tem conversado com potenciais interessados. "A Oi informa (...) que qualquer alienação estará condicionada (...) à aprovação pelo conselho de administração e pelo juízo da 7.ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, além da decisão judicial proferida pelo referido juízo, que determinou a necessária submissão prévia e aprovação da operação pelo mesmo juízo e pelo Ministério Público", disse a empresa, em nota.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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