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Autorização é uma resposta ao pedido de mudanças na direção feito meses atrás pelo conselho de administração da operadora. O processo de transição no comando corre em segredo de Justiça
A Oi está perto de finalmente concretizar o seu plano de transição. A empresa recebeu autorização formal da Justiça para a mudança no comando da empresa. Rodrigo Abreu, membro do conselho de administração da Oi e ex-presidente da TIM, assumirá a posição de diretor operacional e, até o fim do ano, substituirá Eurico Teles, que atua como presidente da operadora desde 2017.
Na segunda-feira (02), o juiz Fernando Viana, da 7.ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde corre o processo de recuperação judicial da companhia, homologou o plano de transição da empresa. Com a notícia, o papel ordinário da Oi subiu 5,22%, fechando a R$ 1,21.
A autorização é uma resposta ao pedido de mudanças na direção feito meses atrás pelo conselho de administração da operadora. O processo de transição no comando corre em segredo de Justiça. Procurada pela reportagem do Estadão, a Oi não comentou.
Em fevereiro, Viana havia determinado que a Justiça e o Ministério Público deveriam ser avisados previamente pela companhia sobre qualquer venda de ativos, fusões e incorporações, além de eventuais alterações na diretoria. No entendimento do MP, a manutenção dos diretores nos cargos era vista como importante para dar estabilidade ao processo de recuperação judicial.
Mas a pressão sobre Eurico Teles aumentou em agosto, quando o balanço da Oi referente ao segundo trimestre mostrou novo prejuízo e redução do dinheiro em caixa. A gestora de investimentos GoldenTree Asset Management, que tem 14,57% das ações da tele, enviou uma carta ao conselho pedindo a troca do presidente executivo.
De olho em amenizar as suas dificuldades econômicas, a Oi também espera levantar até 2,5 bilhões em uma operação de captação de recursos que será estruturada neste mês, segundo apurou o Estadão/Broadcast.
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* Com Estadão Conteúdo
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Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4