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Relatório divulgado pelo BTG Pactual analisa a importância estratégica da operação móvel da Oi e de sua importância para a consolidação da concorrência já estabelecida
A Oi, terceira maior operadora em atividade no país (em receitas), está no meio de um furacão. Em recuperação judicial desde 2016, a empresa passa por momentos delicados que colocam em risco o futuro da companhia — e a possibilidade de uma intervenção do governo nas operações da companhia volta a assombrar o mercado.
No meio de toda a incerteza envolvendo a Oi, é natural que haja muita especulação a respeito do seu futuro. Nos últimos dias, diversos veículos noticiaram o interesse da espanhola Telefónica (dona da Vivo), da americana AT&T e da chinesa China Mobile, embora quase todos esses eventuais flertes tenham sido negados oficialmente.
A situação da Oi é especialmente sensível porque está previsto para 2020 o leilão do 5g no Brasil — assim, os ativos da empresa possuem importância estratégica para quem pretende estar bem posicionado no setor de telecomunicações brasileiro. Nesse cenário, o BTG Pactual analisa que a aquisição da Oi por um player doméstico ou global pode mexer com o jogo de forças do segmento no futuro.
Num relatório em que analisa possíveis cenários para as telecomunicações brasileiras, o BTG pondera que uma transação envolvendo a Oi, em sua totalidade ou apenas a sua operação móvel, seria muito estratégica para as teles brasileiras - Telefônica Brasil / Vivo, Claro e Tim.
Além de acesso ao grande alcance da companhia, as empresas se beneficiariam do bloqueio de um novo concorrente estrangeiro no país. A entrada de uma nova operadora pode pode colocar pressão nas margens de lucro operadas no setor, o que acarretaria em uma lucros menores, mesmo que mantenham a liderança no setor no longo prazo, como o que ocorreu no México em 2014.
O relatório usa como exemplo a compradas operações de telefonia móvel da Nextel México pela AT&T. Após quatro anos da transação, a América Móvil — controladora da Claro — continua dominando o mercado, mas sua participação de mercado caiu de 70% para 64%.
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Mas tudo tem o seu preço: para defender a sua fatia no mercado, a América Móvil foi obrigada a derrubar a sua margem de lucro, que passou de 44% para 33% em 5 anos.
Nos últimos dias, diversos veículos informaram que tanto a AT&T e a China Mobile, com o apoio da gigante de tecnologia Huawei, poderiam estar interessados em adquirir as operações da brasileira Oi. É difícil cravar se o interesse é real ou se as conversas irão evoluir — mas, independente de quem for a nova empresa, terá muito trabalho pela frente.
As empresas também se encontram em meio a um entrave tecnológico entre Estados Unidos e China. De olho no leilão do 5G brasileiro, que deve acontecer em 2020, a presença da China Mobile seria estratégica para a Huawei, que já detém um terço da infraestrutura de redes de telefonia móvel no país.
Para o BTG, uma nova entrante no mercado de telecomunicações brasileiro precisará de uma base forte para competir com as empresas já estabelecidas. Elas precisariam de tempo para se estabelecer antes de uma proposta, o que poderia ser fatal para as atuais concorrentes no mercado.
"A TIM estaria em uma posição delicada, já que ficaria apenas como uma operadora móvel competindo contra outras três gigantes. Eles possuem muito em jogo e arriscar um desfecho desfavorável quando a Oi está claramente a venda é um risco muito grande a se tomar", diz o relatório.
Barrar um novo adversário no jogo não é a única vantagem para as operadoras brasileiras. Um dos bens mais valiosos da Oi e que seriam importantes para suas concorrentes, principalmente a Claro, é o seu alcance. A companhia controla 92Mhz de espectro nas bandas de 20Mhz, 24Mhz, 43 Mhz e 900 Mhz.
Após a compra da Nextel pela Claro, a companhia controla 170Mhz do espectro. "O espectro da telefonia móvel é uma grande vantagem competitiva e seria natural que a Vivo e especialmente a TIM procurem diminuir a diferença".
Não são somente esses números que podem interessar aos concorrentes da Oi. Com 37,5 milhões de usuários móveis, a empresa gerou R$ 8 bilhões em vendas no ano passado. Só a TIM acumularia um crescimento de 50% nas vendas caso adquirisse as operações da empresa.
A sinergia dos negócios seria benéficos para qualquer uma das teles, até mesmo para a Vivo, que hoje tem vendas que superam a casa dos R$ 50 bilhões.
Para o BTG, a operação móvel da Oi pode chegar a valer mais de R$ 15 bilhões. A razão? O seu caráter estratégico para as outras teles devem levar suas concorrentes a desembolsarem de 6 a 8 vezes EV/EBITDA (divisão do valor atual de mercado pelo Ebitda dos últimos 12 meses) pela fatia da companhia.
Com um Ebitdade R$ 2,5 bilhões em 2018, se mantida a proporção apresentada, a empresa poderia captar de R$ 15 a R$ 20 bilhões.
Não dá para falar sobre a fusão de grandes empresas sem estudar a situação do mercado após a operação, ponto que preocupa muitas pessoas e os órgãos regulatórios, e que deve virar pauta se o processo vir a ocorrer.
Caso a operação aconteça dentro de casa, o número de teles nacionais passariam de 4 para 3. Com cobertura nacional, a Oi controla apenas 16% dos assinantes e 11% do total de vendas do setor, número muito abaixo do visto pelas suas concorrentes. Atualmente, a Vivo é a líder, com 41% do mercado, seguido pela TIM e Claro com respectivamente 25% e 23% de participação no mercado móvel.
Neste caso, em escala regional, a Vivo poderia ser a melhor alternativa para a Oi no Nordeste, pensando em medidas antitruste. No Sudeste e Centro-Oeste e Norte do país, a união com a TIM criaria uma força, mas não a ponto de dominar totalmente o mercado. Para o Sul, a melhor alternativa para a empresa seria a Claro.
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