A base de assinantes da Netflix cresceu menos que o esperado — e o mercado reagiu mal
Os resultados trimestrais da Netflix decepcionaram o mercado, em especial os números de expansão de novos usuários. Como resultado, as ações despencaram no after market de Nova York

A Netflix lançou um novo conteúdo no início da noite desta quarta-feira (17): seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre de 2019. Só que as reações iniciais a essa série inédita não foram nada positivas.
Quem leu apenas a sinopse pode ter a falsa impressão de que essa produção original seria um sucesso: afinal, a receita líquida da companhia aumentou 26% em relação ao mesmo período de 2018, chegando a US$ 4,923 bilhões. Mas quem foi além dos trailers, se decepcionou.
E o ponto que dominou os comentários negativos nas redes sociais foi a base de assinantes pagos da empresa. Ao todo, 2,7 milhões de novos usuários se cadastraram entre abril e junho deste ano — muito abaixo do previsto pela própria Netflix, que projetava um acréscimo de 5 milhões de espectadores no trimestre.
E dado que a expansão na base de assinantes é fundamental para manter a sustentabilidade da empresa no médio e longo prazo, os mercados não hesitaram em punir as ações da companhia: logo após a divulgação do balanço, as ações da Netflix (NFLX) chegaram a cair mais de 12% no after market de Nova York — uma espécie de prorrogação da sessão regular.
E esse movimento negativo teve continuidade nesta quinta-feira (18): os ativos da companhia desabaram 10,27%, a US$ 325,21. Veja aqui a cobertura completa das oscilações dos mercados financeiros hoje.
A decepção dos agentes financeiros com os resultados da Netflix ocorre num momento crucial para a empresa, uma vez que diversos pesos-pesados do setor de entretenimento possuem planos para entrar na arena dos serviços de conteúdo de vídeo on-demand nos próximos meses.
Leia Também
A declaração do CEO da Vale (VALE3) que fez as ações da mineradora subirem quase 2%
A Disney pretende lançar em novembro sua própria plataforma de transmissão de conteúdo, a Disney+, contando com todas as séries, filmes e franquias de seus próprios estúdios e de suas subsidiárias — como as gigantes Marvel, Pixar, 21st Century Fox e LucasFilm, detentora da marca Star Wars.

Stranger Things
Além da Disney, a Apple, a Warner e a NBC/Comcast já anunciaram planos para colocar no ar seus serviços de streaming. Assim, além da maior concorrência, há também o fator conteúdo, já que as rivais irão retirar conteúdo próprio da Netflix para usarem em seus canais — a casa do Mickey, por exemplo, já está fazendo isso.
"Grande parte do catálogo doméstico — e, eventualmente, global — da Disney — será retirado dos nossos quadros ao longo dos próximos anos, assim como as séries Friends, The Office e outros conteúdos licenciados", diz a Netflix, em seu balanço trimestral. "Isso abrirá espaço em nosso orçamento para a criação de novos conteúdos originais".
Esse aumento na competição é citado diversas vezes ao longo dos comentários da administração da Netflix a respeito dos números do segundo trimestre. Além dos novos entrantes, a empresa cita os serviços de conteúdo de vídeo on-demand que já estão no mercado, como Hulu, Amazon Prime e YouTube.
"A competição pelo tempo livre dos consumidores é feroz para todas as companhias", pondera a empresa.
13 Reasons Why
Em seu balanço trimestral, a Netflix diz que a expansão menor que a esperada na base de assinantes pagos ocorreu em todas as regiões, mas em intensidade ligeiramente maior nas áreas em que ocorreram aumentos de preço — a empresa, no entanto, não fornece mais detalhes acerca dos resultados por país ou mercado geográfico.
Essa elevação nas taxas de assinatura foi responsável por gerar o aumento na receita, mesmo com o crescimento mais lento do número de usuários. No entanto, os preços de entrada mais altos também são um ponto que preocupa os mercados, já que os novos concorrentes podem apresentar tarifas potencialmente mais baratas na fase de lançamento.
Mas, apesar de a sombra da concorrência atormentar a Netflix, a empresa ressalta que esse fator não foi determinante para os resultados do segundo trimestre, uma vez que, entre abril e junho, não houve maiores mudanças no panorama do setor.
"Acreditamos, sim, que o quadro de conteúdo disponível gerou menos crescimento na base de assinantes que o previsto", diz a empresa. Entre os lançamentos da Netflix no segundo trimestre deste ano, estão as séries "Olhos que Condenam", "Nosso Planeta" e "Disque Amiga Para Matar", e os filmes "Mistério no Mediterrâneo" e "O Date Perfeito".
La Casa de Papel
O mau desempenho das ações da Netflix impediu que o Nasdaq, índice abriga os papéis da empresa, tivesse ganhos mais expressivos nesta quinta-feira. Ao fim da sessão, o Nasdaq teve alta de 0,27%, aos 8.207,24 pontos.
Com a forte baixa de hoje, os ativos da Netflix retornaram aos patamares de preço do início do ano — os papéis não encerravam um pregão abaixo do nível de US$ 330 desde janeiro.
Insatiable
Apesar do fraco resultado do crescimento da base de clientes, a Netflix não pretende reduzir as expectativas para o restante do ano. Pelo contrário: a empresa projeta um aumento de 7 milhões no total de usuários pagantes no terceiro trimestre.
Esse otimismo se deve às diversas estreias previstas para a segunda metade do ano: já está no ar a terceira temporada de Stranger Things — e, de acordo com a companhia, as duas primeiras semanas de exibição tiveram um resultado bastante forte.
A lista de conteúdos inéditos ainda inclui novas temporadas de outras séries de sucesso, como La Casa de Papel, The Crown e Orange is the New Black. Em relação aos longas-metragens, a Netflix destaca os filmes The Irishman, dirigido por Martin Scorsese, e 6 Underground, de Michael Bay.
TENTATIVA DE FÔLEGO
Agora é pra valer: Braskem (BRKM5) entra com pedido de recuperação extrajudicial com mais de R$ 50 bilhões em dívidas
24 de agosto de 2026 - 18:34ALERTA MACROECONÔMICO
“O juro é o sintoma, não a causa”: o que os CEOs dos maiores bancos do Brasil esperam da economia após a eleição
24 de agosto de 2026 - 14:20A HISTÓRIA DA CRISE
De gigante petroquímica a uma dívida de US$ 11 bilhões: como a Braskem (BRKM5) chegou às portas da recuperação extrajudicial
24 de agosto de 2026 - 14:04TROCA DE CADEIRAS
Fundador do PagBank (PAGS34), Luiz Frias dá adeus ao conselho da dona da ‘moderninha’; o que muda para a empresa?
24 de agosto de 2026 - 12:07MAIS PRAZO PARA NEGOCIAR
Braskem (BRKM5) avança para pedir recuperação extrajudicial com mais de US$ 10 bilhões em dívida, diz jornal
24 de agosto de 2026 - 8:49DEFESA
Nova aposta dos irmãos Batista: Joesley e Wesley compram Avibras, maior indústria bélica do país e que está em profunda crise
22 de agosto de 2026 - 9:24BOM NEGÓCIO
A venda de fatia da Rumo (RAIL3) resolve os problemas da Cosan (CSAN3)? Veja o que diz o Citi
21 de agosto de 2026 - 16:12O TETO AINDA ESTÁ LONGE
Nubank ainda tem muito chão para crescer no Brasil; “pote de ouro” está justamente onde os bancões querem brigar
21 de agosto de 2026 - 13:31SONHO VIRANDO REALIDADE, MAS A QUE CUSTO?
Shein a preço de liquidação? Gigante chega ao IPO valendo um quarto do que no auge — mas há motivos para o desconto
21 de agosto de 2026 - 12:40EM BUSCA DE PETRÓLEO
Depois da Margem Equatorial, Petrobras (PETR4) agora quer atravessar o oceano para extrair petróleo em Gana
21 de agosto de 2026 - 11:15MAIS UMA REESTRUTURAÇÃO?
Aeris (AERI3) pede 60 dias de ‘blindagem’ contra credores enquanto tenta colocar dívida de R$ 1,94 bilhão em ordem
21 de agosto de 2026 - 10:41TROCA DE MÃOS
SPX e DSK Capital zeram aposta no Grupo Toky (TOKY3), mas ainda tem investidor interessado na dona da Mobly e Tok&Stok
21 de agosto de 2026 - 10:32CONARH 2026
Uma ‘cara diferente’ do BTG Pactual: como o banco se ‘reapresentou’ para clientes em sua participação no ConaRH, em São Paulo
21 de agosto de 2026 - 10:00VACAS LEITEIRAS
BB Seguridade (BBSE3) ou Caixa Seguridade (CXSE3): qual é a melhor ação para quem busca renda passiva com dividendos?
21 de agosto de 2026 - 6:11DETERIORAÇÃO DO CRÉDITO
Nem o Desenrola salva os bancões? Inadimplência ainda deve piorar no 3T26, mostra pesquisa do BC
20 de agosto de 2026 - 19:35APOSTA BILIONÁRIA
Prime Video prepara cheque de US$ 2 bilhões para disputar o mercado de streaming na América Latina; Brasil ganha peso na estratégia da Amazon
20 de agosto de 2026 - 18:24RISCO X OPORTUNIDADE
Gerdau (GGBR4) cai pelo segundo dia — alarme falso no mercado ou risco real para o investidor?
20 de agosto de 2026 - 13:30Marketing Digital
Você conhece o branded content? Confira como essa estratégia pode ajudar sua empresa a crescer na internet
20 de agosto de 2026 - 12:00UMA COMBINAÇÃO RARA
Embraer (EMBJ3) alça voos mais altos; veja por que o BTG acredita que é “uma recomendação de compra muito fácil”
20 de agosto de 2026 - 11:15INTERESSADOS NA FILA