🔴 RENDA MÉDIA DE R$ 21 MIL POR MÊS COM 3 CLIQUES – SAIBA COMO

Cotações por TradingView
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Olha os novos ministros aí

Cara, crachá: o perfil dos 22 ministros do governo Bolsonaro

Apesar do desejo inicial de reduzir o número de ministérios para 15, o presidente eleito vai começar a gestão com 22 pastas, sete a menos do que a gestão do ex-presidente Michel Temer. Bolsonaro vai modificar também algumas competências das pastas

Bruna Furlani
Bruna Furlani, Fernando Pivetti
2 de janeiro de 2019
16:29 - atualizado às 17:16
44746629240_637b1eb7eb_z
Imagem: Alan Santos/PR

Depois de aproveitar o fim de ano e de acompanhar a posse, Brasília amanhece hoje com 22 ministros que tomam posse, além de vários outros secretários. Nas ruas longas da Esplanada, novos nomes surgem para ajudar o presidente eleito Bolsonaro a comandar o país pelos próximos quatro anos.

Apesar do desejo inicial de reduzir o número de ministérios para 15, o presidente eleito vai começar a gestão com 22 pastas, sete a menos do que a gestão do ex-presidente Michel Temer.

As mudanças não param por aí. Bolsonaro vai modificar também algumas competências das pastas. Por exemplo, retira a demarcação de terras indígenas da Funai e transfere para o Ministério da Agricultura. Mas, para entrar em vigor, as mudanças vão exigir a edição de uma série de atos normativos – que podem ser feitos por meio de Medidas Provisórias (MPs), decretos e portarias.

Como muita coisa mudou, o Seu Dinheiro preparou um guia com as principais mudanças e um miniperfil dos elegidos por Bolsonaro para ajudar a governar o país.

Tira e põe

Mesmo depois de toda a polêmica envolvendo a nomeação de alguns ministros, o presidente eleito vai começar o ano sem a pasta do Trabalho. No total, dos 22 ministérios, cinco são fruto de fusões feitas de ministérios da última gestão. Esse é o caso do Ministério da Economia, por exemplo, que é uma junção dos antigos Ministério da Fazenda; Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

 

 

Pastas econômicas

Economia

No comando do Ministério da Economia está Paulo Guedes, o famoso Posto Ipiranga de Bolsonaro. O gestor é PhD em economia por Chicago, foi fundador do BTG Pactual e do Ibmec. Por conta de sua formação, o economista possui um perfil ultraliberal. A prioridade dele é reequilibrar as contas públicas e realizar as reformas estruturais necessárias para que o país volte a crescer. Ele é o principal articulador econômico do governo.

Banco Central

Para presidir o Banco Central, a escolha foi pelo nome de Roberto Campos Neto. Com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro, o especialista é formado em economia com ênfase em finanças, ambos pela Universidade da Califórnia. Ele buscará reduzir o spread bancário e manter a inflação dentro da meta. Além disso, vai brigar para que o Banco Central tenha autonomia.

Turismo

O coordenador de campanha de Bolsonaro em Minas Gerais, Marcelo Álvaro, será o ministro do Turismo. Integrante da bancada evangélica na Câmara, Álvaro possui como meta o aumento da participação do setor de Turismo na soma do PIB brasileiro.

Agricultura

A deputada federal Tereza Cristina será a manda-chuva da agricultura brasileira. Presidente da Frente Parlamentar da Agricultura e uma das principais articuladoras no Congresso da campanha de Bolsonaro à Presidência, ela pretende buscar novos mercados para os produtos brasileiros, expandindo o comércio exterior. Outras pautas também serão prioridade: a negociação do passivo do Funrural, a revisão do seguro rural e a questão fundiária brasileira.

Pastas de infraestrutura

Minas e Energia

O cargo será desempenhado pelo Almirante Bento Costa. Ele é integrante da Marinha há 45 anos e é próximo do General Augusto Heleno, que comandará o Gabinete de Segurança Institucional. O ministro é defensor da expansão do uso e da energia nuclear. Durante o governo, suas prioridades devem ser retomar as obras da Usina Nuclear de Angra 3, além de promover o leilão dos excedentes da cessão onerosa e solucionar a judicialização do setor elétrico.

Infraestrutura 

Com experiência como consultor legislativo, o ministro Tarcísio Gomes de Freitas será o responsável por cuidar da pasta de infraestrutura. Ele tem uma formação em engenharia civil pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e pós-graduação em engenharia de transportes. Ele buscará intensificar parcerias com o setor privado e negociar a flexibilização de licenciamento ambiental.

Ciência e Tecnologia

Depois de ser o único brasileiro a embarcar em missões espaciais, a próxima tarefa do astronauta Marcos Pontes é comandar o ministério da Ciência e Tecnologia. Ele é tenente coronel da Aeronáutica. No governo, as prioridades do escolhido devem ser viabilizar recursos para o ministério e destravar possíveis parcerias entre empresas e universidades.

Meio Ambiente

Mesmo após muita polêmica, o nome de Ricardo Salles foi escolhido para a pasta do Meio Ambiente. Ele atuou como secretário de Meio Ambiente no governo de São Paulo. Ele é fundador e presidente do Movimento Endireita Brasil. Dentre as prioridades de sua gestão estão suspender o decreto de conversão de multas ambientais e dar celeridade às licenças ambientais.

Desenvolvimento Regional

De perfil técnico, o ministro do Desenvolvimento Regional será Gustavo Canuto. Ele foi chefe de gabinete do ex-ministro Helder Barbalho (MDB/PA). Ele teve forte atuação nas áreas de portos e aviação. As maiores prioridades do gestor devem ser unir políticas de desenvolvimento rural e urbano, além de promover as superintendências de desenvolvimento do Nordeste e da Amazonia.

 

 

 

Pastas mais ligadas ao Planalto

Casa Civil

Um dos fiéis escudeiros de Bolsonaro, o ex-deputado federal Onyx Lorenzoni, comandará a pasta da Casa Civil. Ele é veterinário de formação, mas entrou para a política como deputado em 2003. As principais prioridades serão a articulação com o Congresso para aprovar as reformas e promessas de campanha.

Secretaria Geral da Presidência

Depois de negociar a ida de Bolsonaro para o PSL, o advogado e ex-sócio do escritório de advocacia de Sérgio Bermudes, Gustavo Bebianno, assumirá a pasta da Secretaria Geral da Presidência. Mesmo sem ter uma agenda própria, ele deverá ter um papel próximo ao de um chefe do gabinete do presidente.

Gabinete de Segurança Institucional (GSI)

Após comandar a missão de paz no Haiti em 2004, o general de reserva do Exército Augusto Heleno é o novo responsável pelo Gabinete de Segurança Institucional. Ele é um dos homens de confiança de Bolsonaro e terá como prioridade o comando das atividades de inteligência do governo federal e a coordenação da política de segurança da informação.

Secretaria de Governo

Assim como Heleno, o escolhido para ocupar a Secretaria de Governo também comandou missões de paz no Haiti e no Congo. Depois de ser secretário de Segurança Pública, o General Santos Cruz terá como prioridade a articulação com governadores e prefeitos sobre concessões de infraestrutura via programas de parcerias de investimentos (PPI). Além disso, ele será responsável por cuidar dos contratos de publicidade e comunicação do governo.

Pasta mais institucionais

Justiça e Segurança Pública

Velho conhecido de quem acompanha a Operação Lava-jato, Sérgio Moro ocupará a pasta da Justiça. Ele é ex-juiz federal com mais de 20 anos de magistratura. Os maiores desafios que ele deve enfrentar estão relacionados ao combate à corrupção, revisão da prescrição de determinados crimes e o enfrentamento do crime organizado. Além disso, ele terá que estruturar as políticas de segurança pública junto com os Estados.

Relações Exteriores

Atuante na diplomacia brasileira há mais de 29 anos, o escolhido para presidir o ministério das Relações Exteriores é Ernesto Araújo. Ele possui a mesma linha ideológica que a dos filhos de Bolsonaro. O ministro será responsável por ampliar as relações com os norte-americanos e por rever a participação brasileira no Mercosul e em outros acordos multilaterais.

Controladoria Geral da União (CGU)

Com o perfil mais técnico, o responsável pela Controladoria Geral da União será Wagner Rosário. Ele é servidor de carreira há dez anos e é ex-oficial do Exército. O ministro possui boa relação com a Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) e Advocacia Geral da União. Ele deverá ter como maiores desafios a conclusão dos acordos de leniência e a implementação de mecanismos que garantam melhor governança e eficiência no Governo Federal.

Advocacia Geral da União (AGU)

Servidor do órgão desde a sua criação em 2000, o escolhido para ocupar a pasta da Advocacia Geral da União é André Luiz Mendonça. Além de pastor evangélico, ele é especialista em estratégias de combate à corrupção. Dentre os maiores desafios estão a capacidade de negociar acordos de leniência.

 

Pastas com foco social

Saúde

As políticas de saúde do brasileiro serão conduzidas por um veterano de medicina e de política ao mesmo tempo. Luiz Mandetta é médico com especialização em ortopedia e atua na carreira pública desde 2005, quando foi nomeado secretário de Saúde de Campo Grande (MS). Como parlamentar, apresentou uma atuação focada na questão de saúde pública e fundou a Frente Parlamentar da Medicina. Como prioridade na sua gestão, o ministro pretende reformar o Mais Médicos, criar a carreira médica de Estado e digitalizar a gestão e os prontuários do SUS.

Educação

Uma das pastas historicamente mais disputadas da Esplanada, o Ministério da Educação será comandado pelo professor do Exército Ricardo Vélez. Com nenhuma experiência política, Vélez pretende descentralizar o sistema educacional com municípios e articular a implantação do projeto chamado “Escola sem Partido”, que gerou polêmicas e recentemente foi arquivado no Congresso Nacional.

Cidadania e Ação Social

O comandante dessa pasta, o médico Osmar Terra, faz parte da cota de ministros “reciclados” do governo Michel Temer. Ele comandava o extinto Ministério do Desenvolvimento Social. Para a próxima gestão, ele traçou como prioridade os incentivos às políticas sociais e a articulação para implantar novas políticas de esporte, cultura e drogas (com enfoque na primeira infância).

Mulher, Família e Direitos Humanos

A advogada e pastora evangélica Damares Alves será a responsável por questões delicadas envolvendo a sociedade brasileira, como direitos das mulheres e de minorias, como LGBT’s e indígenas. A ministra pretende propor uma agenda voltada para a primeira infância, além de coordenar ações de combate ao aborto, como o projeto que dá assistência financeira às mulheres vítimas de aborto e que engravidaram posteriormente.

Compartilhe

ELEIÇÕES 2022

Guedes se alinha a Bolsonaro e sobe tom da campanha — veja as indiretas que o ministro mandou para Lula

14 de setembro de 2022 - 15:58

Falando para uma plateia de empresários cariocas, ele se comprometeu com o Auxílio Brasil de R$ 600, reivindicou a autoria do Pix e considerou equivocadas as projeções de analistas para a inflação

ELEIÇÕES 2022

O que Bolsonaro, Lula e Ciro querem para o Brasil? Confira o programa de governo dos presidenciáveis

13 de setembro de 2022 - 19:21

Os três já apresentaram seus planos para o país: um prioriza transformar o Brasil em uma potência econômica, o outro foca na restauração das condições de vida da população e o terceiro destaca aspectos econômicos e educacionais

ELEIÇÕES 2022

Vão fatiar: Lula e Bolsonaro querem desmembrar Economia e ressuscitar ministérios de outras áreas — veja a configuração

13 de setembro de 2022 - 14:11

Caso o petista vença, a ideia é que o número de ministérios passe dos atuais 23 para 32. Já Bolsonaro, que na campanha de 2018 prometeu ter apenas 15 ministérios e fazia uma forte crítica ao loteamento de cargos, hoje tem 23 e também deu pastas ao Centrão

ELEIÇÕES 2022

Avanço de Ciro e Simone na pesquisa BTG/FSB ajuda Bolsonaro a forçar segundo turno contra Lula

12 de setembro de 2022 - 10:35

Em segundo turno, porém, enquanto Lula venceria em todos os cenários, Bolsonaro sairia derrotado em todas as simulações da pesquisa BTG/FSB

ELEIÇÕES 2022

Propaganda barrada: ministro do TSE atende pedido de Lula e proíbe Bolsonaro de usar imagens do 7 de setembro em campanha; veja qual foi o argumento

11 de setembro de 2022 - 16:43

O ministro viu favorecimento eleitoral do candidato e atendeu a um pedido da coligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para barrar as imagens

DE OLHO NAS REDES

Lula vs. Bolsonaro: no ‘vale tudo’ das redes sociais, quem está vencendo? Descubra qual dos candidatos domina a batalha e como isso pode influenciar o resultado das eleições

11 de setembro de 2022 - 7:00

A corrida eleitoral começou e a batalha por votos nas redes sociais está à solta; veja quem está ganhando

ELEIÇÕES 2022

‘Bolsonaro não dormiu ontem’: Lula comemora liderança nas pesquisas e atribui assassinato de petista a presidente ‘genocida’

10 de setembro de 2022 - 15:01

O candidato do PT afirmou que o presidente não consegue convencer a população mesmo com gastos eleitoreiros altos

ELEIÇÕES 2022

Bolsonaro é o candidato com maior número de processos no TSE — veja as principais acusações contra o presidente

10 de setembro de 2022 - 10:37

Levantamento mostra que o candidato à reeleição é alvo de quase 25% das ações em tramitação na Corte até o início de setembro

ELEIÇÕES 2022

7 de setembro ajudou? A distância entre Lula e Bolsonaro é a menor desde maio de 2021, segundo pesquisa Datafolha

9 de setembro de 2022 - 20:21

Levantamento foi feito após as manifestações do Dia da Independência, feriado usado pelo atual presidente para atos de campanha, algo que nunca tinha acontecido na história recente do Brasil

ELEIÇÕES 2022

Um novo significado de ‘imbrochável’: Jair Bolsonaro explica coro em discurso de 7 de setembro

9 de setembro de 2022 - 9:48

Em transmissão nas redes sociais, Jair Bolsonaro explicou que o coro seria uma alusão ao fato de resistir a supostos ataques diários contra seu governo

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies