Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Subindo

Após as quedas recentes, o Ibovespa se recuperou e escalou de volta aos 101 mil pontos

Sinais de avanço nas negociações comerciais entre EUA e China, somados ao acordo no Congresso para destravar a tramitação da Previdência no Senado, deram forças ao Ibovespa

Victor Aguiar
Victor Aguiar
9 de outubro de 2019
10:30 - atualizado às 10:53
Escalada
Ibovespa recuperou o ânimo e escalou de volta ao nível dos 101 mil pontosImagem: Shutterstock

Recentemente, eu comecei a praticar escalada esportiva. E, nas poucas aulas que tive até agora, já aprendi que chegar ao topo é bem mais difícil do que parece — é melhor se acostumar com escorregões, quedas e pisadas em falso. Mas, caso você fracasse e não consiga subir até o fim, há um consolo: sempre é possível tentar novamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ibovespa sofreu um tombo feio nos últimos dias, indo parar abaixo do nível dos 100 mil pontos na última terça-feira (9). Mas, como um bom escalador, não desistiu: prendeu seus equipamentos de segurança, passou pó de magnésio nas mãos e começou a subir a parede mais uma vez.

E, nesta quarta-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira conseguiu atingir novamente um ponto elevado — mais precisamente, 101.248,78 pontos, uma alta de 1,27% em relação ao pregão de ontem. Assim, a perda do patamar dos três dígitos pelo Ibovespa durou apenas uma sessão.

É verdade que o mercado acionário local teve parceiros importantes na escalada de hoje: as bolsas americanas, que também subiram com vigor — o Dow Jones fechou em alta de 0,70%, o S&P 500 avançou 0,91% e o Nasdaq terminou o dia com ganho de 1,02%. Mas fatores domésticos também ajudaram a dar impulso ao Ibovespa.

Por aqui, o noticiário político foi um fator importante para incentivar o índice brasileiro. O fechamento de um acordo no Congresso para destravar a tramitação da reforma da Previdência no Senado teve papel importante para melhorar o ânimo do Ibovespa, que vinha de duas baixas consecutivas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No mercado de câmbio, o dólar à vista até chegou a operar em baixa no início do dia, mas terminou a sessão em alta de 0,27%, a R$ 4,1028, na contramão do exterior — na mínima, foi a R$4,0715 (-0,49%). Lá fora, a moeda americana teve um ligeiro viés de queda em relação às divisas fortes e as de países emergentes.

Leia Também

Um caminho mais fácil

O tom mais otimista visto nas bolsas se deve aos sinais de avanço nas negociações entre americanos e chineses, às vésperas do encontro oficial entre autoridades de alto escalão dos dois países. Por mais que as sanções impostas pelo governo dos EUA a uma lista de empresas de tecnologia da China tragam desconforto, há indícios de que as potências tentam criar bases mais amigáveis para o diálogo.

Mais cedo, a Bloomberg noticiou que a delegação de Pequim estaria aberta a fechar algum tipo de acordo caso o presidente dos EUA, Donald Trump, alivie as ameaças de elevação de tarifas às importações do país. Além disso, o Financial Times afirmou que os chineses propuseram um aumento nas compras anuais de soja americana.

Essas duas informações elevaram o otimismo dos mercados quanto a um potencial desfecho positivo para as negociações da guerra comercial, o que justificou a menor aversão ao risco nas operações globais. Como resultado, as bolsas ganharam força nesta quarta-feira e escalaram para níveis mais altos, inclusive o Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A China parece estar se encaminhando para um acordo com os EUA, mesmo depois das últimas restrições", diz Rafael Passos, analista da Guide Investimentos, ressaltando, contudo, que o noticiário de hoje trouxe apenas um alívio momentâneo ao cenário externo, já que ainda há preocupação quanto à desaceleração da economia global.

Visão do topo

Por aqui, também foi motivo de comemoração o fechamento de um acordo no Congresso em torno da distribuição de recursos do megaleilão do petróleo para Estados e municípios. Com isso, há a expectativa de que a tramitação da reforma da Previdência no Senado volte a andar — o texto, agora, deverá ser votado em segundo turno no dia 22.

A pauta da Previdência voltou ao radar dos mercados nos últimos dias, dadas as dificuldades encontradas pela proposta no Senado. O texto-base foi aprovado em primeiro turno pelos senadores, mas sofreu com uma desidratação adicional que não estava precificada pelos agentes financeiros.

Além disso, o cronograma da tramitação foi adiado — originalmente, a Previdência seria votada em segundo turno até o dia 10. E, com os novos atritos entre governo e Congresso a respeito da partilha dos recursos do leilão, havia o temor de que o impasse travaria a pauta por ainda mais tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, o acerto entre os parlamentares abre caminho para a votação definitiva do texto das novas regras da aposentadoria — o que permitirá que outros itens da pauta econômica defendida pelo governo, como a reforma tributária, comecem a ser discutidos com maior firmeza.

"O cenário externo é o principal influenciador do movimento do Ibovespa hoje, mas, aqui dentro, a política também não atrapalha", diz Passos, lembrando que, há pouco, o Congresso aprovou o texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020.

Por fim, analistas e operadores ressaltaram que o noticiário a respeito do possível rompimento entre o presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PSL, foi monitorado de perto pelo mercado. "Traz um ruído, já que há pouco alinhamento entre o Bolsonaro e os parlamentares, e a saída dele do PSL poderia diminuir mais o capital político dele".

Juros descendo a parede

As curvas de juros fecharam em baixa nesta quarta-feira, tanto na ponta curta quanto na longa, reagindo ao recuo de 0,04% na inflação medida pelo IPCA em setembro — o menor resultado para o mês desde 1998. E, com a inflação sob controle, cresce a percepção de que o Banco Central tem espaço para promover mais cortes na Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, os DIs para janeiro de 2021 caíram de 4,81% para 4,71%; no vértice mais extenso, as curvas com vencimento em janeiro de 2023 recuaram de 5,97% para 5,83%, enquanto as para janeiro de 2025 foram de 6,61% para 6,48%.

Saltos e quedas

As ações da Petrobras e do setor bancário tiveram altas firmes nesta quarta-feira, dando força ao Ibovespa como um todo. Os papéis PN da estatal (PETR4) subiram 1,92% e as ONs (PETR3) avançaram 2,52%, com o mercado reagindo bem à aprovação, pelo TCU, do edital do megaleilão da cessão onerosa, a ser realizado em 6 de novembro.

Entre os bancos, destaque para Itaú Unibanco PN (ITUB4), com ganho de 1,59%; Bradesco ON (BBDC3), em alta de 3,99%; Bradesco PN (BBDC4), com valorização de 2,85%; e Banco do Brasil ON (BBAS3), com avanço de 2,77%.

Na ponta negativa, o setor de frigoríficos despontou com as maiores quedas do índice: JBS ON (JBSS3) caiu 3,92% e BRF ON (BRFS3) recuou 1,64%, em meio à notícia de que senadores dos EUA estariam solicitando uma revisão dos negócios feitos pela JBS nos últimos anos, dado o envolvimento da empresa em escândalos de corrupção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar