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Jornal levantou que o presidente publicou 515 mensagens este ano: nenhuma sobre a reforma. A reação veio agora, com o primeiro tuíte sobre o tema
Foi só Jair Bolsonaro apertar o botão "Tweetar" que a Bolsa de Valores de São Paulo reagiu: depois de 515 mensagens publicadas desde 1º de janeiro, pela primeira vez Bolsonaro fala da reforma da Previdência em sua rede social. Disse que "Os avanços que o Brasil precisa dependem da aprovação da Nova Previdência". Com isso, o Ibovespa, que oscilou forte o dia todo, disparou e encerrou a quinta-feira em alta de 0,13%, a 94.340 pontos. Mas o dólar, que ontem teve na maior cotação do ano, continuou na mesma toada e subiu novamente: depois de bater em R$ 3,90, engatou a quarta alta consecutiva, com avanço de 1,28%, negociado a R$ 3,88. É a maior cotação desde 27 de dezembro. Os estrangeiros, vale notar, têm aumentado a posição comprada (ganham com a alta) na moeda dos Estados Unidos contra o real. No fim das contas, prevalece a visão de que a atividade global pode perder ainda mais força do que se esperava.
O Estado de S.Paulo publicou hoje um levantamento em que contou 515 mensagens publicadas pelo presidente Jair Bolsonaro desde 1º de janeiro. O principal conteúdo é o de agradecimento e saudação a aliados (95 tuítes). Depois, vinham textos com teor ideológico em que o presidente critica o globalismo, a suposta partidarização da educação e ações dos governos petistas e da esquerda. São 51 mensagens com esse tom. Ou seja, até agora, nada de mencionar a reforma da Previdência.
A agulhada deu certo: pela primeira vez o presidente falou do assunto. "É a partir dela (da reforma) que o país terá condições de estabilizar as contas, potencializar investimentos, viabilizar uma rígida reforma tributária e enxugar ainda mais a máquina pública, reduzindo nossas estatais."
E prosseguiu: " Foi pensando na importância disso que nosso time econômico elaborou um modelo de previdência que segue os padrões mundiais, que combate privilégios como aposentadoria especial para políticos, que cobra menos dos mais pobres, e que incluirá todos, inclusive militares. Seguimos!"
O dólar subiu ante o real em meio a uma onda global de fortalecimento da moeda americana, sobretudo na comparação com o euro. Esse movimento foi desencadeado ainda pela manhã pela decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que anunciou novos estímulos creditícios e revisou para baixo as expectativas de crescimento para a zona do euro.
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O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi tumultuou mercados mundo afora hoje ao anunciar revisões para baixo nas projeções de expansão na economia da zona do euro em 2019, de 1,7% para 1,1%, assim como em 2020, de 1,7% a 1,6%.
As ações ON da CCR foram a maior baixa do Ibovespa, com recuo de 6%, após o jornal Valor informar hoje, com fontes, que o acordo de leniência fechado com o Ministério Público Federal do Paraná sobre a Rodonorte poderá se estender a São Paulo. Para isso, estaria sendo fechado novo acordo no âmbito estadual. A empresa afirmou que não tem conhecimento de supostas novas investigações pelo Ministério Público de São Paulo. Ontem, a empresa anunciou um acordo de leniência de R$ 750 milhões, devido aos atos de corrupção e lavagem de dinheiro em contrato assinado junto ao Estado do Paraná. No mesmo instante, as ações ON da EcoRodovias teve retração de 5,58%.
Com maior volatilidade desde o final de fevereiro, as ações da Eletrobras fecharam em baixa pelo quarto pregão seguido. Neste período, as ações caíram cerca de 12%, e a estatal perdeu R$ 6,2 bilhões em valor de mercado. Segundo operadores, o papel é o que mais reflete cautela em relação ao governo, por conta das possíveis dificuldades que o presidente Jair Bolsonaro terá para aprovar a reforma da Previdência. Além disso, as ações ainda acumulam ganhos expressivos em 2019. A valorização acumulada do ano é de 40%. Hoje, Eletrobras ON terminou o dia no negativo em 5,82% e PNB, com menos 5,80%.
Entre as maiores altas do Ibovespa hoje, a ação da Vale está em seu segundo dia seguido de desempenho positivo após as mudanças na diretoria. O CEO da Vale, Fabio Schvartsman, Peter Poppinga (diretor-executivo de metais ferrosos) e dois outros diretores anunciaram afastamento da empresa no sábado passado. Eduardo Bartolomeu foi indicado como CEO interino da mineradora. Vale ON subiu 1,69%.
Da mesma maneira como vem acontecendo nos últimos dias, a CSN foi o destaque entre as siderúrgicas, mas desta vez foi por motivo contrário.Hoje, CSN ON recuou 2,71%. Também recuam Gerdau PN (1,34%) e Usiminas PNA subiu 0,10%. A sequência forte de valorizações que começou logo depois da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2018 e do guidance de alavancagem para este ano. Entre 20 de fevereiro e ontem, a ação da siderúrgica teve valorização de quase 50%.
As ações do Magazine Luíza ficaram entre as maiores altas do Ibovespa, com ganhos de 3,23%, corrigindo perdas de ontem. A concorrente, Via Varejo, também subiu, com alta de 0,46% e a BW2, com avanço de 0,93%.
Após a Klabin anunciar, ontem à noite, o cancelamento do acordo com a Sogemar para exploração das marcas hoje utilizadas pela companhia em seus produtos, as units da companhia operaram em baixa de 1,60%. De acordo com um operador, o cancelamento do acordo pode atrapalhar os planos de expansão da empresa.
As ações PN da Gol tiveram ganho de 0,87%, depois de informar ontem à noite que registrou alta de 6,9% na demanda doméstica em fevereiro, na comparação com igual mês do ano passado, enquanto a oferta aumentou 1,3%. A demanda total da Gol aumentou em 8,4% no segundo mês do ano em relação a fevereiro de 2018. Já as ações PN de Azul tiveram baixa de 0,82%. Mas a companhia também apresentou números positivos, com aumento de 18,4% no tráfego de passageiros (RPK) em fevereiro, enquanto a oferta de assentos (ASK) subiu 16,9% na comparação com o mesmo mês de 2018.
Após queda nos últimos dias, os preços do petróleo registraram alta. O WTI para abril fechou em elevação de 0,78%, a US$ 56,66 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para maio subiu 0,47%, a US$ 66,30 o barril, na ICE. Mas a alta não conseguiu influenciar as ações da Petrobras que ficaram quase estáveis, com alta de 0,04% (PN) e queda de 0,88% (ON). Álvaro Bandeira, sócio e economista-chefe da Modalmais aponta que a cautela deve prevalecer devido às incertezas com a reforma da Previdência, limitando os ganhos.
*Com Estadão Conteúdo
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