Ibovespa fecha em alta, pelo terceiro dia seguido
A boa influência veio dos EUA, onde as bolsas se recuperam do tombo de ontem. Houve também o toque mágico do presidente do Fed, Jerome Powell
Realizando lucros ou na cautela com as declarações sobre a reforma da Previdência dadas ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, a Bolsa de Valores de São Paulo abriu esta sexta-feira em baixa (o,67% na mínima). Mas, novamente, houve uma virada e o índice fechou no azul, pelo terceiro dia consecutivo renovando recorde, com alta de 0,30%, aos 91.840 pontos. A boa influência veio de Nova York, onde as bolsas se recuperam do tombo de ontem, com alta no papel das empresas de tecnologia e o avanço do petróleo. Houve também o toque mágico do presidente do banco central americano, o Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. O dólar fechou a sexta-feira em queda de 1,04%, cotado a R$ 3,71 - menor valor desde 1 de novembro. Naquele dia, fechou a R$ 3,69. esta foi a quinta queda seguida da moeda.
Ele falou
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que os dados econômicos dos EUA sugerem um bom momento para 2019. Isso favoreceu a queda do dólar mundialmente. Pela manha, antes de Powell falar em evento em Atlanta ao lado dos ex-presidentes do banco central americano Janet Yellen e Ben Bernanke, a divida dos EUA subia, impulsionada internamente pelos comentários do presidente Jair Bolsonaro sobre uma reforma da Previdência light. Também aconteceram ruídos de comunicação entre o presidente e o secretario da Receita Federal sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Mas venceu o Fed.
Powell afirmou que o relatório de empregos nos EUA (payroll) divulgado hoje foi bastante forte e que, de uma forma geral, 2018 foi um bom ano para a economia americana. Mas ele pontuou que os números não geram preocupação com a inflação. Os investidores vibraram.
Segundo Powell, os mercados financeiros estão precificando os riscos negativos. Ele destacou que o Fed está atento aos indicadores econômicos e "sempre preparado" para ajustar a política monetária, se necessário. "Seremos pacientes em observar a economia", comentou.
Em relação ao balanço da instituição, Powell pontuou que se o Fed concluir que as reduções estão causando problemas nos mercados, poderá rever sua política. "Estamos ouvindo o mercado e, se necessário, não hesitaremos em promover mudanças", afirmou.
Em NY
As bolsas de Nova York ampliam a alta e o Dow Jones acumula ganho de mais de 700 pontos diante do otimismo com a economia americana expressado nos comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell.
Leia Também
Bolsa perdeu R$ 183 bilhões em um único dia; Itaú Unibanco (ITUB4) teve maiores perdas
Siderúrgicas e Vale
Beneficiadas pelo cenário mais positivo do exterior, as ações de siderúrgicas e de mineração ajudaram o Ibovespa decolar com grandes ganhos. Usiminas subiu 5,34%, seguida por CSN ON (4,61%). A blue chip Vale ON também se recuperou do tombo de ontem, com avanço de 6,51%, e Bradespar PN (importante acionista da mineradora) com 6,76%. Para Legat, da Necton Investimentos, o bom humor externo se deve ao alívio com a aprovação do pacote de gastos na Câmara dos Deputados dos EUA, o que pode vir a encerrar a paralisação parcial do governo (shutdown), e o anúncio de uma reunião sobre comércio entre os EUA e a China na próxima semana.
Liquidação anual
O Magazine Luiza realizou hoje sua grande liquidação anual, aquela que faz as pessoas formarem fila durante a madrugada na porta das lojas. A empresa espera vender 300 mil celulares. Estão em oferta, nas 937 lojas físicas pelo País, quase um milhão de produtos com até 70% de desconto.
Na Bolsa, as ações das varejistas também tiveram com desconto. Magazine Luiza caiu 2,98%, assim como alguns concorrentes: Lojas Renner desvalorizou 3,74%, B2W declinou 3,38% e Iguatemi, 3,08%.
Os bancos também entraram na mesma onda. Os bancos também tiveram realizações de lucro hoje. Os papéis do Itaú, por exemplo, caíram 1,68% e do Bradesco, 0,78%.
Cielo em 1º lugar
Campeã das altas do dia, Cielo ON subiu 7,45%. Pedro Galdi, analista da Mirae Invest, ressalta que o papel foi uma das maiores quedas da bolsa em 2018 (acumulou desvalorização de 58,15%) e está bem descontado. "A empresa passou por uma troca de presidente e enfrentou uma concorrência mais acirrada no ano passado. Como o cenário é benigno para a bolsa, os ativos de qualidade que afundaram nos últimos meses se tornam mais atrativos", avalia.
Decolagem mal sucedida
As ações da Embraer tiveram retração de 5,02%, após o presidente Jair Bolsonaro declarar preocupações sobre o acordo fechado pela companhia com a Boeing. Mais cedo, Bolsonaro afirmou, após cerimônia no comando da Aeronáutica, que de acordo com a última versão do contrato, informações tecnológicas podem ser repassadas à empresa de aviação americana. Bolsonaro não detalhou que tipo de dados poderiam ser acessados, mas falou em proteção do patrimônio nacional. O presidente afirmou saber da importância da fusão, mas ressaltou que "não podemos daqui cinco anos passar tudo para o outro lado".
Petrobras
Acompanhando a acelerada do petróleo e ainda repercutindo declarações positivas de seu novo presidente, Roberto Castello Branco, em seu discurso de posse, Petrobras subia 1,14% (ON) e 0,28% (PN). Castello Branco reforçou a necessidade de acabar com subsídios para os preços de combustíveis, de estimular a competição na área de refino e de vender ativos. Ele reafirmou que a companhia continuará praticando o preço dos combustíveis em paridade com o mercado internacional e disse esperar que outros players entrem no segmento de refino. O desinvestimento também seguirá e a nova gestão será "uma perseguidora implacável de desperdícios". Ele afirmou que a privatização da Petrobras não está na pauta do governo Bolsonaro.
Taesa e Light
A unit da Taesa teve impulso de 3,95%, depois das declarações do governador de Minas Gerais (MG) Romeu Zema (Novo) sobre privatizações. Em entrevista à GloboNews, Zema comentou que seria mais factível começar o processo de privatizações com as subsidiárias das estatais, e citou nominalmente a Taesa, ligada à Cemig. Light ON, que também é controlada pela Cemig e está à venda, subiu 0,81%.
Aliado a isso, a Taesa também obteve ontem aprovação de benefício fiscal da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para as empresas Interligação Elétrica Paraguaçu e Interligação Elétrica Aimorés, em que a companhia participa em parceria com a ISA Cteep, na proporção igualitária de 50%.
Eletrobras
As ações da Eletrobras recuaram 0,70% (PNB) e 1,52% (ON), uma vez que os investidores venderam a ação na alta, para fazer dinheiro. No acumulado dos últimos dois dias a PNB da estatal subiu 21,4% e a ON avançou 28%. Segundo operadores, o ano de 2019 começou com uma série de boas notícias para a elétrica. A permanência de Wilson Ferreira Junior na presidência é a principal delas. Aliado a isso, o novo ministro de Minas e Energia, Almirante Bento Albuquerque, sinalizou que dará continuidade ao processo de capitalização da empresa e que pretende retomar as obras de Angra 3, paralisadas há três anos. Outras notícias comemoradas pelo mercado foram a venda de sua última distribuidora, a alagoana Ceal, e a expectativa de ressarcimento de danos referentes à Operação Lava Jato
*Com Estadão Conteúdo
Ibovespa vai dar um salto de 18% e atingir os 190 mil pontos com eleições e cortes na Selic, segundo o JP Morgan
Os estrategistas reconhecem que o Brasil é um dos poucos mercados emergentes com um nível descontado em relação à média histórica e com o múltiplo de preço sobre lucro muito mais baixo do que os pares emergentes
Empresas listadas já anunciaram R$ 68 bilhões em dividendos do quarto trimestre — e há muito mais por vir; BTG aposta em 8 nomes
Levantamento do banco mostra que 23 empresas já anunciaram valor ordinários e extraordinários antes da nova tributação
Pátria Malls (PMLL11) vai às compras, mas abre mão de parte de um shopping; entenda o impacto no bolso do cotista
Somando as duas transações, o fundo imobiliário deverá ficar com R$ 40,335 milhões em caixa
BTLG11 é destronado, e outros sete FIIs disputam a liderança; confira o ranking dos fundos imobiliários favoritos para dezembro
Os oito bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro indicaram três fundos de papel, dois fundos imobiliários multiestratégia e dois FIIs de tijolo
A bolsa não vai parar: Ibovespa sobe 0,41% e renova recorde pelo 2º dia seguido; dólar cai a R$ 5,3133
Vale e Braskem brilham, enquanto em Nova York, a Microsoft e a Nvidia tropeçam e terminam a sessão com perdas
Vai ter chuva de dividendos neste fim de ano? O que esperar das vacas leiteiras da bolsa diante da tributação dos proventos em 2026
Como o novo imposto deve impactar a distribuição de dividendos pelas empresas? O analista da Empiricus, Ruy Hungria, responde no episódio desta semana do Touros e Ursos
Previsão de chuva de proventos: ação favorita para dezembro tem dividendos extraordinários no radar; confira o ranking completo
Na avaliação do Santander, que indicou o papel, a companhia será beneficiada pelas necessidades de capacidade energética do país
Por que o BTG acha que RD Saúde (RADL3) é uma das maiores histórias de sucesso do varejo brasileiro em 20 anos — e o que esperar para 2026
Para os analistas, a RADL3 é o “compounder perfeito”; entenda como expansão, tecnologia e medicamentos GLP-1 devem fortalecer a empresa nos próximos anos
A virada dos fundos de ações e multimercados vem aí: Fitch projeta retomada do apetite por renda variável no próximo ano
Após anos de volatilidade e resgates, a agência de risco projeta retomada gradual, impulsionada por juros mais favorável e ajustes regulatórios
As 10 melhores small caps para investir ainda em 2025, segundo o BTG
Enquanto o Ibovespa disparou 32% no ano até novembro, o índice Small Caps (SMLL) saltou 35,5% no mesmo período
XP vê bolsa ir mais longe em 2026 e projeta Ibovespa aos 185 mil pontos — e cinco ações são escolhidas para navegar essa onda
Em meio à expectativa de queda da Selic e revisão de múltiplos das empresas, a corretora espera aumento do fluxo de investidores estrangeiros e locais
A fome do TRXF11 ataca novamente: FII abocanha dois shoppings em BH por mais de R$ 257 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo a gestora TRX, os imóveis estão localizados em polos consolidados da capital mineira, além de reunirem características fundamentais para o portfólio do FII
Veja para onde vai a mordida do Leão, qual a perspectiva da Kinea para 2026 e o que mais move o mercado hoje
Profissionais liberais e empresários de pequenas e médias empresas que ganham dividendos podem pagar mais IR a partir do ano que vem; confira análise completa do mercado hoje
O “ano de Troia” dos mercados: por que 2026 pode redefinir investimentos no Brasil e nos EUA
De cortes de juros a risco fiscal, passando pela eleição brasileira: Kinea Investimentos revela os fatores que podem transformar o mercado no ano que vem
Ibovespa dispara 6% em novembro e se encaminha para fechar o ano com retorno 10% maior do que a melhor renda fixa
Novos recordes de preço foram registrados no mês, com as ações brasileiras na mira dos investidores estrangeiros
Ibovespa dispara para novo recorde e tem o melhor desempenho desde agosto de 2024; dólar cai a R$ 5,3348
Petrobras, Itaú, Vale e a política monetária ditaram o ritmo dos negócios por aqui; lá fora, as bolsas subiram na volta do feriado nos EUA
Ações de Raízen (RAIZ4), Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) saltam no Ibovespa com megaoperação contra fraudes em combustíveis
Analistas avaliam que distribuidoras de combustíveis podem se beneficiar com o fim da informalidade no setor
Brasil dispara na frente: Morgan Stanley vê só dois emergentes com fôlego em 2026 — saiba qual outro país conquistou os analistas
Entenda por que esses dois emergentes se destacam na corrida global e onde estão as maiores oportunidades de investimentos globais em 2026
FII Pátria Log (HGLG11) abocanha cinco galpões, com inquilinos como O Boticário e Track & Field, e engorda receita mensal
Segundo o fundo, os ativos adquiridos contam com características que podem favorecer a valorização futura
Bolsa nas alturas: Ibovespa fecha acima dos 158 mil pontos em novo recorde; dólar cai a R$ 5,3346
As bolsas nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia também encerraram a sessão desta quarta-feira (26) com ganhos; confira o que mexeu com os mercados