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Fabio Faccio sucederá José Galló, que ocupa a presidência da empresa há 20 anos. Terá de lidar com o avanço do comércio eletrônico e emplacar a Renner no exterior. É uma boa comprar ações da varejista?
A Lojas Renner é uma das ações preferidas no varejo entre os gestores de recursos e a analistas financeiros há um bom tempo. Nos últimos 13 anos, os papéis da varejista acumulam uma impressionante valorização de 4.377%, contra apenas 277% do Ibovespa no mesmo período, de acordo com a Economatica. Em comum durante todo esse período está a presença do executivo José Galló, a quem é atribuído o sucesso da companhia em todas as fases. Desde 1991, quando ele entrou na empresa, a Renner passou de uma rede de apenas oito lojas para as atuais 556 unidades.
Galló está de saída do dia a dia da operação no dia 19 de abril após 20 anos como presidente. Será substituído por Fabio Adegas Faccio, que entrou na rede como estagiário 20 anos atrás. Cabe a ele agora comandar uma gigante com mais de R$ 11 bilhões em faturamento. Aos 67 anos, Galló assumirá a presidência do conselho de administração da Renner.
“Qualquer pessoa que disser que a saída do Galló não terá nenhum impacto na companhia está equivocada”, me disse um gestor de fundos que tem uma pequena posição nas ações da Lojas Renner.
Faccio assume o comando da Lojas Renner em um momento de grande mudança tanto no mundo do varejo como na própria empresa. Acompanhar as novidades constantes nos hábitos de consumo em meio ao avanço do comércio eletrônico e liderar o processo de internacionalização da rede estão entre os desafios do executivo, segundo as várias pessoas com quem eu conversei para escrever esta reportagem.
Ao mesmo tempo, as ações do setor de varejo - em particular as da Renner - estão entre as favoritas dos analistas diante da perspectiva de retomada da economia. Isso caso as reformas sejam aprovadas, é claro. Então vale a pena investir?
A sucessão no comando sempre foi um dos pontos de maior preocupação em relação à Renner, avaliada na bolsa em mais de R$ 30 bilhões. Não que a varejista não esteja habituada a mudanças.
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Do controle familiar, a empresa passou em 1998 para as mãos da americana J.C. Penney, que apenas sete anos depois decidiu se desfazer da companhia. Na falta de um comprador direto, tomou um caminho inusitado: vendeu suas ações diretamente na bolsa.
Desta forma, a Lojas Renner se tornou a primeira “corporation”, ou seja, empresa sem um acionista controlador, no mercado brasileiro. E foi um caso de extremo sucesso.
Como a Lojas Renner não possui a figura de um controlador com mais de 50%, a escolha de quem vai ocupar a cadeira de presidente é ainda mais importante do que na maioria das empresas listadas na bolsa. Mas o processo vem sendo em geral encarado de forma tranquila pelo mercado.
Apesar das dúvidas naturais sobre o futuro da Renner sob nova direção, o mercado respirou aliviado quando o nome de Faccio, de 46 anos, foi anunciado.
"É uma sucessão difícil, mas que vem sendo preparada há bastante tempo, por isso o anúncio não teve grande influência nas ações", me disse Bruno Mauad, sócio da Kapitalo, gestora com R$ 15 bilhões sob gestão e que tem posição em Renner.
Para Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, a Lojas Renner cumpriu as três condições necessárias para uma boa sucessão: competência do sucessor, o conhecimento da cultura da empresa e a condução correta do processo.
“Faccio transborda as competências necessárias para o cargo, está na Renner desde sempre e a sucessão foi muito bem planejada e com antecedência”, diz Terra.
O novo presidente da Lojas Renner fez uma carreira que me lembrou a dos executivos do Bradesco. Depois de começar como trainee, foi gerente de lojas, comandou a rede no Estado de São Paulo e foi promovido a gerente regional e geral antes de assumir um cargo estatutário na diretoria, em 2015.
“Ele conhece bem o negócio de varejo e a empresa. O grande desafio será construir o protagonismo depois que assumir a cadeira de presidente”, afirma Terra.

O trabalho de Galló à frente da Lojas Renner é incontestável no mercado. Mas algumas das apostas feitas por ele ainda precisarão de tempo para se provar. É o caso, por exemplo, do plano de internacionalização da rede.
A Renner colocou o primeiro pé fora do país em 2017 e encerrou o ano passado com sete lojas no Uruguai. A escolha não foi feita por acaso, já que o país vizinho é o mais próximo da sede da companhia, em Porto Alegre, e dos centros de distribuição.
Sob a gestão da Faccio, a empresa dará seu segundo e mais importante passo, com a abertura de até três lojas na Argentina, nas cidades de Buenos Aires e Córdoba. A inauguração está prevista para acontecer no segundo semestre.
Pelo tamanho da economia e também dos problemas, a entrada da Renner na Argentina é apontada como o verdadeiro teste do processo de internacionalização.
Mas um analista que acompanha a empresa e o setor me disse que a mudança na presidência não deve interferir de forma significativa nos planos. “Faccio já acompanhou de perto a entrada no Uruguai e conhece bem o desafio.”
Incluindo as novas lojas na Argentina e Uruguai, a empresa pretende investir R$ 700 milhões ao longo deste ano para a abertura de até 30 unidades da Renner. A rede também pretende abrir 10 unidades da Camicado, outras 10 da Youcom e 5 da Ashua, de moda "plus size", outras de suas marcas.
Enquanto expande a rede física, o novo presidente da Renner também terá de lidar com o avanço das vendas pela internet e do uso da tecnologia no negócio. A grande preocupação dos investidores do setor é o surgimento de uma “Amazon da moda” que faça o mesmo estrago que a empresa de Jeff Bezos causou em outros segmentos do varejo tradicional.
Ainda que a compra de roupas dependa mais da loja física, já que a maioria das pessoas prefere experimentar e sentir o produto, a Renner tem espaço para aumentar a participação das vendas online. “Hoje eles vendem proporcionalmente menos que a Arezzo [de calçados]”, comparou um gestor de fundos que acompanha a empresa e o setor.
A grande aposta do mercado é que o modelo vencedor seja o “omnichannel”, aquele em que o cliente pode comprar pela internet e retirar na loja, ou comprar na loja e receber em casa.
Entre os novos concorrentes em potencial da Renner, o caso mais citado pelas pessoas que eu entrevistei foi o da Amaro. Na rede presente em vários shoppings, os clientes provam e fazem as compras, mas como as lojas operam sem estoque os pedidos são entregues depois na casa do consumidor.
Para além das vendas, a tecnologia traz ainda uma transformação invisível, e foi nela que a Renner se debruçou nos últimos anos.
Na teleconferência de resultados do quarto trimestre, Galló detalhou o andamento de uma série de iniciativas tocadas pela empresa, incluindo a possibilidade controle online das vendas de cada uma das lojas e uso de algoritmos para definir o "mix" de produtos na rede.
As ações da varejista possuem 14 recomendações de compra de analistas, cinco de manutenção e apenas uma de venda, de acordo com dados da Bloomberg.
O BTG Pactual, por exemplo, colocou a ação da Renner como favorita (top pick) do setor. A expectativa dos analistas do banco é que a empresa apresente uma expansão média das receitas de 15% ao ano pelos próximos cinco anos.
O banco tem recomendação de compra para as ações da varejista (LREN3), com preço-alvo de R$ 51,00, o que representa um potencial de valorização de 18% em relação à cotação de fechamento de quarta-feira.
"Nosso otimismo reflete o desempenho histórico consistente (único) e o status de empresa mais bem posicionada em um segmento fragmentado, o que abre espaço para consolidação", escreveram os analistas, em relatório a clientes.
Mas ser a "queridinha" do mercado torna a Renner uma ação cara. Esse é o principal argumento de quem prefere não comprar as ações da varejista neste momento.
Para Bruno Mauad, da Kapitalo, a empresa de fato tem pouca margem para errar, mas ainda tem espaço para melhorar as receitas com o mesmo nível de despesas - a chamada alavancagem operacional. "Os preços não estão uma barganha, mas não acredito a ação esteja cara", disse.
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