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Caso Queiroz

“Se Flávio errou, ele terá de pagar e eu lamento como pai”, diz Bolsonaro

Em entrevista à emissora norte-americana, em Davos, o presidente falou que, “se confirmadas acusações”, seu filho terá de “pagar o preço”

23 de janeiro de 2019
10:36 - atualizado às 9:54
Jair Bolsonaro em entrevista à Bloomberg
Jair Bolsonaro em entrevista à Bloomberg - Imagem: Alan Santos/PR/Fotos Públicas

O presidente Jair Bolsonaro diz que lamentará, como pai, se as suspeitas sobre o filho Flávio Bolsonaro venham a ser confirmadas. Ele se disse que, caso isso aconteça, o senador eleito pelo PSL-RJ deve ser punido e chamou as acusações de "ações inaceitáveis".

"Se por ventura ele (Flávio) vier a errar, se for comprovado, eu lamento como pai, mas vai pagar aí o preço dessa ação que nós não podemos coadunar"", disse o presidente à TV Bloomberg em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial.

Os desdobramentos de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações financeiras atípicas do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, e de outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), continuam ganhando novos capítulos. Agora ele será investigado pela Receita Federal.

O relatório do Coaf mostrou que Flávio recebeu em sua conta depósitos fracionados no valor de R$ 2 mil cada no total de R$ 96 mil, além do pagamento de título da Caixa de R$ 1 milhão. Os dois casos estariam relacionados à compra de imóveis. Flávio disse em entrevista que recebeu R$ 96 mil em dinheiro vivo. A Receita tem como investigar se essa explicação é coerente com os fatos cruzando os dados dele e do vendedor.

Com relação a Queiroz, o Coaf identificou movimentações suspeitas numa conta que movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Além disso, as informações do Coaf revelam que ele recebeu pagamento em sua conta de ao menos oito funcionários do gabinete de Flávio.

Na entrevista em Davos, Jair Bolsonaro também falou sobre a proposta da Previdência que o governo vai enviar ao Congresso. Segundo ele, o projeto trará cortes "substanciais" nos gastos. Ele se comprometeu ainda em propor uma idade mínima.

"Apurar e punir", diz Mourão sobre o caso

O vice de Bolsonaro e presidente em exercício, Hamilton Mourão, voltou a comentar sobre o caso Flávio Bolsonaro. Dessa vez, o general utilizou a uma expressão militar para defender apuração dos fatos.

"Qual é a sigla? Tu já sabe. Apurundaso. Apurar e punir se for o caso", declarou Mourão ao ser questionado sobre a entrevista de Jair Bolsonaro à TV Bloomberg em Davos (Suíça). O presidente afirmou que, se o filho vier a cometer algum erro, ele terá que pagar o preço.

Mourão negou que Bolsonaro tenha demorado a se manifestar sobre o assunto. "Não, acho que o presidente já tinha declarado isso na primeira vez que surgiu esse assunto. Tenho quase certeza que ele falou isso."

*Com Estadão Conteúdo.

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