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Crise no governo

Exoneração de Bebianno ainda não aparece no DOU desta segunda-feira

Não formalização da demissão, por ora, indica que o governo ainda está tratando do assunto; Bebianno havia sinalizado que exoneração ocorreria hoje

18 de fevereiro de 2019
6:58 - atualizado às 9:15
Jair Bolsonaro e Bebianno
Jair Bolsonaro e Bebianno - Imagem: Reprodução

A edição regular do Diário Oficial da União (DOU) já está no ar e não traz a exoneração de Gustavo Bebianno do cargo de ministro da Secretaria-Geral Geral da Presidência, como esperado.

No Diário de desta segunda-feira, 18, Bebianno ainda é formalmente ministro. O documento formaliza atos assinados por ele na última sexta-feira, dentre eles uma portaria sobre atribuições de assessores especiais da pasta.

Segundo o "Estado de S. Paulo, o presidente Jair Bolsonaro já estava com o ato de demissão do ministro assinado no último sábado. O próprio ministro também já havia dito no sábado que tinha recebido sinalizações de que sua dispensa sairia no Diário Oficial de hoje. No entanto, o ato não veio publicado ainda, mas pode sair em edição extra ao longo do dia.

A não formalização da demissão, pelo menos por ora, indica que o governo ainda está tratando do assunto. No fim de semana, o presidente Bolsonaro e auxiliares, como o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tiveram reuniões para encontrar uma forma "honrosa" de demitir Bebianno, o que também poderia ter sido feito ainda no fim de semana em edição extra do Diário Oficial, se o governo quisesse.

Nos últimos dias, políticos e militares tentaram interceder a favor de Bebianno, mas o presidente estava irredutível e, segundo apurou o Estado, deverá nomear um general para o lugar do ministro. O general Floriano Peixoto deve ficar à frente da Secretaria, pelo menos interinamente - ele é o secretário executivo da pasta. Com isso, Peixoto seria o oitavo militar a ocupar o primeiro escalão do governo, o que tornaria a Casa Civil a única pasta palaciana sob a liderança de um civil.

Bebianno vem sendo acusado de supostas irregularidades nas campanhas eleitorais do PSL na época em que ele presidia o partido, que também tem o presidente Bolsonaro como filiado. A crise cresceu quando o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, chamou Bebianno de mentiroso, declaração que foi reforçada pelo próprio presidente.

*Com Estadão Conteúdo

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