Menu
2019-07-04T11:23:49-03:00
Estadão Conteúdo
Presidente em busca de um acordo

Bolsonaro volta a apelar por mudanças no texto de reforma que trata de policiais

Presidente Jair Bolsonaro fez um apelo para atender a demanda dos policiais mesmo que em parte. Na quarta-feira, Bolsonaro tentou um acordo com líderes do Congresso para contemplar a categoria, que acabou não sendo acatado

4 de julho de 2019
11:14 - atualizado às 11:23
Presidente da República, Jair Bolsonaro durante coletiva em Brasília
Imagem: Marcos Corrêa/PR/Flickr/Palácio do Planalto

Em café da manhã com integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), ministros e líderes do governo no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro fez mais uma vez um apelo por mudanças para a aposentadoria de policiais no texto da reforma da Previdência, em tramitação na Câmara. Além das mudanças dos policias que servem a União, ele defendeu os policiais militares no discurso. Na quarta-feira, Bolsonaro tentou um acordo com líderes do Congresso para contemplar a categoria, que acabou não sendo acatado.

"Estamos discutindo aqui a questão da nova Previdência e estamos com problema na questão de policiais militares, também policiais federais e rodoviários federais. Quero deixar claro que policial militar nunca teve privilégio no Brasil, então qualquer discurso para mudança de policial militar, se fala de restabelecer privilégio, isso não é verdade", defendeu o presidente.

Ele fez um apelo para atender à demanda dos policiais mesmo que em parte. "Apelo aos senhores nessa questão específica, vamos atender, que seja em parte, porque os policiais militares são mais do que nossos aliados, são aqueles que dão as suas vidas por nós todos brasileiros. O mesmo no tocante a policial federal e polícia rodoviária federal. Tem um equívoco que nós, governo, erramos e dá para resolver essa questão através do bom senso de todos os senhores."

O presidente reforçou o pedido dizendo "o discurso de alguns como se nós quiséssemos privilegiar também PF e PRF não procede". "São pessoas (os policiais) que são aliadas nossas e também nunca (tiveram) privilégio aqui no Brasil. Então é o apelo que faço aqui."

Vaivém

Na quarta-feira, o presidente admitiu que sugeriu mudanças para a aposentadoria de policiais no texto da reforma da Previdência. "Eu fiz uma excelente proposta, não aceitaram. Agora vai para o voto", lamentou ao ser questionado pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, sobre se teria feito alguma orientação sobre o assunto, como informado por líderes da Câmara. Bolsonaro completou dizendo que "o problema é que ninguém quer perder nada" e voltou a afirmar que "todos têm que dar sua contribuição".

O presidente fez o comentário durante coquetel da Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, para celebrar o aniversário de 243 anos de independência americana. Depois, confrontando com a informação de que o acordo que contemplava os policiais foi derrubado, ele respondeu que "na Previdência todo mundo vai ter que contribuir".

Mais cedo, líderes anunciaram que tinham fechado um acordo. A proposta permitia que a categoria conseguisse se aposentar com idade mínima de 53 anos (homem) e 52 anos (mulher). Na transição, eles também teriam o direito ao último salário da carreira (integralidade) e reajustes iguais aos da ativa (paridade) desde que cumprissem um pedágio de 100% sobre o tempo que faltasse para trabalhar. Ou seja, se faltarem dois anos, o agente teria que trabalhar mais quatro anos.

A proposta original, enviada pelo governo em fevereiro, cria uma idade mínima de 55 anos para a aposentadoria da categoria, com 30 anos de contribuição. As exigências foram mantidas na terceira versão do parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), lida na quarta na Comissão Especial que analisa a proposta na Câmara.

Hoje, não há idade mínima para policiais federais se aposentarem, e sim apenas uma exigência de 30 anos de contribuição, se homem, e 25 anos, se mulher.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o acordo fracassou. "Uma concessão a policiais poderia gerar efeito cascata", disse Maia, após reunião com Moreira e o presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PL-AM). "Bolsonaro deve ter ligado para parlamentares. É legítimo que o presidente ache que um bom acordo é melhor que um confronto", avaliou Maia.

Para Francisco Assis de Araújo Neto, que representa a Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), a nova regra era pior para os policiais. "Não houve acordo, é fake news. Só promessas. Na hora de honrar, nada", disse.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Seu Dinheiro no sábado

A única coisa que Bill Gates não pode comprar

Troca de presidente nos Estados Unidos, início da vacinação para covid no Brasil e comunicado do Banco Central com vocabulário novo. A semana que se encerra trouxe novidades importantes. É bem verdade que também teve notícia velha, daquelas que encontramos todos os dias: disputas políticas entre Jair Bolsonaro e João Dória, caos nos hospitais públicos […]

Sem dieta

McDonald’s tem planos de abrir 50 novos restaurantes na América Latina, 80% deles no Brasil

Rede pretende investir até US$ 130 milhões (R$ 690 milhões) na região e também quer reforçar o drive-thru, delivery e o aplicativo

Bilionário imunizado

Adivinha quem já foi vacinado? Bill Gates compartilha foto e diz como se sente após tomar 1ª dose

Fundador da Microsoft compartilhou foto do momento em que era vacinado e enalteceu o trabalho dos cientistas, voluntários e profissionais da saúde que trabalham no combate à pandemia

Início de cobertura

Após queda de 56%, XP revela o que espera das ações da dona da rede de restaurantes Frango Assado e Pizza Hut no Brasil

Os analistas da corretora iniciaram a cobertura das ações da IMC com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 4,00, o que indica um potencial de alta de 8%

Private equity

Ações da gestora brasileira Pátria sobem 17% na estreia na Nasdaq após IPO de R$ 3,2 bilhões

A gestora brasileira estreou com um valor de mercado de mais de R$ 15 bilhões e mira mais crescimento, o que poderá envolver aquisições

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies