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Dados da Bolsa por TradingView
2019-11-04T20:10:12-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Balanço

Itaú tem lucro de R$ 7,156 bilhões e entrega retorno de 23,5% no terceiro trimestre

Resultado do maior banco privado brasileiro representa uma alta de 10,9% em relação ao mesmo período do ano passado e ficou em linha com a projeção média dos analistas

4 de novembro de 2019
19:56 - atualizado às 20:10
Fachada de uma agência do Itaú Unibanco (ITUB4); a instituição recentemente fez a cisão de sua fatia na XP (XPBR31)
Imagem: Shutterstock

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,156 bilhões no terceiro trimestre. O resultado representa uma alta de 10,9% em relação ao mesmo período do ano passado e ficou em linha com a projeção média de R$ 7,120 bilhões dos analistas, de acordo com a Bloomberg.

Vale lembrar, porém, que o lucro recorrente não considera o efeito do programa de desligamento voluntário (PDV) implementado pelo banco no terceiro trimestre e que custou R$ 1,4 bilhão (líquido de impostos).

O maior banco privado brasileiro também se manteve folgado na liderança de rentabilidade na competição com o Bradesco e Santander Brasil. O retorno do Itaú alcançou 23,5%, estável no trimestre, mas acima dos 21,3% do mesmo período do ano passado.

Gás no crédito

Depois de um primeiro semestre em ritmo mais lento que o esperado, o Itaú deu um gás no crédito entre julho e setembro. O saldo da carteira do banco encerrou setembro em R$ 689 bilhões. Trata-se de um avanço de 4,4% no trimestre e de 8,3% em 12 meses.

Com isso, o desempenho passou a ficar dentro da meta da instituição, que espera um avanço de 8% a 11% no crédito neste ano.

A margem financeira, linha do resultado que contabiliza as receitas com a concessão de crédito menos os custos de captação, aumentou 9,6% em relação ao terceiro trimestre do ano passado e atingiu R$ 19,071 bilhões.

Além da melhora no crédito, o crescimento de 15,4% no resultado das operações de tesouraria ajudaram a turbinar a margem financeira do banco no terceiro trimestre.

Custo do crédito sobe

O lucro do Itaú poderia ser ainda maior, não fosse o aumento no custo do crédito. No terceiro trimestre, as despesas de provisão para calotes nos financiamentos aumentaram 37,8% e somaram R$ 4,5 bilhões.

O banco diz que esse avanço está alinhado ao crescimento da originação e carteiras de crédito de pessoas físicas no Brasil. De fato, o aumento nas provisões não se refletiu no índice de inadimplência acima de 90 dias da instituição, que se manteve estável em 2,9%.

Tarifas aceleram

Outra boa notícia para os acionistas do Itaú veio das receitas com prestação de serviços e cobrança de tarifas, que cresceram 6,8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, para R$ 10,8 bilhões.

Essa linha do balanço vem sob pressão em virtude da competição com as novas empresas de tecnologia financeira (fintechs), em particular no segmento de maquininhas de cartões. Mas o Itaú conseguiu compensar a queda dessas receitas com um avanço em áreas como administração de fundos.

Sem considerar as despesas com o PDV, os gastos administrativos e de pessoal do Itaú subiram apenas 1,2% na comparação com o período de julho a setembro do ano passado, para R$ 12,8 bilhões. De janeiro a setembro, o crescimento foi de 2,8% – abaixo do piso da meta, que varia de uma expansão de 3% a 6%.

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