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Desse volume, R$ 57,6 bilhões foram de emissão de ações, R$ 211,3 bilhões de renda fixa e híbridos e outros R$ 66,2 bilhões no mercado externo
A captação das companhias brasileiras, somando o mercado de renda fixa e de renda variável até setembro, somou R$ 335,1 bilhões, já ultrapassando o total registrado em todo o ano passado, que foi de R$ 299,6 bilhões, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Desse volume, R$ 57,6 bilhões foram de emissão de ações, R$ 211,3 bilhões de renda fixa e híbridos e outros R$ 66,2 bilhões no mercado externo.
O destaque, segundo a associação, foram as emissões de renda variável, que marcaram o terceiro maior volume desde o início da série histórica pela entidade, em 2002. No entanto, considerando as ofertas até o fim do ano, o potencial é de que o volume seja recorde neste ano. Em 2007, o volume foi de R$ 75,5 bilhões e em 2010 de R$ 70,4 bilhões, diz a Anbima. O número de 2010 exclui a fatia no âmbito da oferta prioritária do follow on da Petrobras naquele ano, que sozinho somou R$ 120 bilhões.
Este mês ainda será bastante aquecido para as ofertas de ações. Nesta quinta-feira foi a estreia da rede de joalherias Vivara na B3. E, na última semana do mês, haverá os IPOs de C&A e banco BMG. Entre os follow ons, nesta quinta haverá a precificação da construtora Helbor. Na semana que vem, é a vez do Banco do Brasil (BB), que será a maior oferta de ações no mês, com a venda pela Caixa Econômica Federal. No calendário, ainda, a oferta da CCP.
Os investidores estrangeiros ficaram com uma fatia de 44,6% das ofertas de ações no Brasil entre os meses de janeiro e setembro, segundo a Anbima. No mesmo período do ano passado, essa fatia foi de 63,7%, destaca a entidade.
Nos nove primeiros meses do ano as ofertas de ações movimentaram R$ 57,6 bilhões, com 24 ofertas. Desse total foram 22 ofertas subsequentes (follow ons) e duas ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês).
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Nesse período os fundos de investimento locais ficaram com 42,8%, aumentando fortemente a participação vista no mesmo intervalo de 2018, quando foi de 26,6%. Diante da baixa taxas de juros, os fundos têm recebido forte entrada de recursos dos investidores, que estão migrando seus investimentos em busca de maior rentabilidade.
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