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2019-01-09T08:49:47-02:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Um gestor fora de série

Retornos acima de dois dígitos em um ano ruim para Wall Street? O gestor do maior fundo de investimentos te diz como conseguir

Os resultados acima do esperado pelo mercado já fazem parte da rotina da gestora Bridgewater, que possui cerca de US$ 160 bilhões em ativos sob sua gestão. O fundo Pure Alpha tem oferecido, na média, retornos de dois dígitos ao longo de mais de 28 anos de história

8 de janeiro de 2019
16:43 - atualizado às 8:49
Ray Dalio
Perfil de Ray Dalio no site da Forbes - Imagem: Shutterstock

Em um período em que as Bolsas norte-americanas fecharam o ano no vermelho e amargaram as piores perdas em uma década, o gestor bilionário Ray Dalio, responsável pela gestão do maior fundo de investimento do mundo, - o Pure Alpha -, conseguiu uma façanha e tanto.

Ao contrário de boa parte do mercado, o fundo de Dalio foi contra a corrente e deu um banho nos concorrentes no último ano. Ele não só conseguiu fechar o ano no azul, como também obteve um ganho de 14,6% ao longo de 2018.

Mas os resultados acima do esperado pelo mercado já fazem parte da rotina da gestora Bridgewater, que possui cerca de US$ 160 bilhões em ativos sob sua gestão. O fundo Pure Alpha tem oferecido, na média, retornos de dois dígitos ao longo de mais de 28 anos de história.

Diante dos resultados positivos, Dalio deu alguns conselhos em sua conta no LinkedIn e disse que o principal erro do investidor está relacionado a portfólios desbalanceados.

"Se você fica preocupado quando a Bolsa cai e fica feliz quando ela sobe, provavelmente isso é um sinal de que o seu portfólio não está balanceado. Se o seu salário está atrelado ao desempenho da economia, você está duplamente em risco porque o seu portfólio pode sofrer uma boa queda, caso o seu salário diminua, o que é assustador", disse Dalio na publicação.

Segundo Dalio, a chave está em manter a estrutura do seu portfólio e dos salários de maneira de que elas se protejam mutuamente e estejam bem balanceadas. "Alcançar um bom equilíbrio é o mais importante", destacou.

A estratégia do gestor está em montar uma carteira diversificada, porque determinados ativos têm um desempenho específico de acordo com o crescimento econômico e inflação de um país. 

Para fazer isso, ele pensou em um mix de alocações balanceado que pudesse estar protegido contra perdas inesperadas, mas que não perdesse a rentabilidade ao longo do tempo.

Diferentes ativos têm uma performance melhor de acordo com cenários positivos ou negativos.

Uma economia aquecida e o PIB com estimativas de crescimento, por exemplo, costumam valorizar os ativos de renda variável.

Podemos citar um exemplo claro disso, analisando o que aconteceu recentemente com a Bolsa brasileira.

As últimas (e constantes) quedas na taxa Selic ocorreram na mesma época com que a Bolsa bateu recordes históricos: mais de 90.000 pontos neste ano. 

Claro que esse não foi o único motivo para essa recuperação expressiva, mas de alguma forma, contribuiu para que o movimento de mercado fosse mais favorável para as ações.

Por outro lado, os anos anteriores – com a inflação mais alta e a economia estagnada – fizeram com que as aplicações em renda fixa e títulos públicos, por exemplo, tivessem uma atratividade maior.

Mas, ao ter investimentos diversificados, você pode aproveitar a melhor rentabilidade de acordo com o mercado, mesmo com a alta volatilidade.

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