Boas novas: oferta de ações no primeiro semestre atinge maior valor em 17 anos
Segundo dados da Anbima, foram emitidos R$ 29,3 bilhões no período, sendo R$ 4,5 bilhões em ofertas iniciais de ações (IPOs) e R$ 24,8 bilhões em ofertas subsequentes de ações (follow-on)

A expectativa de aprovação da Previdência e de entrada de um governo mais liberal realmente animou o mercado. Além da alta da bolsa, o primeiro semestre de 2019 bateu o recorde de ofertas de ações. Segundo informações da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), o valor de recursos captados foi de R$ 29,3 bilhões, o montante é o melhor resultado para o período desde o início da série histórica de 2002.
Desse valor, 4,5 bilhões foram captados em ofertas iniciais de ações (IPOs) e 24,8 bilhões em ofertas subsequentes de ações, mais conhecidas como follow-on. Apenas para fins de comparação, o montante captado neste ano ficou 159% acima do valor emitido em todo o ano passado.
O montante maior foi impulsionado principalmente pela venda de participações, como a que ocorreu com a Caixa Econômica Federal ao vender as participações que detinha na Petrobras. Com a operação, a instituição levantou R$ 7,3 bilhões com a venda dos papéis da petroleira.
E há outras no radar. A BR distribuidora e a Petrobras anunciaram no começo deste mês, o início do processo de redução de participação acionária da petroleira em sua subsidiária.
"O segundo trimestre foi bastante aquecido e promissor para a renda variável, já refletindo as expectativas positivas do mercado sobre a reforma da previdência. Com a notícia de ontem, de aprovação na Câmara dos Deputados em primeiro turno, renovamos nosso otimismo quanto a novas emissões de ações nos próximos semestres”, diz José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima.
De olho nas debêntures
Um dos pontos que chamam a atenção é o aumento no total de emissões de debêntures, que são títulos de dívidas emitidos pelas empresas. A diferença é que ao emitir esses títulos, o investidor não se torna sócio, mas sim credor da empresa.
Leia Também
No relatório, a Anbima destaca que o total de emissões de debêntures alcançou o valor de R$ 84,6 bilhões entre janeiro e junho deste ano, o que representa um crescimento de 9,3%. Com isso, as debêntures se tornaram o principal instrumento de captação durante o período, com 51% do total. No ano passado, as debêntures corresponderam a 59% do total durante o mesmo período do ano anterior.
Os investidores institucionais mantiveram até junho a maior parcela nas ofertas públicas de debêntures, com 63,48% contra 57,5% do mesmo período do ano anterior. Mas o percentual de investidores pessoas física ficou em 3,4%, ante os 2,7% do mesmo período do ano anterior.
Outro detalhe interessante é que os prazos desses papéis foram alongados, o que é positivo para a empresa porque ela tem mais tempo para pagar as dívidas que fez com os credores, nesse caso, os investidores. Mas não é tão positivo para quem emprestou o dinheiro.
De acordo com os dados divulgados, a parcela de vencimento até três anos caiu de 36,4% para 15,8%, enquanto as faixas de quatro a seis anos e de sete a nove anos subiram nove e doze pontos percentuais, respectivamente.
Além disso, a má notícia é que a remuneração média de juros que as debêntures emitidas estão pagando caiu de 104,9% do CDI para 103,6% do CDI. Isso é bastante negativo, já que há investimentos de renda fixa como o de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que estão pagando acima de 100% do CDI e ainda possuem a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Por que isso vem ocorrendo?
Assim como havia adiantado o repórter Vinícius Pinheiro, as debêntures e outros títulos emitidos por empresas vêm ganhando um espaço cada vez maior para quem está em busca de um retorno maior na renda fixa.
A razão está atrelada a alguns fatores. Antes o Brasil tinha os juros muito altos, o que era menos animador para empresas que quisessem captar recursos por meio de emissão de títulos de dívidas. Além disso, o mercado contava com um “concorrente” praticamente imbatível: o BNDES.
A redução do tamanho do banco público aconteceu em um momento de redução da taxa de juros, o que ajudou a fomentar a demanda na ponta do investidor.
Ao emprestar menos, os bancos também diminuíram a captação de recursos com a emissão de seus papéis, como certificados de depósito bancário (CDB) e letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA). Esse movimento levou os investidores a buscarem outras alternativas na renda fixa.
Atenção para os fundos
Além das debêntures, outro aspecto que chama a atenção é o fato de que o número de investidores pessoas física que fizeram a subscrição de ações diminuiu entre janeiro e junho do ano passado e o mesmo período deste ano.
Em compensação, a participação entre os fundos de investimento na compra de ações teve um crescimento significativo e passou de 26,6% para 50% durante janeiro e junho deste ano.
Na visão da Anbima, a alta se deve à procura dos investidores por diversificação e retornos mais altos nos fundos, especialmente de ações e multimercados. Com isso, os gestores foram estimulados a buscar cada vez mais esses papéis.
Os bons resultados das ofertas de ações se refletiram no balanço do ano. No primeiro semestre, as empresas brasileiras movimentaram R$ 212,6 bilhões no mercado de capitais (incluindo operações locais e internacionais), o que representa alta de 23% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o volume chegou a R$ 172,6 bilhões.
Investidores estrangeiros
A fatia ocupada pelos investidores estrangeiros nas ofertas de ações ficou em 41%. Entre os meses de janeiro e junho do ano passado, a participação tinha sido de 63,7%.
Já no acumulado do ano passado, a fatia de estrangeiros foi de 63,3%, enquanto os investidores institucionais locais corresponderam a 27,9%. O ano em que os investidores estrangeiros detiveram o maior percentual dos volumes de ofertas de ações foi em 2015, com 67,3%.
MERCADOS
O combo que fez o Ibovespa saltar mais de 4.000 pontos em 50 minutos na volta do feriado
8 de setembro de 2026 - 13:12NOVA ESCALAÇÃO
Tenda (TEND3) ganha vaga no Ibovespa — mas duas ações ficaram pelo caminho; veja a nova carteira do índice
8 de setembro de 2026 - 12:46MERCADOS HOJE
Petróleo fecha em alta e se aproxima de US$ 100, e China aumenta reservas cambiais e em ouro; veja o dia nos mercados globais
7 de setembro de 2026 - 17:47TROCA-TROCA
Dividendos para setembro: Itaú (ITUB4) e Vale (VALE3) saem da carteira da Rico; veja quem entrou
7 de setembro de 2026 - 16:10SETOR DE CONSTRUÇÃO
Não é MRV (MRVE3) nem Direcional (DIRR3): Itaú BBA acredita que outra ação pode valorizar até 107%
7 de setembro de 2026 - 12:17RENDA PASSIVA
Quem mais pagou dividendos em 2026? Veja o ranking das 10 maiores pagadoras no 2º trimestre
5 de setembro de 2026 - 17:45ESTRATÉGIA DO GESTOR
Nem Tesouro IPCA+, nem crédito: aposta de Stuhlberger agora está na bolsa
5 de setembro de 2026 - 12:01DOIS GIGANTES, DUAS APOSTAS
200 mil ou pé atrás? Os três elementos que decidirão os próximos meses da bolsa brasileira
4 de setembro de 2026 - 18:45ONDE INVESTIR
Onde investir em setembro? Com eleições pegando fogo e uma onda de RJs, veja onde apostar na bolsa, renda fixa, FIIs e exterior
4 de setembro de 2026 - 11:50RADAR DE FIIS
BTLG11 vai às compras e coloca galpões ocupados por Mercado Livre e Amazon no carrinho; veja detalhes da transação de R$ 959 milhões
4 de setembro de 2026 - 9:57FII DO MÊS
Mau humor do mercado deixa fundo imobiliário favorito dos analistas 15% mais barato; veja os FIIs indicados para setembro
4 de setembro de 2026 - 6:04QUAL A VISÃO PARA O FUTURO
Após saída de Steinbruch do cargo de CEO, XP faz alertas para CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3)
3 de setembro de 2026 - 16:48AÇÃO DO MÊS
Analistas elegem Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) para investir em setembro; confira o ranking completo
3 de setembro de 2026 - 6:02NO OLHO DO FURACÃO
MPF denuncia fundadores da TRX por gestão fraudulenta, diz jornal; confira a resposta da gestora
2 de setembro de 2026 - 14:41CRISE CONTINUA
Citi está mais pessimista com Natura (NATU3) e rebaixa ação para venda. Por que a faxina na casa não convence o banco?
2 de setembro de 2026 - 12:45ENTREVISTA EXCLUSIVA
Multimercados em crise? CEO da Bradesco Asset vê ‘seleção natural’ e diz que uma nova onda de consolidação vem aí
1 de setembro de 2026 - 12:46FIM DA NEGOCIAÇÃO CONTÍNUA
B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda
1 de setembro de 2026 - 10:15FRED KRUEGER ESTÁ DE VOLTA?
Kinea alerta para ‘pesadelo’ fiscal no Brasil e revela onde está buscando proteção antes das eleições
1 de setembro de 2026 - 7:08BALANÇO DO MÊS
Só deu ouro em agosto: metal precioso e ‘ouro digital’ entregaram até 25% de retorno no mês, deixando a renda fixa comendo poeira
31 de agosto de 2026 - 18:45BTG PACTUAL MACRO DAY 2026