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2019-09-09T18:49:38-03:00
Pente-fino nos investimentos

Debêntures representam quase metade da captação por empresas no ano até agosto

Números divulgados pela associação mostraram que de janeiro a agosto, as empresas levantaram R$ 117,4 bilhões com esses instrumentos

9 de setembro de 2019
18:49
bols
Imagem: Shutterstock

As debêntures já representam quase metade do volume de emissões no mercado de capitais brasileiro neste ano, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Números divulgados pela associação mostraram que de janeiro a agosto, as empresas levantaram R$ 117,4 bilhões com esses instrumentos, o que equivale a 48,9% do montante total captado, de R$ 240,1 bilhões, no mercado financeiro.

As debêntures emitidas de janeiro a agosto cresceram 7,3% em relação ao emitido no mesmo período do ano passado. Já o total captado pelas empresas no mercado doméstico no acumulado do ano aumentaram 38,7% em relação ao volume captado de R$ 173 bilhões no mesmo período do ano passado. O número de operações caiu 8,5% em relação aos oito primeiros meses de 2018, de 637 para 583 operações.

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Os investidores institucionais ficaram com a maior fatia das emissões de debêntures - 62,9%, seguidos dos intermediários e demais participantes ligados à oferta, com 32,8%, e das pessoas físicas, com 4,3%. De acordo com a Anbima, entre as debêntures de infraestrutura, o volume de ofertas também ficou dividido entre os investidores institucionais, com 48,3%, pessoas físicas, com 30,5%, e intermediários, com 21,2%.

As operações de follow-ons de ações também foram destaque, totalizando R$ 49,5 bilhões de janeiro a agosto. No entanto, o montante é inferior aos R$ 111 bilhões levantados no mesmo período do ano passado. Já os fundos imobiliários captaram R$ 16,3 bilhões, com alta de 56% na mesma base de comparação.

No mercado externo, o total captado por empresas brasileiras entre janeiro e agosto foi de US$ 16,2 bilhões (R$ 62,5 bilhões), com alta de 21,5% sobre o volume de igual período de 2018. Desse montante, quase a totalidade (US$ 15 bilhões) foi no mercado de dívida, com emissão de bonds.

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