Você pode ter uma renda semanal de até 500 dólares na sua conta; descubra como aqui

Cotações por TradingView
2019-02-12T06:50:36-02:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.
Levantamento

Quatro em dez segmentos da indústria fecharam 2018 em crise

Dos 93 subsetores industriais investigados, 37 enfrentavam uma crise de moderada a fulminante, ou seja, 40% dos segmentos industriais, segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi)

12 de fevereiro de 2019
6:50
Produção industrial
Produção industrial - Imagem: shutterstock

Depois que a recessão ficou para trás, a recuperação gradual da atividade econômica em 2017 trouxe esperança de dias melhores no setor industrial. Mas 2018 revelou-se como uma sucessão de baldes de água fria.

Quatro em cada 10 segmentos da indústria de transformação encerraram o ano em crise, segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) obtido com exclusividade para o Estadão/Broadcast.

Dos 93 subsetores industriais investigados, 37 enfrentavam uma crise de moderada a fulminante, ou seja, 40% dos segmentos industriais acumularam uma queda na produção maior que 1% no ano em relação a 2017. Outros 14 segmentos ficaram estagnados.

O levantamento foi feito com base na Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física, apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o Iedi, 2018 trouxe maior fragilidade para a recuperação industrial, com uma desaceleração bastante disseminada entre os segmentos pesquisados.

Segundo Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi, os segmentos que fecharam em queda (ver ao lado) são muito ligados aos fluxos de renda e à desaceleração do setor industrial como um todo. “Entre os que estão com melhor desempenho, há vários que tinham uma base de comparação muito baixa ou com perfil muito exportador, como fabricantes de papel e celulose, produtos de carnes, caminhões e ônibus, tratores e equipamentos agrícolas.”

Pelo menos cinco dos 37 subsetores em crise em 2018 pertenciam à indústria têxtil. “Os anos de 2015 e 2016 foram uma catástrofe. Em 2017, crescemos. Terminamos o ano numa trajetória positiva, e nosso prognóstico para 2018 era um PIB com crescimento em torno de 3%”, lembrou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel.

Segundo Pimentel, 2018 ia razoavelmente bem até abril. Em maio, a greve de caminhoneiros começou a mudar o rumo do setor. “Esse quadro foi muito frustrante”, definiu Pimentel.

A greve dos caminhoneiros provocou uma desorganização da produção industrial brasileira, reforçou Bernardo Almeida, analista da Coordenação de Indústria do IBGE. “Além disso, as incertezas eleitorais prejudicaram as decisões tanto de consumo quanto de investimentos.”, enumerou Almeida.

A indústria nacional cresceu 2,3% no primeiro semestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano anterior. No segundo semestre, a conjuntura menos favorável se traduziu num freio na produção, houve apenas ligeira alta de 0,1%, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE.

Almeida lembra que a indústria encerrou o ano com avanço de 1,1%, mas ainda sustentada pelo desempenho positivo do início de 2018. “Nós corremos o risco de trocar um processo de recuperação por um processo de banho-maria, de andar de lado”, alertou Rafael Cagnin, do Iedi. “A contar pelo quarto trimestre de 2018, o primeiro trimestre de 2019 vai ser difícil, há um ajuste. Foi um freio muito forte ao longo do ano passado inteiro. O ano de 2019 vai depender muito de quais indicativos que a equipe econômica vai dar. Apesar dos indicadores econômicos mais favoráveis, ainda há incertezas no cenário doméstico”, acrescentou.

As perspectivas para este ano, porém, ainda são otimistas. Em 2019, o mercado externo deve atrapalhar menos a indústria, enquanto a demanda doméstica pode ajudar mais, prevê o superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Aloisio Campelo.

“O desempenho deve ser melhor do que no ano passado ao longo dos trimestres, mas não será exuberante, até porque a Pesquisa Industrial Mensal traz um carregamento estatístico negativo”, disse Campelo. “No segundo semestre, a indústria pode ganhar um pouco mais de ritmo, dependendo da aprovação das reformas que estão sendo apresentadas pelo governo”, reforçou.

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

DIA 38

Os bombeiros chegaram: ata do Copom e Alckmin tentam baixar a temperatura da relação entre Lula e Campos Neto

7 de fevereiro de 2023 - 20:42

Do outro lado, parlamentares do PSOL e do PT querem apresentar requerimento para convidar o presidente do BC a comparecer em uma audiência pública na Câmara para explicar as razões dos juros altos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Super Quarta fora de época, as melhores ações de atacarejo e o que pensa o Credit Suisse sobre o Nubank; confira os destaques do dia

7 de fevereiro de 2023 - 19:38

Não estamos na quarta-feira e nem houve decisão dupla de política monetária, mas o dia (07) foi marcado por uma inegável energia de Super Quarta. No Brasil e nos Estados Unidos só se falou sobre os juros e o que esperar do futuro.  Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, agradou Wall Street ao não dar […]

OI OU TCHAU?

Qual é o futuro da Oi (OIBR3)? CEO conta o que vai acontecer com a operadora após proteção judicial

7 de fevereiro de 2023 - 19:01

Rodrigo Abreu deu as explicações após os executivos da empresa saírem de reunião em Brasília com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

Balanço 2022

Provisões contra calote da Americanas afetam lucro do Itaú, mas banco ainda registra recorde no ano

7 de fevereiro de 2023 - 18:36

Assim como o Santander, Itaú evitou se referir nominalmente à Americanas na divulgação de resultados e citou “evento subsequente”

MUNDIAL DE CLUBES

Além do Mundial: veja o que mais o Flamengo perdeu com papelão no Marrocos

7 de fevereiro de 2023 - 18:30

Para além da derrota em campo, o Flamengo deixou de ganhar uma soma expressiva ao não se classificar para a final do Mundial de Clubes

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies