🔴 ESTA CRIPTOMOEDA DISPAROU 4.200% EM 2 DIAS – VEJA SE VALE INVESTIR

Estadão Conteúdo
Problemas na oferta

Escassez de insumos põe retomada industrial em xeque

Em junho, 8 dos 18 principais segmentos da indústria de transformação brasileira ainda operavam com estoques abaixo do normal

Estadão Conteúdo
8 de julho de 2021
16:58 - atualizado às 16:59
Imagem de galpão de armazenamento logístico como os que investem um fundo imobiliário | HGLG11 VILG11
Shutterstock - Imagem: Shutterstock

Passado o pior momento da desorganização da cadeia produtiva provocada pela crise sanitária, a recomposição de estoques puxou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no início do ano e ainda pode continuar impulsionando a recuperação da economia no segundo trimestre.

No entanto, a falta de insumos, como semicondutores, tem paralisado parques fabris pelo País e pode atrapalhar esse movimento de retomada.

Em junho, 8 dos 18 principais segmentos da indústria de transformação brasileira ainda operavam com estoques abaixo do normal.

A escassez de insumos era o principal entrave à expansão da produção em cinco deles nos últimos meses, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) feito com exclusividade para o Estadão/Broadcast.

"Queríamos verificar se era um problema de aumento na demanda, que os setores não estavam conseguindo acompanhar. Se fosse o caso, o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) deveria estar alto, mas não está tão elevado. O empresário não está conseguindo produzir mesmo. Não estão chegando os insumos", explicou Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas Públicas do Ibre/FGV.

Raio-x dos setores

O segmento com maior potencial de crescimento com a recomposição de estoques em junho era o de minerais não metálicos (33,1% operava com estoque abaixo do normal), à frente de atividades de produtos de metal (15,3% com baixos estoques), metalurgia (13,5%), produtos plásticos (5,5%) e máquinas e equipamentos (4,9%).

Esses segmentos, segundo o Ibre/FGV, registram baixos estoques desde a segunda metade de 2020. Também estão aquém da normalidade os estoques de máquinas e materiais elétricos (2,5% das empresas), têxtil (0,7%) e derivados de petróleo e biocombustíveis (0,2%).

"Esses três setores já estão em processo de normalização dos estoques", disse a economista Cláudia Perdigão, responsável pela Sondagem da Indústria do Ibre/FGV.

O industrial Sérgio Duarte, presidente da Associação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, a Rio Indústria, conta que o setor se recupera gradualmente da desorganização da cadeia produtiva, mas que é possível a persistência de problemas pontuais.

Proprietário da indústria alimentícia Chinezinho, com sede na capital fluminense, Duarte enfrentou dificuldades no fornecimento de embalagens, mas vê normalização.

"A gente comprava embalagem plástica com 20 a 25 dias para entregar. Na pandemia, essa entrega foi de 60 a 80 dias. Agora, estamos recebendo em 30 dias. Ainda não está como antes, mas está bem próximo, bem mais normal", relatou Duarte. "Cada setor foi afetado de maneira diferente."

Segundo Cláudia Perdigão, o aumento da demanda contribuiu para explicar a dificuldade de recomposição de estoques nos setores como o de fabricantes de embalagens.

Houve maior procura por produtos desses segmentos, impulsionada pela valorização do dólar, pelo desempenho do setor agrícola e por modificações no padrão de consumo das famílias que aumentaram o comércio eletrônico e a contratação de reformas e serviços da construção civil.

Choque

Esses segmentos já enfrentavam dificuldade na recomposição da produção física desde 2015, observou a pesquisadora do Ibre/FGV, o que foi agravado com o choque provocado pela pandemia sobre a oferta de insumos, ainda não normalizada.

Entre os segmentos industriais com baixo nível de estoques, a escassez de insumos permanecia acentuada para a indústria de produtos de metal, em que 23,8% do setor aponta a escassez de matéria-prima como o maior entrave à produção, seguida pelos fabricantes de produtos plásticos (22,3%), máquinas e equipamentos (19,3%) e metalurgia (16,9%), segundo informações de abril, última vez em que a sondagem da FGV perguntou aos empresários sobre o acesso a insumos.

"Historicamente, esse indicador apresenta uma média muito baixa, em torno de 2%. Quando olhamos um porcentual de 22% no segmento de produtos plásticos, estamos olhando para um crescimento muito grande, e algo que só começou em outubro de 2020. Foi um fenômeno da pandemia", frisou Cláudia Perdigão.

A recomposição de estoques vinha ajudando a turbinar a retomada da economia brasileira desde o segundo semestre do ano passado, disse Bráulio Borges, economista sênior da LCA Consultores.

Nas contas da LCA Consultores, o avanço de 1,2% no PIB do primeiro trimestre de 2021 ante o quarto trimestre de 2020 teria passado a uma retração de 1,6%, caso a variação de estoques fosse excluída.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhe

LOTERIAS

A teimosia compensa! Apostador do RJ insiste nos números e fatura sozinho a Lotofácil

25 de maio de 2024 - 8:12

Lotofácil continua fazendo jus à fama de loteria menos difícil da Caixa, mas não foi a única a distribuir um prêmio milionário ontem; Mega-Sena acumulada corre hoje

DADOS DA RECEITA

Imposto de Renda: pessoas físicas doam R$ 35 milhões do IR para fundos do Rio Grande do Sul; veja como contribuir

24 de maio de 2024 - 19:43

Em meio à tragédia climática de sua história, o estado foi o maior beneficiado desse tipo de direcionamento do IR

ALÔ, COLECIONADORES

Banco Central libera 4 mil moedas comemorativas dos 200 anos da primeira Constituição brasileira

24 de maio de 2024 - 12:26

A moeda de comemoração à Constituição de 1824 terá recurso de cor pela primeira vez em uma peça de prata no Brasil e pode ser adquirida a partir desta sexta-feira (24)

LOTERIAS

Mega-Sena decepciona de novo, mas Lotofácil faz um novo milionário no interior de SP

24 de maio de 2024 - 5:54

Lotofácil continua fazendo jus à fama de loteria menos difícil da Caixa; prêmio da Mega-Sena já está em R$ 47 milhões

APÓS FALA DE HADDAD

Inflação acima da meta não assusta — mas um outro desafio macroeconômico se impõe sobre o Brasil, diz André Esteves, do BTG Pactual

23 de maio de 2024 - 19:26

O economista avalia que o mercado “não precisa perder o sono”, mas sim manter a disciplina em relação ao sistema de metas de inflação

LEVANTAMENTO

Motoristas e entregadores de aplicativo ganham menos e trabalham mais, aponta Ipea

23 de maio de 2024 - 17:10

Entre 2012 e 2015, os motoristas tinham rendimento médio mensal de R$ 3.100. Em 2022, o valor auferido era inferior a R$ 2.400, uma queda de 22,5%

FAÇA SUAS APOSTAS

Em quanto tempo a inteligência artificial vai ultrapassar a humana? Elon Musk fala em 2 anos, mas CEO de big tech chinesa vê evolução lenta da IA

23 de maio de 2024 - 15:00

Enquanto CEOs norte-americanos avaliam que a Inteligência Artificial irá ultrapassar a humana em breve, bilionário chinês projeta mais de 10 anos para o feito acontecer

O MERCADO TAMBÉM ERRA

CEO do JP Morgan não descarta pouso forçado da economia dos EUA, mas alerta para uma possibilidade ainda pior

23 de maio de 2024 - 11:11

Jamie Dimon, o CEO do JP Morgan, não descarta a possibilidade de os juros voltarem a subir antes de o Fed iniciar um ciclo de cortes

SE PREPARA

Rock in Rio 2024 abre hoje a venda de ingressos. Veja como comprar sua entrada para o festival e confira o line-up completo

23 de maio de 2024 - 8:59

O festival de música acontecerá entre os dias 13 e 22 de setembro de 2024, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro

LOTERIAS

A máquina de milionários voltou! Lotofácil tem 5 acertadores; Dupla Sena sai para bolão

23 de maio de 2024 - 5:48

A Lotofácil continua fazendo novos milionários pelo Brasil, mas ontem teve companhia; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 42 milhões

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar