Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-05-02T12:43:11-03:00
Estadão Conteúdo
Tá difícil...

Faturamento cai 6,3% e confirma dificuldade de recuperação da indústria, diz CNI

No mês, apenas o rendimento médio real do trabalhador da indústria teve aumento, de 1,2%, após os ajustes sazonais

2 de maio de 2019
12:43
Trabalhador da indústria
Trabalhador da indústria - Imagem: Shutterstock

A indústria brasileira continua com dificuldades e, desde a greve dos caminhoneiros em maio passado, o setor não consegue engrenar em uma sequência de bons resultados que poderiam sugerir recuperação da atividade. É o que diz a pesquisa Indicadores Industriais de março, divulgada na desta quinta-feira, 2, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No mês, o faturamento industrial teve mais uma queda, de 6,3%, as horas trabalhadas na produção diminuíram 1,5% e a utilização da capacidade instalada recuou 0,9 ponto porcentual em relação a fevereiro na série livre de influências sazonais.

Dentre os componentes da pesquisa, emprego e massa salarial se mantiveram estável em março. No mês, apenas o rendimento médio real do trabalhador da indústria teve aumento, de 1,2%, após os ajustes sazonais. "O crescimento reverte a queda observada em fevereiro, de 0,9%", cita o documento.

Com a estabilidade de março, é a sétima vez nos últimos 12 meses que o emprego não se altera na comparação mensal. No entanto, o emprego está apenas 0,1% acima do registrado em março de 2018 e, na comparação entre os primeiros trimestres de 2019 e 2018, não há alteração.

Já a massa salarial manteve-se estável em março, na série dessazonalizada, depois de queda de 3,6% acumulada nos dois meses anteriores. "A massa salarial de março de 2019 é 2,7% menor que a registrada no mesmo mês de 2018. Ao se comparar o 1º trimestre dos mesmos anos, o recuo é de 2,4%".

Análise

Segundo o economista da CNI Marcelo Azevedo, "três problemas impedem a recuperação da indústria. Um é a falta de demanda. O outro é o excesso de estoques, que elevam os custos das empresas, e, finalmente há a questão financeira".

O economista destaca que as empresas continuam com a situação financeira debilitada, "o que adia as decisões sobre a produção e o emprego".

Trimestre

O estudo mostra ainda que, no primeiro trimestre deste ano em comparação com último trimestre de 2018 na série dessazonalizada, o faturamento da indústria teve queda de 4,1%.

No mesmo período, a utilização da capacidade instalada recuou 0,3 ponto porcentual e as horas trabalhadas na produção subiram apenas 0,2%.

O emprego subiu apenas 0,1%, a massa real de salários caiu 0,8% e o rendimento médio do trabalhador teve queda de 1,5%.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

decisão temporária

CVM suspende oferta de recebíveis que financiaria cooperativas do MST

Decisão da autarquia vale por 30 dias; CVM diz que a oferta não apresenta informações consideradas essenciais para os investidores

FECHAMENTO DA SEMANA

Ameaça ao teto de gastos e derretimento do minério de ferro afundam o Ibovespa em mais de 3%; dólar vai a R$ 5,20

Com a pressão das ameaças político-fiscais e a queda brusca do minério de erro, a bolsa brasileira amargou uma queda de mais de 3%. Já o dólar voltou a ser negociado na casa dos R$ 5,20

BLINK!

Banco Pan (BPAN4) continua subindo? A queda de Pão de Açúcar (PCAR3) tem justificativa? Essas e outras perguntas são respondidas no BLINK!

Sempre às sextas-feiras, temos um programa imperdível: sim, estamos falando do Blink! Sexta-feira fria em grande parte do Brasil e isso pede um bom vinho e BLINK! Para esquentar, hein?

Elas só pensam na Bolsa

Farmacêutica Althaia registra pedido de IPO na CVM

Conheça a empresa, que possuiu duas linhas próprias de produtos e também fabrica remédios para farmacêuticas parceiras

Erros no mercado

Número de pedidos de indenização após perdas na Bolsa salta 810% no primeiro semestre

O Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos assegura aos investidores o ressarcimento de até R$ 120 mil por prejuízos causados por erros ou omissões de participantes do mercado

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies