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2020-06-29T18:11:24-03:00
Estadão Conteúdo
em meio à pandemia

Cerca de 60% da indústria trabalha com ociosidade, diz presidente da CNI

Segmentos como o de eletrodomésticos e o mobiliário têm enfrentado dificuldades

29 de junho de 2020
15:31 - atualizado às 18:11
indústria dados ibge
Imagem: Shutterstock

A situação da indústria brasileira neste momento de pandemia é muito ruim, com cerca de 60% do setor trabalhando com ociosidade da sua capacidade instalada, disse nesta segunda-feira, 29, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, participante de uma live organizada pela Editora Globo. O evento também conta com participações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux.

De acordo com Andrade, os segmentos da indústria considerados essenciais, como o de alimentos, por exemplo, até têm trabalhado mais que o normal para atender ao aumento da demanda. "O auxílio emergencial de R$ 600 ajudou aumentar a demanda de produtos essenciais", disse.

Mas o resto da indústria, segundo Andrade, tem vivido uma situação muito ruim. Ele aponta como setores que estão enfrentando dificuldades os segmentos de eletrodomésticos e mobiliários, entre outros.

O presidente da CNI elogiou a regulamentação da MP 936 que permitiu a redução da jornada de trabalho e salários, por ela propiciar que as empresas possam segurar os empregos de todos os setores da economia, mas especialmente da indústria, que trabalha com funcionários de elevada qualificação.

Por outro lado, criticou Andrade, os micro e pequenos empresários da indústria, que são os que mais empregam, estão enfrentando dificuldades para acessar o crédito que foi liberado pelo governo. "Muito pouco do crédito tem chegado para os micro e pequenos empresários da indústria. Até começo de junho só R$ 3 bilhões foram liberados", disse.

De acordo com ele, se esses empresários chegarem ao ponto de pedir recuperação judicial, nunca mais eles voltarão para suas atividades porque, de acordo com Andrade, a Receita Federal Brasileira passa a tratar quem pede recuperação judicial como mau pagador.

"Se esse empreendedor quebra, fica quebrado para sempre. Falamos muito dos EUA, mas lá o Walt Disney quebrou quatro vezes antes do sucesso. Temos exemplos do Donald Trump. Aqui, se o empresário quebra, a Receita o condena", comentou. "Agora estamos esperando que o fundo garantidor de créditos seja regulamentado até o fim deste mês como foi prometido", disse o presidente da CNI.

Para ele é preciso que haja garantias do crédito pelo Tesouro para que os micros e pequenos empresários não cheguem ao ponto de quebrarem.

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