Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Tensão continental

Cautela com o Brasil e com a América Latina faz o Ibovespa cair quase 1,5%

O Ibovespa fechou em baixa e voltou aos 106 mil pontos, com os mercados mostrando uma postura mais prudente em relação ao cenário doméstico e às turbulências na América Latina

Victor Aguiar
Victor Aguiar
12 de novembro de 2019
10:31 - atualizado às 10:49
Mapa da América Latina
Mapa da América Latina - Imagem: Shutterstock

Lá nos meus tempos de escola, eu aprendi que o meridiano de Greenwich — a linha imaginária que marca a longitude zero — foi estabelecida por uma mera convenção: no século XIX, o Reino Unido era a potência dominante e, sendo assim, nada mais egocêntrico que fazer o traço primordial da geografia passar pelas terras britânicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pois se a cartografia moderna tivesse sido estabelecida nesta terça-feira (12), os mapas não teriam Londres como protagonista. No atribulado mês de novembro de 2019, a América Latina é o centro do mundo — e o Ibovespa e os mercados de câmbio reagiram fortemente ao noticiário turbulento vindo da região.

Nas últimas semanas, uma onda de tensões sociais inundou diversos países latinoamericanos: é só acessar qualquer portal de notícias para receber as novidades a respeito dos protestos no Chile ou da instabilidade política na Bolívia. E, num cenário como esse, os agentes financeiros preferiram ficar na defensiva, sem se expor a riscos.

E por mais que o Brasil não dê qualquer sinal de que também poderá enfrentar turbulências semelhantes, o país está muito perto dos tremores — e, pelo sim, pelo não, é melhor ter cautela. Afinal, o cenário político brasileiro não está exatamente tranquilo...

Considerando tudo isso, o Ibovespa abriu o dia em queda e permaneceu no campo negativo durante toda a sessão, terminando em baixa de 1,49%, aos 106.751,11 pontos — na mínima, chegou a cair 1,97%, aos 106.232,45 pontos, o menor nível intradiário desde 22 de outubro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado de câmbio local seguiu uma dinâmica parecida com a do Ibovespa. O dólar à vista fechou em alta de 0,57%, a R$ 4,1665; na máxima, tocou os R$ 4,1875 (+1,08%), patamar que não era atingido desde 25 de setembro.

Leia Também

Fica claro que a tensão regional pesou sobre os mercados brasileiros quando olhamos para o desempenho das bolsas americanas: o Dow Jones ficou estável, o S&P 500 subiu 0,26% e o Nasdaq avançou 0,26%.

Os mercados de Nova York estiveram atentos a uma outra dinâmica: a das idas e vindas da guerra comercial entre EUA e China. E, por mais que as coisas não tenham avançado muito, é seguro afirmar que, no momento, os riscos nesse front são menores que os vistos na América Latina.

Aversão ao risco

"Não há nada em específico com o Brasil, mas sim uma combinação de fatores que passa pelo cenário mais negativo na América Latina", diz Luis Sales, analista da Guide Investimentos, lembrando da continuidade dos protestos no Chile mesmo após a convocação de uma Constituinte e a instabilidade política na Bolívia, mesmo após a renúncia de Evo Morales.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o Brasil, como se encaixou nesse panorama? Por mais que não haja qualquer sinal de que o país possa ser contagiado por essas tensões sociais nos países vizinhos, o cenário político doméstico passa por um momento bastante particular, em meio à soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sales ainda lembra que o presidente Jair Bolsonaro decidiu deixar o PSL e tem planos para criar um novo partido — mais um fator de instabilidade no panorama político do Brasil. "Isso tudo tira o foco da agenda de reformas do governo", diz o analista da Guide.

Considerando todos esses fatores, houve hoje um movimento de aversão ao risco aos ativos da América Latina como um todo — Sales lembra que muitos agentes financeiros estrangeiros fazem alocações em índices ou em carteiras, e que essas tensões continentais acabam afastando os investidores externos.

Sai ou não sai?

Nos Estados Unidos, os mercados seguiram aguardando uma definição mais clara quanto às negociações entre americanos e chineses no âmbito da guerra comercial. As expectativas continuam positivas, embora o cenário ainda seja nebuloso — declarações recentes de Donald Trump não trouxeram muita clareza aos investidores, mas também não desanimaram os mercados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta tarde, o presidente dos EUA afirmou que um acerto com a China pode acontecer em breve, mas que só aceita o acordo se ele for bom para os americanos, suas empresas e seus trabalhadores — nada muito diferente do que já foi dito em outras ocasiões.

Com essa fala em mente, os mercados americanos mostraram oscilações tímidas, mantendo o leve desempenho positivo que era visto desde o início da sessão. O Ibovespa também foi pouco afetado: continuou com sua toada amplamente negativa, em meio às preocupações locais.

"Há uma fuga para ativos mais estáveis, ainda mais com a perspectiva maior de encaminhamento nas negociações comerciais [entre EUA e China]", diz Sales, da Guide.

Dólar e juros sobem

Esse clima de maior aversão ao risco em relação aos ativos latinoamericanos foi visto especialmente no mercado de moedas: o dólar subiu forte em relação ao peso chileno e ganhou terreno em comparação com a maior parte das divisas do continente — e o real acabou entrando nesse contexto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os ganhos registrados no dólar à vista acabaram pressionando as curvas de juros: na ponta curta, os DIs com vencimento em janeiro de 2021 subiram de 4,51% para 4,57%; na longa, as curvas para janeiro de 2023 avançaram de 5,58% para 5,70%, e as para janeiro de 2025 foram de 6,20% para 6,35%.

Balanços no centro das atenções

Além de todos os fatores macro, a temporada de balanços corporativos também mexeu com o Ibovespa nesta terça-feira — e a influência foi negativa.

Em destaque, apareceu Embraer ON (EMBR3), que caiu 3,43% e apareceu entre os piores desempenhos do índice após a companhia reportar um prejuízo de R$ 314,4 milhões no terceiro trimestre e cortar a estimativa de dividendos especiais relacionados à conclusão da operação com a Boeing.

Yduqs ON (YDUQ3), em baixa de 3,62%, foi outra que reage negativamente ao balanço trimestral da companhia — o lucro líquido recuou 21% na base anual, para R$ 152,2 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cosan ON (CSAN3), em queda de 4,93%, Rumo ON (RAIL3), com desvalorização de 3,23%, BR Distribuidora ON (BRDT3), com perda de 3,58%, e Marfrig ON (MRFG3), recuando 4,00%, foram outras ações que caíram após a divulgação de números trimestrais — você pode ver um resumo dos balanços mais recentes nesta matéria especial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SINAL VERDE PARA INVESTIR

Itaúsa (ITSA4): ‘presente’ de R$ 8,7 bilhões e outros dois gatilhos podem impulsionar a ação, diz Bradesco BBI; o que está em jogo?

23 de março de 2026 - 19:57

Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026

ENTENDA O MOVIMENTO

Maior alta do Ibovespa: por que as ações da MBRF (MBRF3) dispararam hoje e o que Trump tem a ver com isso

23 de março de 2026 - 17:44

Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa

VEJA DETALHES DO NEGÓCIO

Parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) anima mercado e agrada BTG, mas há um ‘porém’; veja qual e o que fazer com as ações

23 de março de 2026 - 14:36

Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado

5° MELHOR DIA DESDE 2021

Trégua na guerra dá fôlego ao Ibovespa, que salta mais de 3%, enquanto dólar cai a R$ 5,2407; apenas uma ação ficou no negativo

23 de março de 2026 - 12:13

Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda

OS DESTAQUES DA SEMANA

Após ‘cumprir profecia’, Eneva (ENEV3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Minerva (BEEF3) é ação com pior desempenho na semana

21 de março de 2026 - 16:00

Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim

CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia