🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Dia de recuperação

Ibovespa sobe e encosta nos 99 mil pontos com otimismo político, exterior e Petrobras

O Ibovespa avançou mais de 1% nesta terça-feira (11), puxado pelo bom desempenho da Vale e das siderúrgicas, pelo alívio no front político e pelos ganhos da Petrobras. O dólar caiu a R$ 3,84

Victor Aguiar
Victor Aguiar
11 de junho de 2019
10:39 - atualizado às 9:48
Selo marca a cobertura de mercados do Seu Dinheiro para o fechamento da Bolsa
Ibovespa fechou em alta firme e o dólar à vista recuou - Imagem: Seu Dinheiro

Quem olha para os números de fechamento do Ibovespa e do dólar à vista nesta terça-feira (11) pode ter a impressão de que os mercados brasileiros estão ignorando a turbulência política relacionada ao ministro da Justiça, Sergio Moro. A história, no entanto, não é bem assim.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De fato, o dia foi de forte alívio para os ativos locais: o principal índice da bolsa brasileira terminou em alta de 1,53%, aos 98.960,00 pontos — o maior nível de fechamento desde 19 de março —, enquanto o dólar à vista teve baixa de 0,88%, a R$ 3,8496. Mas uma série de fatores ajuda a explicar esse bom desempenho — e muitos deles não possuem relação com o noticiário político.

Sim, há uma percepção no mercado de que o caso Moro não deve trazer maiores impactos à tramitação da reforma da Previdência, mas esse é um fator de risco que segue sendo monitorado de perto pelos agentes financeiros. E eventuais movimentações no cenário de Brasília em função desse noticiário podem influenciar as negociações ao longo da semana.

O que acontece é que hoje foi um dia em que quase tudo deu certo para os mercados brasileiros, com fatores positivos sendo revelados ao longo do pregão — e trazendo ondas de calmaria que foram se acumulando. Como resultado, o Ibovespa fechou muito perto da máxima intradiária, ao 98.984,60 pontos (+1,56%) — e a um triz do patamar dos 99 mil pontos.

Primeira onda: minério de ferro

Tanto o Ibovespa quanto o dólar abriram o dia dando sinais de que engatariam uma recuperação nesta terça-feira. E o motivo da calmaria dos ativos vinha lá de fora. Mais especificamente, da China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais cedo, o governo chinês anunciou um pacote de estímulos aos governos locais, de modo a impulsionar o crescimento do país em meio à guerra comercial com os Estados Unidos. E a notícia deu impulso ao minério de ferro, já que a China é a maior consumidora da commodity no mundo — e a leitura de que a economia local perdia força vinha afetando os preços do produto.

Leia Também

Nesse cenário, a tonelada do minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao — cotação que serve como referência para o mercado — fechou em forte alta de 5,02%. E os ganhos expressivos das commodities deram força às ações do setor de mineração e siderurgia, além de reduzir a percepção de risco em relação aos ativos emergentes no exterior.

E qual o impacto disso tudo para a bolsa? Basta olhar para as ações ON da Vale (VALE3): um dos ativos de maior peso na composição individual do índice, os papéis da mineradora subiram 6,39% — o melhor desempenho do Ibovespa nesta terça-feira.

Entre as siderúrgicas, CSN ON (CSNA3) teve ganho de 5,68% Gerdau PN (GGBR4) avançou 2,97% e Usiminas PNA (USIM5) fechou em alta de 3,56%, também impulsionadas pelo minério de ferro. Por fim, Bradespar PN (BRAP4) valorizou 5,58% — a empresa possui participação relevante na Vale.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No exterior, o noticiário vindo da China se traduziu em alívio para as divisas de países emergentes e ligados às commodities, que ganharam terreno ante o dólar. Neste grupo, estão o peso mexicano, o rublo russo, o rand sul-africano e o peso chileno. O real, assim, aproveitou o comportamento dos pares.

Segunda onda: política

O dia, que já era positivo para os ativos locais, melhorou ainda mais no início da tarde. E, dessa vez, a calmaria veio de Brasília.

E isso porque a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou a concessão de um crédito extraordinário de R$ 248,9 bilhões ao governo, após um acordo ter sido costurado entre as lideranças políticas. Com isso, o texto do PLN4 segue para apreciação no Congresso.

O tema é sensível à gestão Bolsonaro e aos mercados porque o governo precisava de tais recursos para não descumprir a chamada "regra de ouro", que não permite que o governo se endivide para pagar despesas correntes. Sem tais recursos, a administração federal provavelmente deixaria de pagar benefícios sociais, como o Bolsa Família.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A aprovação da pauta na CMO deu força extra aos ativos locais, levando o Ibovespa a se aproximar dos 99 mil pontos e fazendo o dólar ampliar as perdas. Mas não foi só isso que fez o humor dos mercados melhorar.

Uma declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, contribuiu para trazer conforto aos agentes financeiros. Via Twitter, ele afirmou que irá blindar a Casa de qualquer crise, e que o esforço e foco está na aprovação das reformas.

"A tensão começa a se dissipar um pouco", diz Ari Santos, gerente da mesa de operações da H. Commcor, referindo-se ao noticiário envolvendo o ministro da Justiça. "É um problema que, aparentemente, não vai interferir no andar da carruagem da Previdência".

Terceira onda: Petrobras

Um terceiro fator positivo contribuiu para trazer mais calmaria aos mercados brasileiros na reta final da sessão desta terça-feira: o fechamento de um acordo entre Petrobras e Cade, liberando a venda de oito refinarias da estatal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A notícia é positiva para a companhia e para o governo, já que abre o caminho para o programa de desinvestimentos da estatal. Os oito ativos totalizam capacidade de refino de 1,1 milhão de barris por dia, ou 50% da capacidade atual da Petrobras.

Com o fechamento do acordo, as ações da Petrobras ganharam força. Os papéis ON (PETR3), por exemplo, fecharam em alta de 2,04%, enquanto os PNs (PETR4) subiram 1,91% — ambos tinham desempenhos discretos antes da decisão.

O otimismo em relação à notícia também contagiou o dólar, fazendo a moeda americana fechara abaixo do nível de R$ 3,85 no segmento à vista pela primeira vez desde 10 de abril.

Juros em queda

O alívio visto no dólar à vista se refletiu nas curvas de juros no Brasil, que tiveram mais um dia de ajuste negativo. Na ponta curta, os DIs para janeiro de 2021 caíram de 6,22% para 6,17%; na longa, as curvas para janeiro de 2023 recuaram de 7,14% para 7,06%, e as com vencimento em janeiro de 2025 tiveram baixa de 7,74% para 7,59%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por aqui, o mercado aposta num corte da taxa Selic pelo Banco Central, considerando a fraqueza da economia local e a desaceleração da inflação no país, apesar de o BC dar sinais de que não planeja fazer ajustes negativos na taxa básica de juros no curto prazo.

E as bolsas americanas?

Lá fora, o dia começou positivo, na esteira do otimismo global em relação às medidas de estímulo anunciadas pelo governo da China. Mas, ao longo da sessão, esse sentimento foi se dissipando nos mercados de Nova York, uma vez que a guerra comercial ainda não dá sinais de arrefecimento.

Ontem, o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, disse que não será possível americanos e chineses fecharem um acordo comercial definitivo durante a reunião de cúpula de líderes do G20. E, sem avanços nesse front, as bolsas americanas ficaram perto da estabilidade.

Ao fim do dia, o Dow Jones fechou em queda de 0,05%, o S&P 500 teve baixa de 0,03% e o Nasdaq recuou 0,01%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

O BTG Pactual realizou apenas uma troca na sua carteira de ações para o mês de fevereiro. O banco retirou a Vale (VALE3), que deu lugar para Axia Energia (AXIA6). Além disso, os analistas também aumentaram sua posição em Caixa Seguridade (CXSE3), de 5% para 10%, e reduziram em B3 (B3SA3), de 10% para 5%. A carteira tem como objetivo […]

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar