Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Barriga cheia

Com a mesa cheia de fatores positivos, o Ibovespa e as bolsas globais fizeram um banquete

Com notícias positivas vindas de Hong Kong, da China, do Reino Unido e do Brasil, o Ibovespa subiu aos 101 mil pontos e o dólar à vista caiu ao nível de R$ 4,10

Victor Aguiar
Victor Aguiar
4 de setembro de 2019
10:31 - atualizado às 10:57
Banquete
A fartura de pratos positivos melhorou o humor dos mercados nesta quarta-feira - Imagem: Shutterstock

O Ibovespa e os mercados financeiros andam numa época de vacas magras. O panorama global está bastante nebuloso, a guerra comercial entre EUA e China segue tensa e a desaceleração da economia mundial continua trazendo calafrios aos agentes financeiros. Nesse cenário, os investidores não tinham muitos motivos para comemorar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só que, ao menos nesta quarta-feira (3), esse baixo astral deu lugar a um pico de otimismo e positividade. Ao longo do dia, notícias mais animadoras vindas da Ásia, da Europa e do Brasil diminuíram o pessimismo entre os mercados e criaram um ambiente mais festivo.

E, com a mesa farta de fatores encorajadores, os agentes financeiros se esbaldaram: no mercado acionário, o Ibovespa e as bolsas globais subiram em bloco; nas commodities, o petróleo teve ampla recuperação; e, no câmbio, o dólar perdeu terreno em escala mundial, tanto em relação às divisas fortes quanto às de países emergentes.

O Ibovespa, por exemplo, terminou a sessão de hoje nas máximas, aos 101.200,89 pontos. O principal índice da bolsa brasileira, assim, voltou ao nível dos três dígitos, perdido na sessão anterior. O desempenho desta quarta-feira também serviu para zerar as perdas acumuladas nos dois primeiro pregões da semana.

Os ganhos do Ibovespa ficaram em linha com o comportamento visto nas bolsas de Nova York: o Dow Jones subiu 0,91%, o S&P 500 teve valorização de 1,08% e o Nasdaq avançou 1,30%. Na Europa, as principais praças acionárias também fecharam no campo positivo — o índice pan-continental Stoxx 600 fechou em alta de 0,89%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No mercado de câmbio, a festa foi ainda maior: o dólar à vista recuou 1,76% nesta quarta-feira, cotado a R$ 4,1053. Em termos percentuais, essa é a maior queda para a moeda americana numa única sessão desde 2 de janeiro.

Leia Também

Entrada: Hong Kong

O primeiro prato do banquete veio da Ásia, mais especificamente de Hong Kong: o governo local decidiu retirar o projeto de extradição que desencadeou a onda de protestos populares na ex-colônia britânica, notícia que foi recebida com alívio pelos mercados.

As manifestações da ilha traziam apreensão aos agentes financeiros, dada a imprevisibilidade dos possíveis desdobramentos. Havia o temor de que a onda de tensões sociais, que já se arrasta há meses, poderia culminar em atritos mais fortes entre Hong Kong e a China continental, afetando todo o continente asiático.

Com essa sinalização do governo da ex-colônia britânica, o Hang Seng — principal índice acionário de Hong Kong e uma importante praça asiática — fechou em forte alta de 3,9% nesta quarta-feira,  criando bases favoráveis para a sessão no ocidente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Primeiro prato: China

A refeição continuou na culinária asiática, mas, desta vez, com uma influência da China continental: mais cedo, foram divulgados dados econômicos indicando uma recuperação no setor de serviços do país, o que reduziu temporariamente a percepção de que aguerra comercial já estaria provocando a desaceleração da atividade no gigante asiático.

"Como um todo, tanto o cenário externo quanto o interno caminharam para um tom mais otimista hoje", diz Glauco Legat, analista-chefe da Necton Investimentos. "Além de tudo isso, temos também a ausência de notícias negativas no front da guerra comercial, o que abre espaço para reduzir um pouco a aversão ao risco".

Legat pondera, no entanto, que não há uma virada de chave no cenário macro para os mercados, uma vez que as preocupações relacionadas à disputa entre Estados Unidos e China e os riscos de desaceleração econômica mundial continuam no radar. "Mas, na margem, o dia foi de mais propensão ao risco".

Segundo prato: Reino Unido

A contribuição da Europa para a festa dos mercados veio do Reino Unido: o parlamento britânico impôs uma derrota ao primeiro-ministro, Boris Johnson, ao aprovar uma lei que pode impedir a saída do país da União Europeia sem um acordo entre as partes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os mercados temem que um rompimento abrupto entre Reino Unido e União Europeia — opção defendida por Johnson — possa provocar um choque na economia dos dois lados. Assim, o revés imposto ao premiê ajudou a trazer ainda mais alívio às negociações, especialmente no velho continente.

Terceiro prato: Brasil

O banquete também teve uma contribuição do cenário doméstico: por aqui, os mercados mostraram-se animados com o avanço da tramitação da reforma da Previdência no Senado, apesar de o texto ter sofrido uma nova desidratação ao longo desse processo.

No fim desta tarde, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o relatório da Previdência, pelo placar de 18 a 7. Além disso, os senadores fizeram um acordo para acelerar a tramitação da PEC paralela.

Operadores e analistas ponderam que, embora o tema da Previdência já esteja amplamente precificado no mercado desde a aprovação na Câmara, a percepção de que o texto está avançando sem enfrentar maiores empecilhos contribuiu para melhorar ainda mais o humor das negociações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dólar e juros de barriga cheia

O noticiário global trouxe amplo alívio ao mercado de câmbio no mundo. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta com as principais divisas do mundo, fechou em forte queda de 0,60% — o indicador estava perto das máximas históricas.

As moedas de países emergentes, que vinham perdendo terreno por causa da maior aversão ao risco no mundo, também aproveitaram para tirar a barriga da miséria: o dólar caiu mais de 1% em relação ao peso mexicano, ao rublo russo e ao rand sul-africano — e o real seguiu a tendência.

O amplo alívio visto no dólar à vista acabou influenciando o comportamento da curva de juros: tanto na ponta curta quanto na longa, os DIs tiveram baixas expressivas nesta quarta-feira.

As curvas com vencimento em janeiro de 2021, por exemplo, caíram de 5,49% para 5,42%. No vértice mais extenso, os DIs para janeiro de 2023 recuaram de 6,56% para 6,46%, e os com vencimento em janeiro de 2025 foram de 7,09% para 6,99% — retornando, assim, para um patamar inferior a 7%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobremesa: commodities

Grande parte do avanço do Ibovespa nesta quarta-feira se deve ao desempenho positivo das ações ligadas ao setor de commodities, como Petrobras, Vale e siderúrgicas. E a recuperação desses papéis possui estreita conexão com a alta nas cotações do petróleo e do minério de ferro no exterior nesta quarta-feira.

Lá fora, o petróleo Brent (+4,19%) e WTI (+4,30%) fecharam em alta firme e, como consequência, os papéis PN (PETR4) e ON (PETR3) da Petrobras avançaram 2,58% e 2,53%, respectivamente.

Já o minério de ferro fechou em alta de 2,45% no porto chinês de Qingdao, cotação que serve de referência para o mercado. Assim, as ações ON da Vale (VALE3) avançaram 2,20% — CSN ON (CSNA3) subiu 1,36%.

É importante ressaltar que os ativos da Petrobras e da Vale possuem grande peso individual na composição do Ibovespa, e, assim, a alta em bloco dessas ações acaba dando sustentação ao índice como um todo. Além disso, um outro setor que possui participação relevante na carteira, o de bancos, também subiu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse segmento, destaque para Bradesco ON (BBDC3) e units do Santander Brasil (SANB11), que avançaram 1,52% e 1,65%, respectivamente. Banco do Brasil ON (BBAS3) teve ganho de 2,37%, Bradesco PN (BBDC4) valorizou 1,25% e Itaú Unibanco PN (ITUB4) subiu 0,70%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

VIRADA DE CARTEIRA

Brasileiros perdem interesse na renda fixa e ações ganham espaço aos poucos — mesmo com a guerra aumentando os riscos, diz XP

30 de março de 2026 - 15:42

Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem

EFEITO BRENT

Guerra, petróleo em alta e novos poços: a combinação que colocou a Brava (BRAV3) no topo da bolsa nesta segunda

30 de março de 2026 - 13:18

Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa

MERCADOS HOJE

Ibovespa e dólar avançam com mercado dividido sobre a guerra e Galípolo “ganhando tempo”; veja os destaques de hoje

30 de março de 2026 - 11:55

Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC

FOME DE AQUISIÇÃO

O ‘pacman dos FIIs’ está de volta: GGRC11 fecha compra milionária de galpões; confira os detalhes da operação

30 de março de 2026 - 10:42

De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril

QUEM EMAGRE E QUEM GANHA PESO

Fenômeno das canetas emagrecedoras: o “clique” de R$ 50 bilhões que está chacoalhando a bolsa brasileira

28 de março de 2026 - 17:15

Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking

ANOTE NA AGENDA

Depois de sobreviver à guerra e acumular 3% de alta, Ibovespa dá de cara com dados de emprego na semana

28 de março de 2026 - 12:35

Do Caged ao Payroll, a semana será de temperaturas elevadas para a economia global; saiba como os indicadores e as tensões no Oriente Médio mexem com o seu bolso

COMMODITIES, CARRY E ELEIÇÃO

Real barato e petróleo no radar: por que o Bank of America aposta no Brasil contra o México

28 de março de 2026 - 11:32

Com o petróleo em alta e um carry trade atrativo, o BofA Securities aposta na moeda brasileira; confira os alvos da operação e como o cenário eleitoral pode ditar o ritmo do câmbio

O PRÊMIO DE CADA SHOPPING

Multiplan (MULT3), Iguatemi (IGTI11) ou Allos (ALOS3)? Bradesco BBI diz qual é a ‘favorita’ em receita, escala e consistência

27 de março de 2026 - 18:15

Analistas se debruçaram sobre as diferenças das ações de shoppings e afirmam que a qualidade dos portfólios justifica o patamar de preços de cada papel

FII EXPERIENCE 2026

‘O jogo dos FIIs mudou completamente’: Luiz Augusto, sócio fundador da TRX, conta a estratégia da gestora para crescer na nova fase do mercado

27 de março de 2026 - 14:12

O setor caminha para uma redução no número de fundos imobiliários e um foco em veículos maiores, mais robustos e líquidos

DINHEIRO NA CONTA

Renda extra vai pingar: B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio — até quando investir para ter direito?

27 de março de 2026 - 13:11

Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta

VEJA DETALHES DO BALANÇO

Azul (AZUL53) tem prejuízo 330% maior em 2025 e projeta ‘voo eficiente’ para este ano

27 de março de 2026 - 12:57

Companhia reporta lucro de R$ 125 milhões no ano passado após prejuízo bilionário em 2024, enquanto resultado ajustado aponta perda de R$ 4,3 bilhões; veja os números

FII EXPERIENCE 2026

FIIs de shopping centers estão com os dias contados? Gestores dizem que não — e a reforma tributária é um dos motivos

26 de março de 2026 - 19:58

Durante evento FII Experience, gestores dizem que o mercado ainda não percebeu os valores patrimoniais desses ativos, que seguem descontados na bolsa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia