Menu
2019-07-15T09:21:41-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Pibinho

Atividade ensaia reação, mas nada que mude o quadro de estagnação

Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) tem primeira leitura positiva do ano em maio

15 de julho de 2019
9:19 - atualizado às 9:21
Atividade fraca
Imagem: Shutterstock

Depois de quatro leituras negativas, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou alta na passagem de abril para maio. O indicador subiu 0,54% ficando pouco acima da mediana de 0,5% estimada pela “Broadcast Projeções”. O intervalo de projeções variava de queda de 0,6% a alta de 1,2%.

A leitura positiva, no entanto, não muda a avaliação do mercado e do próprio BC de que houve uma interrupção no processo de recuperação da economia. O indicador de maio captou um recuo de 0,2% da produção industrial, uma baixa de 0,1% no varejo e estabilidade nos serviços.

Considerando a variação em 12 meses, que é menos volátil em função das revisões constantes da base de dados, o avanço é de 1,31%. No acumulado do ano, a variação é positiva em 0,94%, na série sem ajuste sazonal.

Na sexta-feira, o ministério da Economia revisou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pela metade de 1,6% para 0,81%, alinhando o prognóstico à mediana do mercado e ao número do próprio BC, que também trabalha com 0,8% de crescimento.

O boletim Focus desta semana marcou a 20ª revisão consecutiva para baixo nas projeções de crescimento, que estão em 0,81% contra 0,82% na semana passada.

Essa interrupção do crescimento está sendo enfatizada pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, em seus discursos como algo relevante dentro do balanço de riscos da instituição.

Essa debilidade da atividade e expectativas de inflação abaixo ou ao redor das metas fomenta as expectativas de corte da Selic já na reunião do dia 31 de julho. Cenário que foi reforçado, na avaliação do mercado, pela aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

O BC vinha falando que precisava ver avanços concretos na agenda de reformas e em entrevista na semana passada, Campos Neto disse que “obviamente um avanço nas reformas faz com que o cenário fique mais benigno para a inflação no futuro”, disse. A dúvida é se o BC faria corte de 0,25 ponto ou 0,5 ponto percentual na Selic, que está em 6,5% desde março do ano passado.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

depois do fundo do poço

Na bolsa, Gol, Azul e CVC recuperam parte das perdas com pandemia

Avanço das vacinas empolgou o mercado todo, mas não basta para explicar o desempenho dos papéis ligadas ao setor de aviação

após atrasos

Petrobras vai concluir venda de oito refinarias em 2021, diz CEO

De acordo com o diretor de Comercialização e Logística, estatal poderá aumentar as exportações de petróleo bruto, mas a tendência é de que os novos donos das unidades adquiram a commodity no mercado interno

volta ao normal?

Aneel aprova retomada do sistema de bandeiras tarifárias a partir desta terça

Mecanismo havia sido suspenso em maio devido à pandemia do novo coronavírus, e a agência havia acionado a bandeira verde, sem cobrança de taxa extra, até o fim deste ano

seu dinheiro na sua noite

O doce novembro da bolsa

O que você considera uma boa rentabilidade mensal para os seus investimentos? Um retorno equivalente a oito vezes o que a renda fixa paga em um ano inteiro está de bom tamanho? Pois foi esse o ganho de quem investiu em novembro na bolsa — imaginando aqui a compra do BOVV11, um dos fundos que […]

Balanço do mês

Após disparada, bolsa é um dos melhores investimentos de novembro; dólar foi o pior

Bitcoin lidera o ranking, seguido do Ibovespa, que subiu mais de 15%; piores desempenhos ficaram por conta do dólar e do ouro

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies