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2019-08-23T19:14:16-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Nova cartada

Trump contra-ataca e anuncia um aumento nas tarifas sobre importações chineses

O presidente dos Estados Unidos anunciou a elevação das tarifas de importação sobre produtos da China, elevando a tensão no front da guerra comercial

23 de agosto de 2019
19:14
Donald Trump
Imagem: Shutterstock

A guerra comercial entre Estados Unidos e China ganhou mais um desdobramento no início da noite desta sexta-feira (23): conforme prometido, o presidente americano, Donald Trump, anunciou medidas para revidar a ofensiva feita por Pequim nesta manhã.

Como de costume, Trump usou o Twitter para contar as novidades — e, também como de costume, não poupou palavras para se referir ao governo de Pequim. Após tecer uma série de críticas ao gigante asiático, o republicano anunciou uma elevação nas tarifas incidentes sobre US$ 250 bilhões em importações chinesas, de 25% para 30%, com início em 1º de outubro.

Além disso, o presidente americano afirmou que um segundo grupo de produtos importados da China, de US$ 300 bilhões, que começaria a sofrer com taxas de 10% a partir de 1º de setembro, agora será sobretaxado em 15%.

Guerra de tarifas

A nova cartada de Trump ocorre em resposta à adoção, pelo governo chinês, de alíquotas de 5% a 10% sobre US$ 75 bilhões em importações americanas — a medida, anunciada mais cedo, será implantada em duas fases: uma em 1º de setembro e outra em 15 de dezembro.

E, vale lembrar, essa ofensiva de Pequim ocorreu como forma de revidar a imposição de novas sobretaxas às importações chinesas por parte do governo americano, anunciadas no início de agosto.

Além de anunciar as novas medidas, o presidente americano aproveitou para criticar o governo chinês e as administrações passadas dos Estados Unidos. "Durante muitos anos, a China e outros países têm se aproveitado dos EUA no comércio, roubo de propriedade intelectual e muito mais", escreveu Trump.

Segundo o republicano, os Estados Unidos tem perdido bilhões de dólares por ano para o gigante asiático. "Lamentavelmente, as administrações passadas permitiram que a China tivesse uma vantagem comercial tão grande que ela se tornou um fardo para o contribuinte americano".

Tensões elevadas

Com China e Estados Unidos atacando e contra-atacando no front da guerra comercial, os mercados financeiros tiveram uma sessão de cautela intensa nesta sexta-feira: o Ibovespa e as bolsas americanas fecharam a sessão de hoje em baixa de mais de 2%. Você pode conferir a cobertura completa dos mercados nesta matéria.

No fim desta manhã, Trump foi ao Twitter para comentar a ofensiva chinesa e assumiu um tom bastante agressivo em suas mensagens, classificando o presidente do país asiático, Xi Jinping, como inimigo e afirmando que as empresas americanas deveriam "buscar alternativas" à China.

Analistas e operadores destacam que o tom mais acirrado das disputas entre Washington e Pequim desencadearam uma onda de aversão ao risco nos mercados. A percepção é a de que, com a guerra comercial atingindo um estágio mais crítico, a economia global pode sofrer com um movimento mais intenso de desaceleração.

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