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Análise interna da empresa mostra que o gigante não foi capaz de desvelar uma rede de contas espalhando desinformação sobre a vereadora Marielle Franco
Uma análise interna do Facebook mostra que o gigante das mídias sociais não foi capaz de desvelar e impedir uma rede de contas no Brasil espalhando desinformação sobre a vereadora do PSOL Marielle Franco, disse o Wall Street Journal.
O assassinato da parlamentar polarizou ainda mais o País às vésperas de uma eleição presidencial disputada em altas temperaturas, mostram documentos obtidos pela publicação.
A empresa também descobriu que um grupo que apoiava o então candidato Jair Bolsonaro estava encorajando os seus seguidores no Facebook a usar um aplicativo que habilitava o grupo a fazer publicações em seu nome duas vezes ao dia, disse a publicação.
O Facebook não sabia sobre essas atividades até ser alertado por repórteres e ainda assim não conseguiu determinar quão difundida ela estava, mostram os documentos.
O Facebook sofre um escrutínio público nos últimos meses por conta do uso indevido de informações pessoais de usuários. Em julho, a empresa teve de fechar um acordo de US$ 5 bilhões com a Comissão Federal de Comércio - órgão de defesa do consumidor dos Estados Unidos.
A cifra impactou no lucro líquido do segundo trimestre deste ano da empresa, que caiu 49%, para US$ 2,6 bilhões. Por outro lado, o Facebook teve expansão na receita, em 28%, e na base de usuários, 8%.
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Na tarde desta sexta-feira, 30, as ações do Facebook negociadas na Nasdaq sofriam uma queda de 0,4%, sendo cotadas a US$ 184. Acompanhe a cobertura de mercados de hoje do Seu Dinheiro.
*Com Estadão Conteúdo
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