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Gestora com R$ 17 bilhões em recursos mudou a visão para o dólar porque antes tinha a percepção de que o fluxo de recursos para o país conseguiria absorver os outros efeitos que pressionam o câmbio
A piora recente nas contas externas brasileiras, com a queda do saldo da balança comercial, levou a Kapitalo Investimentos a assumir uma posição comprada em dólar, afirmou Carlos Woelz, sócio fundador da gestora, que possui R$ 17 bilhões em patrimônio.
A Kapitalo mudou a visão para o dólar porque antes tinha a percepção de que o fluxo de recursos para o país conseguiria absorver os outros efeitos que pressionam o câmbio para cima.
Com os juros mais baixos no Brasil, muitas empresas que se endividavam em dólar trocaram esse passivo para reais. Embora seja saudável, esse processo acaba por aumentar a demanda por dólares.
“Eu era mais construtivo, achava que a conta corrente mais o investimento direto líquido suportariam essa troca de forma que não gerasse muito mais susto”, afirmou Woelz.
O problema é que houve um aumento das importações, ao mesmo tempo em que as exportações tiveram um choque para baixo provocado, em parte, pelo efeito da crise na Argentina, segundo o gestor da Kapitalo, que participou hoje de evento promovido pelo Santander.
O gestor da Kapitalo afirmou que o retorno esperado hoje torna a alocação na bolsa atraente para o histórico brasileiro, mas não para os padrões globais. "É por isso que os estrangeiros não estão achando a bolsa tão barata", disse.
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Do ponto de vista de cenário global, Woelz se mostrou otimista e não disse não ver hoje um risco de recessão. Ele afirmou, porém, que "não é momento de ser herói". "A qualquer sinal de errado de curto prazo eu reduzo o risco", disse.
Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões
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