Menu
2019-07-22T16:22:13-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Olha só...

Indicada para o FED, Judy Shelton é a favor de corte de juros em 50 pontos-base já neste mês

As informações são do jornal Washington Post. Em declarações feitas por e-mail, ela ressaltou que defenderia um corte já na reunião feita em junho em que o banco optou por manter o juro entre 2,25% e 2,5% ao ano

22 de julho de 2019
16:22
Dólar
Imagem: Shutterstock

Com a aproximação de um dos encontros de política monetária mais relevantes do último ano, a indicada para uma vaga no conselho do Fed, ou banco central norte-americano, Judy Shelton, foi taxativa ao dizer que apoiaria um corte de 50 pontos-base na taxa básica de juros do país, na reunião que ocorre no próximo dia 31. As informações são do jornal Washington Post e foram publicadas hoje (22).

Em declarações feitas por e-mail, Shelton disse que há argumentos favoráveis a um corte maior do que está prevendo a maioria do mercado, que antecipa uma redução de 25 pontos-base. Um dos maiores motivos seria a fraqueza econômica no exterior. Ela ainda destacou que mesmo que o corte seja de 50 pontos-base, a taxa ficaria bem acima de zero.

"Eu acredito que as condições globais e o caminho que está sendo traçado por outros bancos centrais são fatores que o Federal Reserve deve levar em consideração para ver quanto deve baixar no dia 31", destacou a indicada.

Ela ressaltou ainda que defenderia um corte já na reunião feita em junho em que o banco optou por manter o juro entre 2,25% e 2,5% ao ano e acenou para uma redução caso visse o crescimento ameaçado.

Os juros nos EUA

Na divulgação do Livro Bege feita na semana passada, o Fed pontuou que "a perspectiva geral é positiva para os próximos meses, com manutenção de expectativas de crescimento modesto, apesar das preocupações generalizadas sobre o possível impacto negativo da incerteza relacionada ao comércio".

Mas apesar do tom mais positivo com a performance da economia dos EUA, o presidente do Fed, Jerome Powell, tem sinalizado em discursos recentes que a autoridade monetária está pronta para cortar a taxa de juros diante da crescente tensão comercial, da desaceleração econômica global e da inflação branda.

Assim como pontuou a nossa colunista Angela Bittencourt na semana passada, o Fed poderá iniciar o ciclo de redução da taxa básica de juro, após quase um ano e meio de alta iniciada em março de 2017 no encontro da próxima semana. Isso porque, de lá para cá, o juro americano aumentou 10 vezes, do intervalo de zero a 0,25% para 2,25% a 2,50%.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

em meio à crise

GPA tem alta de 150% no lucro, com melhora operacional no Brasil

Cifra atingiu R$ 386 milhões; Assaí apresentou faturamento de R$ 10,1 bilhões, incremento de R$ 2,5 bilhões contra o ano anterior

Números fortes

Vale tem lucro líquido de US$ 2,9 bilhões no 3º tri, alta de 76% na comparação anual

Lucro líquido cresceu quase 76% em relação ao terceiro trimestre do ano passado; Ebitda ajustado chegou a mais de US$ 6 bilhões

Análise

O mercado trucou, e o Banco Central mandou descer ao bancar juro baixo

Emparedado pelo repique da inflação e pelo aumento do risco fiscal, o BC foi inflexível e sustentou o “forward guidance”, a sinalização de que a Selic permanecerá baixa por um longo período

Acelerou

Bolsonaro assina sanção da lei que prorroga incentivos para setor automotivo

A sanção do projeto, assinada por Bolsonaro, deve ser publicada até esta quinta-feira, 29, no Diário Oficial da União (DOU).

o pior já passou?

Petrobras tem prejuízo de R$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre, com adesão a anistias tributárias

Analistas esperavam prejuízo de R$ 4,15 bilhões; após baixa com a pandemia, estatal aumentou a participação de mercado e manteve um patamar alto de exportações

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies